A teoria do Aquecimento Global Antropogénico e o princípio da falsificabilidade de Karl Popper

O Henrique Sousa explana aqui (e muito bem!) as razões por que a teoria do Aquecimento Global Antropogénico é uma teoria  metafísica (é uma teoria que não pode fazer parte das Ciências da Natureza), na medida em que não é falsificável.


Para que se compreenda o que se quer dizer, vejamos a seguinte proposição:

“Todos os deuses falam grego”.

¿Será que esta proposição pode ser considerada como sendo passível de investigação científica? ¿Como é que eu posso ter a certeza de que “todos os deuses falam grego”?!

Esta proposição poderia fazer parte da ciência (da investigação científica) se alguém pudesse demonstrar que existe (pelo menos) um deus que falasse latim (por exemplo) — o que faria com que a referida proposição pudesse ser falsificada, porque a ciência parte do princípio segundo o qual toda a regra ou categoria tem (implicitamente) excepções (indução).

E são as excepções (demonstráveis) à regra geral que definem a falsificabilidade de uma teoria, e por isso, são as excepções que estipulam que uma teoria pode fazer parte de uma investigação científica.

Portanto, a proposição “todos os deuses falam grego” é uma proposição metafísica; não pode fazer parte das Ciências da Natureza enquanto não for encontrada uma excepção à regra proposicional que seja demonstrável.


Vejamos outra proposição:

“Todos os cisnes são brancos”.

A partir do momento em que alguém demonstre que existe (pelo menos) um cisne preto, esta proposição é falsificada, e por isso ela pode passar a fazer parte de uma investigação científica. A partir do momento em que a proposição “todos os cisnes são brancos” é falsificada, deixa de ser uma proposição metafísica e passa a ser uma proposição científica. Continuar a ler

Quem não deve, não teme!, ó Pacheco!

¿Como foi possível que o Partido Social-democrata recrutasse um radical esquerdista como o José Pacheco Pereira?! Cavaco Silva e Pedro Santana Lopes têm culpas no cartório.

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Se lerem este texto, verificarão que pouca diferença existe entre o Luís Fazenda, ou o Mário Tomé, por um lado, e o José Pacheco Pereira, por outro lado. De facto, estão alinhados pelo mesmo diapasão ideológico; a diferença é que o último é mais dissimulado, e, por isso, muito mais perigoso.

O José Pacheco Pereira acusa, de facto, a Direita (qualquer Direita) de pretender restaurar uma ditadura corporativista em Portugal — exactamente no momento em que assistimos, em Portugal, à paulatina instauração de um Totalitarismo de Veludo por parte da Esquerda. E mais: para o José Pacheco Pereira, qualquer tipo de Direita é sempre “Direita radical” (não existe Direita que não seja “radical”).

Para o Pacheco, quem não condena radicalmente — em bloco e irracionalmente — o Estado Novo, é “fassista”; quem consegue vislumbrar alguma coisa de positivo — por coisa pouca que seja — nos 48 anos de ditadura de Salazar, é de “extrema-direita”.

Quem não deve, não teme!, ó Pacheco! E da maneira que apoia politicamente o Costa Manhoso, ele tem muito a temer.

Não confundir “epistemologia” com “epidemiologia”

Ao contrário da literatura, que apenas interessa à pessoa particularizada (interessa ao indivíduo, enquanto tal, que lê a obra literária), a ciência interessa a todos, em geral (e não só ao indivíduo isolado). Ou seja: por definição, a ciência (refiro-me concretamente às Ciências da Natureza) tem, por finalidade, o interesse do colectivo humano.

Em todas as Ciências da Natureza, a epistemologia [epistemologia = estudo filosófico da evolução histórica de uma ciência em particular] é essencial para o seu desenvolvimento; e nesse sentido, podemos dizer que a filosofia (por exemplo, a filosofia da ciência) e a História são factores epistemológicos essenciais para as Ciências da Natureza. Mas isto não significa que a filosofia e a História façam parte das Ciências da Natureza!

Já não é a primeira vez que a Raquel Varela confunde “ciências humanas e sociais” com “Ciências da Natureza”, e com “ciências exactas” — por exemplo, quando ela escreveu que “a diferença entre ciências sociais” (por exemplo, a História), por um lado, “e ciências exactas” (por exemplo, a matemática), “é fictícia”.

As “ciências humanas e/ou sociais”, não são apenas ciências inexactas; são essencialmente ciências do inexacto.

Nas Ciências da Natureza, onde impera o princípio da falsificabilidade, apenas se arquivam os erros do passado; nas ciências sociais, onde impera a moda, os acertos também são arquivados à medida em que a moda “passa de moda”.

As ciências sociais (ou humanas) cristalizam-se em um sistema simplicíssimo, e não fluem através da História (ao contrário do que acontece com as Ciências da Natureza).

Nas Ciências da Natureza, uma pessoa que compreendeu uma determinada noção, compreendeu tudo o que é possível compreender acerca dessa noção; nas ciências ditas “humanas e sociais”, uma pessoa que compreendeu uma determinada noção, apenas compreendeu o que ela pôde (pessoalmente) compreender — nas ciências sociais e humanas, a inteligência (do indivíduo) é o único método que nos protege do erro; mas o problema é que muitos “cientistas sociais” são burros que nem portas!


karl popperNo sítio americano da C.D.C, “epidemiologia” é definida assim:

“By definition, epidemiology is the study (scientific, systematic, and data-driven) of the distribution (frequency, pattern) and determinants (causes, risk factors) of health-related states and events (not just diseases) in specified populations (neighborhood, school, city, state, country, global). It is also the application of this study to the control of health problems”.

A Raquel Varela escreveu o seguinte:

“Penso que 1 ano e meio depois ainda muitos não sabem que a epidemiologia não é uma ciência médica, muito menos matemática, certamente nunca uma ciência computacional. Tanto que a Associação Portuguesa de Epidemiologia tem no seu primeiro objectivo é, cito, “Estimular a abordagem multi-sectorial e interdisciplinar dos assuntos de âmbito epidemiológico”, ou seja, vários dos seus membros são das ciências sociais.”


Quando o conceito de “epidemiologia” se afasta das Ciências da Natureza (como defende a Raquel Varela), entra pela ideologia política adentro.

Epidemiologia é uma ciência da natureza que, como todas as ciências da natureza, conta com o apoio epistemológico da filosofia e da História. A ciência natural baseia-se sempre no passado (na experimentação, que pertence obviamente ao passado, e não apenas na experiência), e, por isso, a História e a filosofia são essenciais para o seu desenvolvimento.

¿Mortos vacinados? “Pimenta no cu dos outros é chupa-chupa!”

Até 5 de Junho de 2021, morreram na União Europeia 13.867 pessoas em consequência de reacções negativas às vacinas do COVID-19 (já não falando em cerca de 1,5 milhões de reacções adversas registadas às vacinas — e isto, praticamente em seis meses de toma das vacinas, o que significa que, até ao fim do corrente ano, vamos ter cerca de 30.000 mortos por causa das vacinas.

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Naturalmente que, para você, caro leitor, que já levou com a vacina e não lhe aconteceu nada:

— “Pimenta no cu dos outros é chupa-chupa! 30 mil mortos são danos colaterais! Morte aos negacionistas fassistas trumpistas católicos!”.

O Coronavirus ou “vírus da China” foi fabricado por um laboratório chinês

No dia 11 de Março de 2020, escrevi aqui o seguinte, acerca do vírus chinês:

“A ideia propalada pelos me®dia, segundo a qual o vírus da China é originário de um mercado de animais vivos da cidade chinesa de Wuhan, não passa de uma narrativa (de uma estória) semelhante a qualquer outra. A verdade é que, na referida cidade, existe o único laboratório biológico de segurança de nível 4 (BSL–4) em toda a China.

A probabilidade de o vírus da China ter tido origem no laboratório da cidade Wuhan é (pelo menos) tão credível como a narrativa jornaleira da probabilidade do mercado de animais.”

No dia 31 de Março de 2020, escrevi o seguinte:

“Estas descobertas científicas permitem afirmar que o vírus da China não é um simples vírus: é uma arma biológica de origem chinesa — 40 variantes de um mesmo vírus, e apenas em um território minúsculo como é a Islândia, indiciam engenharia humana.”

Cerca de um ano depois, os factos dão-me razão (pelo menos, em grande parte). O que era considerada uma “Teoria da Conspiração”, passou a ser parte da realidade objectiva.

Kant é essencial para salvar a ciência e a ética, em relação ao niilismo do pós-modernismo

O Ludwig Krippahl escreve aqui um texto que rebate (ou contradiz) a ideia segundo a qual

“a ética é uma palhaçada, porque, enquanto os objectos de estudo [da ciência] continuariam a existir quer existissem humanos ou não, os valores morais não existem sem sujeitos”.

Ora, o que o Ludwig Krippahl está a contraditar, são exactamente os princípios filosóficos que regeram o advento da modernidade — Francis Bacon, Hobbes (principalmente), e Descartes. Continuar a ler

O progresso animal na nossa política

MOÇÃO APRESENTADA NO CONGRESSO DO P.A.N.

“Precisamos de transitar para um novo modelo de Ser Humano: um modelo que nos faça descer do pedestal em que nos colocámos e nos devolva ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído: sermos uma entre muitas espécies existentes num planeta vivo”.

Via


A nova assembleia da república, segundo o PAN.

JORNAL DO FUTURO web


“Onde houver culto e/ou veneração dos animais, haverá sempre sacrifícios humanos”

(G. K. Chesterton)