É preciso reformar a União Europeia; ou acabar com ela

A Cristina Miranda faz aqui uma crítica à União Europeia. Embora eu esteja genericamente de acordo com a crítica, gostaria de colocar aqui uma frase de Nicolás Gómez Dávila:

“O pensamento que quer ser sempre justo, paralisa-se. O pensamento progride quando caminha entre injustiças simétricas, como entre duas filas de enforcados”.

1/ A União Europeia caminha hoje (metaforicamente, “entre duas filas de enforcados”) entre injustiças simétricas, a ver: por um lado, Donald Trump e o seu ódio visceral à União Europeia, a quem acusa de querer destruir os Estados Unidos; e por outro lado, a Rússia, que pretende destruir a União Europeia para reconstruir o velho império russo.

Portanto, a União Europeia está a ser objectivamente acossada por duas potências militares de nomeada.

Perante este acosso, a União Europeia tem duas soluções: ou se desintegra — que é o que deseja ardentemente uma certa elite trumpista aliada a Putin —, ou se defende através de mecanismos políticos que, por vezes, não são consensuais e até podem ser controversos (como podemos ver através da opinião da Cristina Miranda).

Quando a Cristina Miranda critica a União Europeia pelo “caso recente da Roménia, com eleições anuladas e candidatos detidos”, ela não mencionou a claríssima interferência da Rússia nas ditas eleições — porque “o pensamento que quer ser sempre justo, paralisa-se”. O pensamento da Cristina Miranda paralisa-se porque não “caminha entre injustiças simétricas, como entre duas filas de enforcados”.

A alternativa preconizada pela Cristina Miranda (face à Rússia) seria a dissolução progressiva da União Europeia, cumprindo assim os critérios de “justiça” do liberalismo que ela preconiza. É uma solução negativa (a dela). Aplica-se aqui a célebre frase de Edgar Morin:

« (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (Alemanha, 1933) »

→ Edgar Morin (“Pour sortir du XX siècle”, 1981)

Ou o liberalismo europeu se nega, aqui e ali e pontualmente, ou a União Europeia é destruída. Pelo que se vê, a Cristina Miranda defende a sua destruição.

2/ A Cristina Miranda tem razão em três pontos: a) a protecção da União Europeia em relação ao lóbi radical climático (os melancias), b) o fomento por parte da União Europeia da Ideologia de Género na cultura, nas escolas e nos me®dia, e c) a imigração em massa patrocinada pela União Europeia.

Contudo, não nos esqueçamos que estes três aspectos nefastos foram importados dos Estados Unidos.

pegada de carbono bloco de esquerda esquerda neandertal pegada de carbono 650 web

  • O Aquecimentismo é um fenómeno cultural anglo-saxónico por excelência baseado em pseudo-ciência e no relativismo próprio do Pós-estruturalismo.
  • A Ideologia de Género também tem origem anglo-saxónica e é uma tentativa neomarxista (marxismo cultural) de levar a igualdade entre seres humanos ao nível do absurdo — não nos esqueçamos que em nome de uma estratégia supostamente infalível para promover a justiça e a igualdade, milhões morreram em dezenas de revoluções socialistas que, em última análise, sempre falharam. 

    A vida é o lugar das hierarquias; só a morte é democrata.

  • A imigração em massa, promovida por uma certa elite composta pela maçonaria irregular que controla ideologicamente a política e os me®dia, é própria de uma sociedade pós-revolucionária cujas elites abominam os conceitos de “nação” e de “fronteiras”. Podemos falar de simbiose entre o Pós-Trotskismo, por um lado, e, por outro lado, a utopia da “Paz Perpétua” de Kant.

A única forma de combater estes três vectores negativos da política da União Europeia é através do voto na Direita que exclua partidos patrocinados pela Rússia de Putin e Dugin — como é o caso da AfD (Alternative für Deutschland) na Alemanha, ou o partido francês da Marine Le Pen, ou ainda o partido de Viktor Órban na Hungria.

Continuamos, aqui, a caminhar entre duas filas de enforcados: num dos lados, a Esquerda utopista e pós-estruturalista que comanda actualmente os destinos dos países da União Europeia; e, por outro lado, a Direita russófila (de Dugin e Putin, aliados a Trump) que pretende claramente a destruição da União Europeia.

O genocídio dos europeus programado pela Esquerda

Na primeira imagem (de Londres), aqui em baixo, vemos um convite público do governo britânico aos cidadãos brancos: “esterilizem-se, para que as cidades fiquem menos apinhadas de gente”.

Esta mensagem é passada como sendo virtuosa, e utiliza até, cinicamente, figuras de crianças brancas no cartaz.

genocidio branco web

Porém, ao mesmo tempo que os governos europeus controlados pela Esquerda ("World Economic Forum", alguns magnatas como George Soros, Bill Gates, etc) pediam aos brancos para se suicidarem como etnia, importavam pretos aos magotes — como podemos ver na segunda imagem.

barcos de pretos web

Ou seja, para a Esquerda, os brancos são para eliminar, e os pretos são para entrar em barda.

O racismo da Esquerda é radical, no sentido em que defende o genocídio dos europeus como política de Estado.

Esta política demográfica genocida e anti-europeia é basicamente irracional: o único critério inteligível e lógico é o de quequalquer coisa é melhor do que a actual demografia com brancos em maioria”.

Para a Esquerda, e por razões puramente ideológicas, os brancos europeus representam o demónio; e, portanto, é preferível, até, a existência de marcianos em circulação do que de brancos.

Os “impostos verdes” da União Europeia

impostos verdes webOs impostos não justificados pelos políticos — os impostos ideologicamente “cegos”, como por exemplo, os “impostos verdes” — são a consequência de uma forma de trabalho que não é livre, um trabalho forçado que é imposto à população.

Há quem diga que caminhamos para uma forma de neo-feudalismo, mas isso está a acontecer apenas nos Estados Unidos de Donald Trump — com a privatização de todas as áreas da economia e dos serviços: até as Forças Armadas dos Estados Unidos estão a ser totalmente privatizadas.

Na Europa, caminhamos para a construção de um leviatão, um totalitarismo de “falinhas mansas” que nos suga a alma.

A diferença entre a Rússia de Putin e a Europa do leviatão de Ursula von der Leyen, é a de que a Rússia “já é”, e a Europa “pretende ser”.

Donald Trump tem um comportamento de carroceiro

Durante 70 anos, os Estados Unidos e o Reino Unido fizeram tudo para que os países da Europa não investissem muito em defesa própria. Recordo aqui a guerra diplomática que foi movida por aqueles dois países contra Portugal de Salazar, exactamente porque o Estado Novo investiu massivamente na defesa nacional.

trump-lead2Durante 70 anos, os Estados Unidos e o Reino Unido quiseram “pôr a pata” militar em cima dos países europeus. Porém, de repente, os Estados Unidos de Donald Trump fez uma volta de 180 graus: agora acusa os países europeus de não investirem em defesa. Para os Estados Unidos, aquilo que era válido ontem, deixou de ser válido hoje.

Isto significa que os Estados Unidos deixaram de ser um país credível e previsível: nunca saberemos o que pode acontecer na Sala Oval da Casa Branca. Não me surpreenderia que, um dia destes, um Chefe de Estado europeu fosse agredido fisicamente dentro da Casa Branca.

Donald Trump comporta-se como um elefante dentro de uma loja de porcelanas.

Donald Trump afirmou publicamente (salvo erro, na Fox News News) que “a União Europeia foi criada para f*der os Estados Unidos” (sic) — quando, em boa verdade, a origem da União Europeia é americana, por exemplo, através da iniciativa do Grupo de Bilderberg na década de 1960. Donald Trump distorce os factos para enganar o labrego americano.

Donald Trump mente, por exemplo, quando diz que os Estados Unidos gastaram, na Ucrânia, mais dinheiro em material militar do que os países da Europa — quando, na verdade, os países europeus gastaram praticamente o dobro do que os Estados Unidos gastaram com a Ucrânia, como muito bem demonstrou o major-general Isidro de Morais Pereira em uma entrevista televisiva (penso que foi na RTP3).

Donald Trump mente com a mesma facilidade com que mentia Joe Biden. A diferença é que o primeiro tem um comportamento de carroceiro.


A forma como Donald Trump vê as relações entre os Estados Unidos e a União Europeia é de soma zero — o ganho dos Estados Unidos representa necessariamente a perda da União Europeia. “Os Estados Unidos só ganham se a União Europeia perder”.

Para Donald Trump, só destruindo a União Europeia, os Estados Unidos poderão ser salvos. Aliás, neste aspecto, Donald Trump coincide com Vladimir Putin: ambos pensam na Europa como um alvo a abater em função de uma relação de soma zero.

A Europa tem um problema adicional: se investir muito em defesa, Donald Trump e J. D. Vance virão provavelmente dizer que a União Europeia se tornou em uma ameaça militar.

“Preso por ter cão, e preso por não ter”. “Os cães ladram, e a caravana passa”.

A verdade é que os Estados Unidos se transformaram em inimigos da Europa. A NATO já não faz sentido.

A Europa continua a ser um farol de liberdade

O Joaquim, do Portugal Contemporâneo, faz aqui uma descrição apocalíptica da Europa.

Hoje temos uma Direita pessimista e uma Esquerda romanticamente optimista. É difícil encontrar o meio-termo.

O esquerdista actual comporta-se como o devoto católico que continua a venerar a relíquia do santo depois de ter a prova da impostura do milagre. O esquerdista substitui a realidade por uma visão romântica do mundo que, por intermédio de uma Fé Metastática, cria uma realidade paralela psicótica.

Por outro lado, existe um “Wokismo” de Direita, que caracteriza um determinado pessimismo romântico direitista. São os “wokes” de Direita. É um Wokismo que partilha, com a Esquerda, uma certa Oikofobia — que não percebe que, se é verdade que a Europa actual não vai bem, o resto do mundo vai de mal a pior.

Só falta ao Joaquim sugerir que os europeus emigrem para a Rússia, onde 1/3 dos russos não têm cagadeiras dentro de casa. É o pessimismo romântico da Direita, que se contrapõe ao optimismo romântico da Esquerda.

A Grande Substituição demográfica da Europa está em marcha

Doenças genéticas e hereditárias, tipicamente africanas (que não existiam na Europa), invadem o espaço europeu, são a prova científica e médica da Grande Substituição demográfica.

A Drepanocitose, também chamada de “anemia de células falciformes”, é uma doença genética / hereditária grave proveniente de África que afecta os glóbulos vermelhos.

“La drépanocytose est une maladie génétique grave venue principalement d’Afrique dont le nombre de cas a augmenté de plus de 50 % en dix ans sur le territoire français en raison des mouvements de population.”

La drépanocytose, une maladie en passe de devenir un enjeu de santé publique en France

Drepanocitose web

A Hungria não se integra na Europa

Até há muito pouco tempo, eu fui um apoiante indefectível de Viktor Órban — mas não tanto do seu (dele) partido político, o Fidesz; mas já não sou.

Eu tenho seguido as opiniões de Viktor Órban nas redes sociais e nos jornais internacionais. As suas (dele) posições políticas actuais são aviltantes e repugnantes.

O envolvimento político / retórico de Orbán na guerra da Ucrânia tem como objectivo:

  1. dividir a União Europeia nas suas posições em relação à Rússia; o apoio de Viktor Órban ao expansionismo russo é claríssimo (“Em política, o que parece, é”).
  2. mudar o eixo da política europeia (mudar o “fuso horário”), de Londres/Paris, para Berlim/Moscovo, fazendo com que Budapeste assuma um papel central na nova economia política;
  3. dividir os países da NATO no seu apoio à Ucrânia;
  4. anular qualquer tipo de influência dos Estados Unidos na União Europeia, colocando a Europa militarmente à mercê da Rússia;

Podemos aceitar, obviamente, que o Viktor Órban defenda aquilo que ele pensa serem os interesses da Hungria; o que ele não pode fazer — mas não pode mesmo! — é defender os alegados “interesses da Hungria” sacrificando os interesses de outros países — seguindo o exemplo da Rússia de Putin —, nomeadamente os interesses de auto-defesa da Ucrânia.

O que está a acontecer na Hungria de Orbán é extraordinário! — a União Europeia e a NATO deixaram entrar no seu seio uma “Quinta Coluna” de Putin! E Viktor Órban mantém-se activo nas redes sociais, lançando a dúvida sistemática acerca da real legitimidade da defesa da Ucrânia, pedindo para “compreendermos Putin” (sic), afirmando que os Estados Unidos devem sair da NATO — mas nem uma palavra acerca do assassinato de Boris Nemtsov, por exemplo.

Viktor Órban é o branqueador oficial de Putin, uma espécie de “OMO lava mais branco” do regime russo. As atrocidades do regime russo passam ao lado de Orbán, como se não existissem.

Chegou a hora de a União Europeia e a NATO reflectirem acerca do que significa ter a Hungria de Orbán no seu seio; e chegou a altura de o partido CHEGA esclarecer as suas relações com o partido Fidesz de Viktor Órban.

chega fidesz web

A consequência do controlo da Esquerda neomarxista sobre a “Direita liber(an)al”: a desindustrialização da Europa

Os fabricantes europeus de automóveis estão já a reavaliar os seus futuros investimentos, devido aos altíssimos preços da energia.

A desindustrialização da Europa é real, e os moinhos de vento e os painéis solares da utopia não irão resolver o problema — e tudo isto graças à acção política eficaz dos neomarxistas (que incorporam, na ideologia, o utilitarismo, conforme conselho de Peter Singer) acolitados pelos liber(an)ais [de tipo IL (Iniciativa Liberal)].

wv-web

agenda 2030 webA questão é a seguinte: ou adoptamos o nuclear, a prospecção do gás natural (incluindo o “fracking), e as hidroeléctricas — ou vamo-nos f*der todos!

Ora, é isto que a Esquerda neomarxista pretende: que nos f*damos todos ! — para que, perante uma crise extrema, exista a real possibilidade de um assalto revolucionário e totalitário ao Poder; e, entretanto, os liber(an)ais [tipo IL (Iniciativa Liberal)] fazem aquilo que sabem fazer melhor: dar o ânus. São os “idiotas úteis” de Lenine.

A ler: “The energy crisis risks dooming the electric car” (em alternativa, ler aqui em PDF).

A Esquerda neomarxista, e os “eculogistas liber(an)ais” — apresentaram (absurdamente) o automóvel eléctrico como solução (abstrusa e milagrosa) para a invenção (globalista e internacionalista) do “veneno do CO2”; mas é precisamente a “solução” que a Esquerda apresentou que inviabiliza a sua própria solução, porque aumentam os preços da energia que irá alimentar os automóveis eléctricos.

Entretanto, o número de pessoas que poderão comprar um automóvel eléctrico aproxima-se do limite possível: andar “montado” em uma viatura, no futuro da utopia eculógica, será uma realidade apenas reservada à elite neomarxista — e quiçá, para alguns liber(an)ais —: o resto do povo irá a pé ou de bicicleta (à boa maneira da China da década de 1960), obrigado à distopia da “cidade 15 minutos”.

Ou seja, a estratégia dos neomarxistas (ajudados pelos liber(an)ais) é a de limitar a mobilidade do povão — mantê-lo controlado dentro dos “15 minutos” da cidade; e mesmo a elite que tiver automóveis eléctricos não irá muito longe, uma vez que as redes públicas de abastecimento eléctrico tornam-se cada vez mais caras e não-confiáveis. Vão ter que carregar a bateria do carro em suas próprias casas e a preços astronómicos.

No último ano, os preços dos automóveis eléctricos novos aumentaram em média 36%, e a oferta (no mercado) de automóveis eléctricos usados é já superior à procura: o automóvel eléctrico constitui apenas cerca de 3% da procura retalhista de automóveis.

Votos de um Bom Ano Novo.

A “Psicologia do Totalitarismo” (de Mathias Desmet) : um livro que eu recomendo

Para que as pessoas possam compreender o actual radicalismo de Esquerda e o Wokeísmo politicamente correcto (marxismo cultural) por um lado, e a colaboração estreita da plutocracia globalista com os caciques da política local de extrema-esquerda, por outro lado — aconselho veementemente a leitura do livro do professor universitário de psicologia (belga) Mathias Desmet, com o título “The Psychology of Totalitarianism”.

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O livro pode ser comprado na WOOK.PT por 25 Euros, em língua inglesa, e demora cerca de 10 dias a ser entregue em casa (vem de Inglaterra); não há tradução para a língua portuguesa, nem nunca haverá porque o sistema editorial português está tomado pelos globalistas. mass-formation-web

Não nos esqueçamos das palavras de G. K. Chesterton:

“You do not know a tyranny until it is on top of you; until it has you in a trap. The tyrant is not present until he is omnipresent.”

A Europa que é apenas das elites: na União Europeia, matar crianças passou a ser um “direito humano”

O parlamento europeu adoptou ontem uma “Resolução” que define a matança de seres humanos nascituros e inocentes como um “direito humano”. Matar gente, agora, é “direito humano”.

Estamos já próximos do nazismo.

O próximo “direito humano” europeu, defendido pela Esquerda acolitada pelos liberais, será o infanticídio: chegará o dia em que matar uma criança já nascida fará parte do trivial dia-a-dia, nesta Europa das elites.