A ‘Direita moderada’ do Henrique Pereira dos Santos

Confesso que tenho dificuldade de entender o arquétipo racional do Henrique Pereira dos Santos, expresso em dois artigos: o primeiro, faz lembrar o esquerdista que, perante alguém de Direita que diz que “2+2=4”, lhe pergunta: “¿o que é que tu ganhas ao defender essa conclusão?”

“João Miguel Tavares estará a tirar conclusões demasiado cedo e, parece-me, a admitir como certa uma hipótese: a de que o Chega está preocupado com o país e não com a sua necessidade de rapidamente passar a partido dominante da direita.”

Quando está em causa o CHEGA, a racionalidade de qualquer posição política deste partido é sempre colocada em causa por uma qualquer motivação de ganho.

O Henrique Pereira dos Santos faz parte da elite de comentadeiros que têm errado o alvo sistemicamente em relação ao CHEGA. Mas continuam a acreditar; a esperança é a última a morrer.

O conceito de “Direita moderada”, do Henrique Pereira dos Santos, não tem definição. É um conceito sem noção. ¿O que é “Direita moderada”? Quem souber, que defina. Eu não sei.

Porém, chamo à atenção para a Lei de O’Sullivan: de acordo com o jornalista britânico John O’Sullivan, há uma lei segundo a qual uma qualquer organização ou instituição, que não se defina claramente como sendo de Direita nos seus princípios (éticos, políticos, culturais), com a passagem do tempo acaba sempre e invariavelmente por cair na Esquerda.

Segundo a Lei de O’Sullivan, a “Direita moderada” é a Direita educadinha e fofinha. É desta Direitinha que o Henrique Pereira dos Santos gosta (e a Esquerda também gosta), na esteira comportamental de Paulo Portas e Assunção Cristas.

No segundo artigo, o Henrique Pereira dos Santos defende implicitamente a ideia segundo a qual o conceito de “utilizador / pagador”, aplicado por exemplo nas SCUTs, deve ser eterno. Está implícito, na argumentação dele, que o princípio “utilizador / pagador” deve ser válido mesmo que as SCUTs tenham sido pagas 10 vezes, pelos contribuintes.

Se levarmos o princípio “utilizador / pagador” (segundo Henrique Pereira dos Santos) ao seu corolário lógico, todas as estradas portuguesas deveriam ter portagens, independentemente de existirem desde há 100, 50, ou 2 anos.

O partido CHEGA e o jornaleiro André Carvalho Ramos

Na CNN Portugal, acabei de ver mais um deputado do CHEGA (desta vez foi o Filipe Melo) a ser maltratado pelo jornaleiro fanchono André Carvalho Ramos (na imagem em rodapé) em uma “entrevista”.


Penso que o partido CHEGA se deveria recusar à ir a essa estação de televisão para ser entrevistado por um jornaleiro apanascado condenado em tribunal por violência gay.

acr-fanchono

O progressista Ludwig Krippahl : “a única verdade verdadeira é a da Esquerda quando esta diz a verdade que o CHEGA diz”

Neste textículo, o progressista Ludwig Krippahl defende a ideia segundo a qual existe de facto um “politicamente correcto” (no caso vertente, o politicamente correcto actual coincide em grande parte com o “marxismo cultural” ou “movimento ideológico pós-modernista”, como lhe quiserem chamar), por um lado; mas por outro lado ele diz que o politicamente correcto é mau, principalmente, porque beneficia o CHEGA.

Ou seja, para o progressista Ludwig Krippahl, não é a negação da expressão da verdade que, de facto e em primeiro lugar, o preocupa: o que é preocupante é que a expressão da verdade beneficie o CHEGA.

Quando o CHEGA diz a verdade, para o progressista Ludwig Krippahl isso significa que a verdade expressa pelo CHEGA torna-se “tomaticamente” xenófoba, homófoba, transfóba, misógina, sexista, machista, rassista, fassista, escroto patriarcal, supremacista branquela, pai de família, marialva, negacionista, chalupa, preconceituosa e reaccionária.

Ou seja, a verdade, vinda da boca do CHEGA, é falsa. A única verdade boa, segundo o progressista Ludwig Krippahl, é aquela que vem da Esquerda quando esta diz a mesma coisa que o CHEGA diz.

A profunda desonestidade do “progressismo” do Ludwig Krippahl

Quando a Mariana Metágua declarou exclusividade no parlamento, e estava com avenças salariais no sector privado — o Ludwig Krippahl prefere criticar o André Ventura (ver ficheiro PDF)  por não ter declarado exclusividade, enquanto deputado, e trabalhado para o sector privado.

Isto revela, por si só, a profunda desonestidade do progressista Ludwig Krippahl, que traduz o conceito de “tolerância repressiva” de Herbert Marcuse: “quando a Esquerda faz merda, só criticamos a merda da Direita e projectamos a nossa culpa para a Direita”.

O argumento primeiro contra o CHEGA é o seguinte:

“O CHEGA até tem razão em relação à corrupção em Portugal, mas não adianta ter razão: temos que nos conformar com o status quo”.

Outra característica do argumentário do Ludwig Krippahl contra o CHEGA é o de que este partido não apoia ou não defende o multiculturalismo. E o progressista Ludwig Krippahl considera isso um mal.

Para o Ludwig Krippahl, quando o CHEGA diz que “o partido é neutro em questões religiosas”, isso deveria significar “apoio ao multiculturalismo”.

Neutralidade religiosa = apoiar o multiculturalismo.

Toda a História de Portugal, a herança cultural centenária de um povo, segundo o progressista Ludwig Krippahl, deve ser expurgada e erradicada em nome da “neutralidade religiosa” e da “diversidade”, que é literalmente sinónimo de “multiculturalismo”. E depois, diz ele que o CHEGA não é coerente.

O progressista Ludwig Krippahl defende o multiculturalismo, alegadamente em nome da liberdade.

Ora, em uma sociedade multiculturalista, a intervenção do Estado na sociedade civil é necessariamente muito maior, quando comparada com a intervenção estatal numa sociedade em que exista uma suficiente coesão social e cultural.

O Ludwig Krippahl defende uma maior intervenção do Estado na sociedade, e em nome da “liberdade”. E depois diz que o CHEGA é contraditório e ambíguo.

A nazificação oficial do partido CHEGA

paixao-martins-webOntem ouvi, na CNN-PT, um comentador afirmar que o CHEGA “faz lembrar um partido nazi”; ali mesmo, em directo.

Qualquer pessoa com dois dedos de testa sabe que isso é absolutamente falso. Surpreendeu-me o facto de essa tentativa de nazificação do partido CHEGA não ter sido feita no FaceBook, no TwitterX ou no Instagram: foi feita directamente em um órgão de comunicação social oficial, vulgo me®dia.

Esta atitude dos me®dia em relação a um determinado partido político segue religiosamente um ideário ideológico globalista / sionista (Grupo dos Trezentos), de que os órgãos de comunicação social são a correia de transmissão utilizando a pseudo-informação e a sub-informação.

“Se não consegues perceber por que razão alguém agiu de determinada maneira, olha para as consequências do acto dele — e depois infere os seus motivos.”

Carl Gustav Jung (1875 – 1961)

Afirmar, num canal de televisão, que o partido CHEGA “faz lembrar um partido nazi” é sinal de desespero por parte do sistema político que temos (essencialmente globalista e anti-português), porque se recorre à irracionalidade para justificar os reveses dos partidos privilegiados do regime. Em vez de se questionar por que razão o Partido Socialista e o PSD falham (autocrítica), acusam o partido CHEGA de “nazi”.

Esta atitude, por parte das elites políticas actualmente no Poder (ruling class), tem o condão de radicalizar gente normalíssima, gente do povo. A tentativa me®diática de isolar política- e socialmente cerca de 20% da população, apodando as pessoas que apoiam o partido CHEGA de “nazis”, irá criar fracturas sociais que poderão ser críticas, a médio ou longo prazo, para a manutenção do regime democrático em Portugal.