A “destruição da família” é um desiderato da aliança entre o internacionalismo marxista e o globalismo plutocrata

“O Bolchevismo e o Grande Capital são parecidos; ambos são sustentados pela ideia segundo a qual ‘tudo se torna mais fácil e mais simples depois que se elimina a liberdade’; e o inimigo irreconciliável de ambos é aquilo a que se convencionou chamar ‘pequenas e médias empresas’ [no original: ‘Small Business’] ”.

→ G. K. Chesterton 


“O comunismo e o capitalismo estão de acordo em colocar a economia antes de tudo, e de sujeitar a sociedade inteira aos fins da economia; e consequentemente, os dois opõem-se mais ao Catolicismo do que se opõem um ao outro.

Christopher Dawson


O “capitalismo” a que fazem referência G. K. Chesterton e Christopher Dawson não é propriamente o capitalismo que saiu do liberalismo clássico dos fisiocratas franceses, por um lado, e da escola escocesa, por outro lado; mas antes é o capitalismo que surgiu em finais do século XIX — através de Carl Menger, Walras e Stanley Jevons — com a corrente ideológica a que se convencionou chamar de Marginalismo, que se fundamenta profundamente no cepticismo subjectivista de David Hume, e que atribui à subjectividade humana um poder quase absoluto.

Por exemplo, para Carl Menger, “é tão útil a oração para o homem santo, como é útil o crime para o homem criminoso” (sic) — assim como, para David Hume, “não seria irracional que um homem preferisse a destruição do mundo, a uma esfoladela no seu dedo” (sic).

A irracionalidade do capitalismo marginalista é o que temos hoje a governar o mundo, através da plutocracia globalista; e, basicamente, foi este Marginalismo que foi defendido por Hayek (mas não por von Mises: existe uma grande diferença entre Hayek e von Mises).


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Escrito isto: por isso não concordo com a Joana Bento Rodrigues:

“A desconstrução da família tradicional, tendo como fim último a sua destruição, tem estado, nos últimos anos, na ordem do dia de grandes organizações e fundações internacionais, inspiradas no marxismo e no comunismo”.

O comunismo e o marxismo são apenas uma parte do problema.

gk-chesterton-webAliás, não nos devemos esquecer que o nazismo foi apoiado e financiado por uma boa parte do grande capital americano da época (por exemplo, a Fundação Ford apoiou financeiramente o nazismo), e que a URSS não poderia ter sobrevivido tanto tempo sem o apoio financeiro da plutocracia anglo-saxónica. São factos.

Escreve a Joana Bento Rodrigues:

“O ‘empoderamento’ da mulher, patrocinando os activismos feministas mais radicais, que, reproduzindo o pior do machismo e da misoginia, mais não pretendem do que aniquilar o homem e renegar a maternidade. A liberalização do aborto e da eutanásia, que, negando o valor da inviolabilidade da vida, resulta na quebra do vínculo sagrado entre gerações. A implementação da ideologia de género, que promove uma nova revolução cultural e social, retirando aos pais o direito de decidir que valores devem presidir à educação dos filhos”.

Infelizmente, o internacionalismo marxista, por um lado, e o globalismo plutocrata, por outro lado, estão unidos nessa agenda política vã de destruição da família; mas este “triângulo de truísmos – de pai, mãe, e filho — não pode ser destruído; apenas se destroem aquelas civilizações que não o respeitam” (G. K. Chesterton).


“The family is the test of freedom; because the family is the only thing that the free man makes for himself and by himself.”

→ G. K. Chesterton

A lésbica militante Graça Fonseca, e a tauromaquia

“A tauromaquia não é uma questão de gosto, é uma questão de civilização (Graça Fonseca, a Ministra da Cultura socialista, lésbica assumida).

graca-fonseca-tourada-webSe dependesse apenas dos homossexuais de cada época histórica, não haveria sequer civilização.

A homossexualidade é ontologicamente anti-civilizacional, porque a cultura homossexual não favorece a reprodução da espécie.

“A conversa moderna sobre “o sexo ser livre como qualquer outra coisa”, acerca do “corpo que é belo como qualquer árvore ou flor” — ou é uma descrição do Jardim do Éden, ou é um discurso de péssima psicologia da qual o mundo já se tinha cansado há dois mil anos”. (G. K. Chesterton)

A extensão (escatológica) da monarquia espanhola a Portugal

No Brasil e segundo o Acordo Ortográfico, “recto” ( última parte do intestino grosso que termina no ânus) escreve-se “reto”.

Entre os castelhanos, “repto” também se escreve “reto”.

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Ora, a identificação da “esperança” (repto) com a “escatologia” (reto) é contraditória nos seus próprios termos.

A esperança é o que ansiamos que exista entre nós, e não o que extirpamos de nós.

Esperamos, por exemplo, um delicioso repasto; e a escatologia biológica é algo que acontece depois do repasto, mas que não é a causa deste.

O “reto” espanhol não é o mesmo que o “repto” português.

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Se houve uma histeria que é justificável, há que rectificar agora, e imediatamente

«André Dias, PhD., Doutorado em Modelação de Doenças Pulmonares pela Universidade de Tromso, na Noruega, afirma, apoiado em estatísticas, que o pico da gripe sazonal mata cerca de 650.000 pessoas por ano ao passo que o Covid-19 só matou até 21 de Abril de 2020, 172.500 pessoas.»

Mesmo que os números supra-mencionados sejam verdadeiros, há que ter em conta o seguinte:

Em primeiro lugar, o vírus da China “só matou 172.500 pessoas” porque — certamente — foram tomadas medidas de restrição do alastramento da pandemia. Se não tivesse existido qualquer tipo de restrição de contacto social, as mortes seriam provavelmente em muito maior número.

Em segundo lugar, o que é assustador, do ponto de vista psicológico, é o facto de não existir um tratamento para o covid19, e não existir uma vacina.

O facto social e estatístico — segundo o qual “a gripe sazonal mata cerca de 650.000 pessoas por ano” — torna-se irrelevante do ponto de vista psicológico nas massas, não só porque a gripe sazonal tem tratamento médico reconhecido, mas também porque existe uma vacina para a gripe sazonal.

Em terceiro lugar, a capacidade de contágio do covid19 é (pelo menos) três vezes superior à da gripe sazonal.

Em quarto lugar, estávamos (em Fevereiro) perante uma nova estirpe de um vírus (o medo do desconhecido que faz parte da Natureza Humana), o que pode justificar (até certo ponto) a precaução histérica das autoridades e dos me®dia. Em Fevereiro não sabíamos se o covid19 iria “só” matar 172.500 pessoas. É muito fácil falar depois dos factos se verificarem.

O importante, agora, é rectificar imediatamente as políticas seguidas até agora.

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