Marine Le Pen pretende ocupar a posição política de Macron

marine-le-pen-webQuando o Front Nationale — partido fundado por Jean-Marie Le Pen e actualmente liderado por uma mulher (Marine Le Pen) — mudou recentemente de nome para “Rassemblement National”, eu desconfiei da existência de uma estratégia política obscura por parte de Marine Le Pen.

Coincidindo com a mudança de nome do partido, Marine Le Pen reforçou a influência interna do lóbi político gayzista no partido. A desculpa da Marine Le Pen foi a de que uma maior influência do lóbi gayzista no partido seria uma afronta aos islamistas.

Coincidindo com as férias de Verão e aproveitando-se de um certo anonimato estival, Marine Le Pen procedeu agora a uma purga política interna que veio marine-le-pen-2-webreforçar ainda mais o lóbi gayzista no partido, para além de afastar todos os quadros do partido ligados à área da Direita Identitária.

Mas as mudanças de Marine Le Pen não ficam por aqui: chega-nos a notícia de que o partido Rassemblement National se absteve na votação de uma lei que permite o aborto até aos nove meses de gravidez por razões alegadamente de “stress psico-social” — ou seja, a nova lei aprovada com a cumplicidade de Marine Le Pen permite o aborto até aos 9 meses de gestação baseando-se em razões puramente subjectivas. Apenas um deputado independente do partido Rassemblement National votou contra.

Note-se que, enquanto o partido Rassemblement National se chamou “Front Nationale”, as posições políticas deste partido sempre foram contra o aborto como método contraceptivo. Claramente, esta posição mudou, por intermédio de Marine Le Pen.

Portanto, as verdadeiras fauces de Marine Le Pen vêm-se revelando….

José Seara Duque, o católico bonzinho

O católico bonzinho é aquele que segue piamente o papa Chiquinho (e o Anselmo Borges): se o Chico manda que ele se lance a um poço, o católico bonzinho despenha-se a ele e à sua família inteira; não faz a coisa por menos.

Quando um determinado católico não é manifestamente “bonzinho”, então segue-se que é “populista”. É esta a mensagem do católico bonzinho José Seara Duque, expressa aqui.


Ainda não percebi o que significa “populismo”. A própria Wikipédia diz o seguinte: “não existe uma única definição do termo”. Se por “populismo” entendermos “demagogia”, então a nossa classe política inteira é certamente populista.

Quando o católico bonzinho Duque se insurge contra a actual elite, pode estar a assumir uma atitude populista — segundo a Wikipédia: “Populismo é um conjunto de práticas políticas que se justificam num apelo ao “povo”, geralmente contrapondo este grupo a uma “elite”.”


papa-lutero-webO “católico bonzinho” difere do “católico fervoroso”, na medida em que o primeiro (por exemplo) não jejua às Sextas-feiras. O católico bonzinho não é fã de sotainas; prefere os padres com calças de ganga, se possível, rotas. O católico bonzinho adora as hóstias na mão, e concorda em fechar igrejas porque o Estado pode e manda.

O católico bonzinho é religiosamente muito inclusivo: “inclusivamente” Maomé e Lutero (e até mesmo os ex-canibais da Papua ou o Candomblé dos trópicos); e quem não “inclui” Maomé e Lutero (e o Candomblé), é populista.

O católico bonzinho não é maniqueísta; mas os católicos que não são bonzinhos são “populistas”.

Tal como ordena o chefe Chiquinho, o católico bonzinho defende as suas ideias sem qualquer tipo de consequência política — porque o católico bonzinho, é bonzinho, e detesta a acção política. E quem actua politicamente no reino da cristandade, é populista.

Tal como filósofo cristão bonzinho Kierkegaard, o católico bonzinho fica paralisado perante o livre-arbítrio, face à possibilidade de escolha — exactamente porque é bonzinho: o católico bonzinho é suicidário, dá sempre a outra face política aos marxistas; e quando um qualquer católico expulsa os vendilhões do templo, então este é populista.

O católico bonzinho é aquele que pretende submeter a autoridade secular da Igreja Católica à autoridade do Estado. Aliás: o católico bonzinho é aquele que não se importa de submeter qualquer tipo de autoridade à autoridade do Estado — o católico bonzinho é cúmplice do despotismo.

¿Por que razão os polícias andam em grupos de três?

Eu gostaria de ter a mesma opinião do André Ventura em relação à polícia, mas infelizmente os factos demonstram que ele não tem a razão que julga ter.

Vemos aqui em baixo uma demonstração musculada da polícia em relação a duas raparigas adeptas do FC Porto — claramente, um exercício desproporcionado de força bruta policial sobre duas jovens mulheres.

Não me interessa saber quais as razões da carga policial sobre essas duas mulheres; basta-me a evidência de que não é necessária tanta força bruta e animal de três polícias para (alegadamente) disciplinar uma ou duas mulheres.

Conta-se a estória acerca da razão por que os polícias andam quase sempre em grupos de três: um deles sabe ler; outro, sabe escrever; e o terceiro gosta de acompanhar intelectuais.

A maçonaria faz parte de um movimento gnóstico multi-secular

Lemos aqui um texto da professora Maria Susana Mexia (ler em PDF) que nos serve (também) para definirmos os contornos do desenvolvimento do pensamento gnóstico desde a Antiguidade Tardia até à contemporaneidade.

eschatos-maçonico-webO gnosticismo, ao negar o Deus da Bíblia (ou a subalternizar o Deus da Bíblia, chamado-o de “demiurgo”), tem duas características essenciais que o caracterizam ao longo dos séculos: 1/ é herético (em relação ao Cristianismo), mas simultaneamente 2/ é parasitário (vive à custa da diferenciação cultural criada pelo Cristianismo).

O gnosticismo é imanente (recusa a transcendência): O Grande Arquitecto do Universo maçónico é uma “entidade” imanente.

No caso do gnosticismo da Antiguidade Tardia, a alegada “transcendência” do “verdadeiro Deus” (que não era o “demiurgo” cristão e bíblico, mas uma entidade superior a este) era apenas um instrumento para colocar em causa a legitimidade do Deus bíblico, por um lado, e uma forma de criação de castas baseadas em putativo “Conhecimento” (gnose), por outro lado.

A “transcendência” do deus gnóstico é apenas uma forma parasitária (um instrumento de combate simbólico) da transcendência do Deus cristão; e é parasitária porque serve para colocar em causa o valor ideológico e simbólico do Deus cristão. Para o gnosticismo (de todos os tempos), todos os métodos são válidos (vale tudo) para combater a diferenciação cultural cristã.

O grande inimigo do gnóstico é o cristão; mas como o gnóstico não tem argumentos para “combater” o cristão “em campo aberto”, o gnóstico parasita a mundividência do cristão criada pela diferenciação cultural que o cristianismo trouxe à Humanidade.


Em 2013 escrevi um texto (ler em PDF) acerca da forma e conteúdo dos ritos maçónicos que se identificam com as religiões dos mistérios da antiguidade — exactamente a cultura “mistérica” que o Cristianismo veio postergar.

A heresia (em relação ao Cristianismo) é a própria essência “mistérica” da maçonaria.

Obviamente que o gnosticismo moderno não se resume à maçonaria; todas as ideologias (a imanência) modernas fazem parte desse movimento multi-secular gnóstico, anti-cristão e elitista, que divide a Humanidade entre os Pneumáticos modernos (os eleitos, os poucos que estão salvos à partida — por exemplo, os militantes do Bloco de Esquerda ou os membros de uma loja do Grande Oriente Lusitano), por um lado, e os Hílicos modernos (por exemplo, os que não acordaram para a luz da imanência da certeza do futuro propagandeada pela elite gnóstica, e que, por isso, estão condenados — a priori — à morte ontológica).

O determinismo ontológico é uma característica gnóstica.

O cientismo é essencialmente gnóstico (e maçónico). O cientismo é entendido, pelo movimento gnóstico moderno, como uma “anti-metafisica” que se impõe como um veículo da verdade gnóstica que, alegadamente, substituiu a Era de Cristo pela Era de Comte.

O movimento do Aquecimento Global Antropogénico (e os “verdes”) é um exemplo deste cientismo como expressão gnóstica que estabelece o éschatos (a certeza do futuro) através da diabolização da economia dos combustíveis fósseis. Os aquecimentistas assumem-se como os salvadores da humanidade, colocando-se em uma posição soteriológica e Crística (exemplo do parasitismo gnóstico em relação ao Cristianismo).

Os aquecimentistas comportam-se como puritanos; o puritanismo radical e intelectual (por exemplo, George Bernard Shaw, ou o movimento puritano inglês no século XVI) foi sempre uma característica dos gnósticos de todos os tempos.

Verificamos esta tendência gnóstica (determinista do futuro) também em algumas seitas ditas “cristãs”, no Livro do Apocalipse e, (aqui e ali) no próprio Evangelho de S. João.

O “politicamente correcto” (ou marxismo cultural) significa “leis com dois pesos e duas medidas”

“As tretas do politicamente correcto tornaram-nos cúmplices com uma violência ignóbil”.

Helena Matos


Estamos em presença do conceito maniqueísta de “tolerância repressiva”, de Marcuse: tudo o que vem da Esquerda é bom (ou não é mau), e tudo o que vem da Direita é mau.

É assim, por exemplo, que o vandalismo de uma catedral é coisa boa ou, no mínimo, coisa inócua; e pintar por cima de um símbolo dos Black Lives Matter  já é “crime de ódio”.

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Es ist nur eine Maske.

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