O Leãozinho diz que o Islamismo não faz mal a ninguém

Depois do papa Chiquinho, veio o papa Leãozinho: farinha do mesmo saco, dois trastes de alto coturno, duas criaturas inomináveis.

O Leãozinho diz que a chacina de cristãos na Nigéria não tem nada a ver com o Islão; segundo o Leãozinho, a culpa é do capitalismo.

Segundo ele, é o capitalismo que está a matar os cristãos na Nigéria. E de quem é a culpa do massacre de judeus em Bondi Beach em Sidney: do capitalismo!, naturalmente. Segundo a besta, se acabarmos com o capitalismo, virá o paraíso na Terra!

É esta a Igreja Católica que a Esquerda gosta: uma Igreja que olha para a realidade e vê outra coisa: vê apenas aquilo que deseja ver, mesmo que não exista o objecto do desejo.

É aquela parte da Igreja medieval que proibiu a taxa de juro, em contraste com uma outra parte da Igreja do século XV que fundou uma instituição bancária de nome Monti di Pietá, que abriu várias sucursais em cidades italianas. É desta instituição bancária italiana Monti di Pietá que adveio o nome do Banco Montepio.

Temos que acabar com a Igreja retrógrada e hipócrita do papa Leãozinho.

A Direitinha Educadinha ou os “católicos” do papa Chico

OJoão Távora é um exemplo da Direitinha Educadinha que marcou o consulado da Assunção Cristas no CDS.

É aquela “Direitinha” que não diz “caralho” para não ser malcriada. É a “Direitinha” da Linha de Cascais que nega concordar com a visão económica do Cotrim, porque lhe fica mal: afinal, o papa Chico discordava do Cotrim apenas na área da economia; em tudo o resto, estavam de acordo.

Quando penso na Assunção Cristas fico com os cabelos em pé.

Não me esqueço que a Isabel Moreira (Partido Socialista) mandava calar a Assunção e esta vinha logo a terreiro pedir desculpa por ter falado. É esta, a “Direitinha” da Assunção Cristas e do João Távora: vomita para cima dos da Direita propriamente dita, e absorve e recupera os da Esquerda.

Na esteira da “Direitinha” politicamente correcta da Assunção Cristas (e da “Direitinha” paneleira de Paulo Portas e de Adolfo Mesquita Nunes), João Távora pretende obliterar o CHEGA — não vá a Esquerda ficar chateada com ele, e mandá-lo calar.

Mais uma “polémica artificial” para o Zé Mané Pureza

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Quando o deputado único do Bloco de Esquerda falar no paralamento, aconselho aos deputados do CHEGA seguirem o exemplo do Mister Bean — porque, segundo a Mariana Mortágua e o Zé Mané, não se trata de um insulto: é apenas uma forma inócua de expressão.

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O multiculturalismo dá muito jeito à Esquerda

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O multiculturalismo dá muito jeito para matar judeus que a Esquerda gostaria de matar mas não pode, porque lhe fica mal.

Por outro lado, quanto mais e maiores diferenças culturais existem em uma determinada sociedade, mais o Estado tem que intervir na sociedade para impôr uma disciplina que reprima a “inclusividade” das diferenças.

A luta contra o terrorismo islâmico é inseparável da luta que a sociedade tem travar contra a Esquerda.

O “progresso”, segundo a Esquerda : a criminalização da Bíblia

O “progresso”, segundo a Esquerda, passa pela criminalização da Bíblia: quem citar a Bíblia em público será punido criminalmente.

«passiones ignominiae », « usum contra naturam » et « turpitudinem operantes »

(Romanos 1, 26-27).

Não tarda nada, teremos uma directiva da União Europeia que criminalize os cristãos por serem cristãos, em alegada “defesa” de pequeníssimas minorias heterodoxas.

Veremos sacerdotes da Igreja Católica a serem presos por causa de homilias proferidas baseadas nas Escrituras bíblicas.

Isto, nem na extinta União Soviética aconteceu!

A política expressa a cultura, e a cultura expressa o culto. O culto é a raiz de tudo. O culto da Esquerda é luciferino, é diabólico.

O segundo mandato de Trump é uma desilusão

Donald Trump está no limiar da senilidade: adormece em público e durante reuniões; tem atitudes pueris e caprichos que denotam demência.

Não seria má ideia que o CHEGA se abstivesse de apoio público ao Trump.

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Donald Trump deveria preocupar-se com a liberdade no seu país

Donald Trump e J. D. Vance, e o resto da tropa MAGA (Make America Great Again), dizem que não existe liberdade de imprensa na União Europeia.

Na classificação mundial da liberdade de imprensa de 2025, os Estados Unidos ocupam o lugar 57 entre 180 países, atrás da África do Sul (27), da Jamaica (26), da Namíbia (28), Cabo Verde (30), Costa Rica (36), Timor-Leste (39), Gabão (41), Tonga (46) ou Gana (52).

Os Estados Unidos de Donald Trump não têm moral nem autoridade para criticar a liberdade de imprensa na União Europeia: 14 países do TOP 20 da lista com maior liberdade de imprensa são países da União Europeia.

Donald Trump deveria preocupar-se com a liberdade nos Estados Unidos, cada vez mais ameaçada pela sua prepotência e autoritarismo bacoco.

Elon Musk diz que a União Europeia tem que acabar

Elon Musk diz que a União Europeia tem que acabar porque o Twitter vai ter que pagar uma multa de 120 milhões de Euros alegadamente por “falta de transparência”.

Qualquer dia, Elon Musk irá pedir o fim de Portugal enquanto país, porque acordou com uma caganeira desgraçada depois de ter comido um prato de receita portuguesa de bacalhau com natas.

Não passa pela cabeça de Elon Musk simplesmente deixar o mercado da União Europeia: bastaria a Elon Musk barrar o acesso da União Europeia ao TwitterX, e estaria resolvido o problema dele.

A Nova Direita americana segue o subjectivismo radical de Hume que dizia que “não é irracional que um homem prefira a destruição do mundo, a uma esfoladela no seu dedo”, por um lado; e por outro lado segue à risca o Marginalismo de Carl Menger que dizia que “é tão útil a oração para o homem santo, como é útil o crime para o homem criminoso”.

Se juntarmos o subjectivismo e o utilitarismo radicais, por um lado, ao Pragmatismo1 tradicional americano, por outro lado, temos a receita para uma tragédia na política americana que já se desenrola a olhos vistos.

Antes de mais, convém dizer que a “Nova Direita” nos Estados Unidos não é uma Direita conservadora: é uma Direita revolucionária influenciada pelo hegelianismo dialéctico de Dugin adaptado para os Estados Unidos por Steve Bannon.

O problema aqui é o de saber se a multa da União Europeia ao TwitterX é legítima ou não — porque “legal” será com certeza: uma lei pode não ser legítima.

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De acordo com o actual critério do TwitterX, se eu criar um perfil no TwitterX com o nome António Cagalhão, e pagar ao Twitter um determinado valor através do qual me é concedido um atestado de autenticidade através do “checkmark” (o sinal de visto), então segue-se que os outros utilizadores do TwitterX poderão acreditar que o perfil do António Cagalhão corresponde a um personagem real.

Conclusão: o critério da multa da União Europeia é compreensível e legítimo, embora eu pense que o valor da multa é exagerado.


Nota

1. Pragmatismo : doutrina de finais do século XIX, o Pragmatismo desenvolveu-se sobretudo nos Estados Unidos, e depois em Inglaterra e em França.

O termo “Pragmatismo” foi usado pela primeira vez pelo americano Peirce para o qual a “validade” dos nossos juízos é resultado da diferença prática que se verifica entre a sua afirmação ou a sua negação.

Esta doutrina é consequência do avanço da biologia darwinista, por um lado, e por outro lado das teorias físicas da época onde as hipóteses eram apreciadas em função da sua comodidade.

Não é estranha a esta doutrina a mentalidade protestante, na medida em que alguns pragmatistas acabaram por afirmar a crença num Deus pessoal subsumido do panteísmo dos hegelianos.

O pragmatismo sobrepõe uma moral prática a uma teoria da Verdade, ou seja, a Verdade, segundo os pragmatistas, existe em função do nosso desejo de acção. O conhecimento deve ser uma espécie de “prospecção do futuro”, e considera a verdade como um programa de acção revolucionária, como se fosse possível moldar o futuro.

A criação da Verdade pelo homem, a partir de uma razão que “cola” à experiência e que toma como critério o seu valor – ou seja, a sua eficácia: dizia o pragmatista Leuba: “Deus não é acreditado: em vez disso, é utilizado”. William James fala mesmo no valor monetário (cash-value) das nossas ideias enquanto ideias, e não apenas como sinais de troca.

O Pragmatismo é auto-contraditório; e sendo tomado à letra levar-nos-ia à apraxia – porque, para julgar as consequências ou a eficiência de um acto, é necessário conhecer essas consequências e essa eficiência antes de cometer o acto. Se apenas tivermos em consideração a miríade de possibilidades dos eventos futuros decorrentes dos nossos actos, então não é possível atacar — como os pragmatistas fazem! — a teoria clássica da Verdade.