Donald Trump está no limiar da senilidade: adormece em público e durante reuniões; tem atitudes pueris e caprichos que denotam demência.
Não seria má ideia que o CHEGA se abstivesse de apoio público ao Trump.
Donald Trump e J. D. Vance, e o resto da tropa MAGA (Make America Great Again), dizem que não existe liberdade de imprensa na União Europeia.
Na classificação mundial da liberdade de imprensa de 2025, os Estados Unidos ocupam o lugar 57 entre 180 países, atrás da África do Sul (27), da Jamaica (26), da Namíbia (28), Cabo Verde (30), Costa Rica (36), Timor-Leste (39), Gabão (41), Tonga (46) ou Gana (52).
Os Estados Unidos de Donald Trump não têm moral nem autoridade para criticar a liberdade de imprensa na União Europeia: 14 países do TOP 20 da lista com maior liberdade de imprensa são países da União Europeia.
Donald Trump deveria preocupar-se com a liberdade nos Estados Unidos, cada vez mais ameaçada pela sua prepotência e autoritarismo bacoco.
Elon Musk diz que a União Europeia tem que acabar porque o Twitter vai ter que pagar uma multa de 120 milhões de Euros alegadamente por “falta de transparência”.
Qualquer dia, Elon Musk irá pedir o fim de Portugal enquanto país, porque acordou com uma caganeira desgraçada depois de ter comido um prato de receita portuguesa de bacalhau com natas.
Não passa pela cabeça de Elon Musk simplesmente deixar o mercado da União Europeia: bastaria a Elon Musk barrar o acesso da União Europeia ao TwitterX, e estaria resolvido o problema dele.
A Nova Direita americana segue o subjectivismo radical de Hume que dizia que “não é irracional que um homem prefira a destruição do mundo, a uma esfoladela no seu dedo”, por um lado; e por outro lado segue à risca o Marginalismo de Carl Menger que dizia que “é tão útil a oração para o homem santo, como é útil o crime para o homem criminoso”.
Se juntarmos o subjectivismo e o utilitarismo radicais, por um lado, ao Pragmatismo1 tradicional americano, por outro lado, temos a receita para uma tragédia na política americana que já se desenrola a olhos vistos.
Antes de mais, convém dizer que a “Nova Direita” nos Estados Unidos não é uma Direita conservadora: é uma Direita revolucionária influenciada pelo hegelianismo dialéctico de Dugin adaptado para os Estados Unidos por Steve Bannon.
O problema aqui é o de saber se a multa da União Europeia ao TwitterX é legítima ou não — porque “legal” será com certeza: uma lei pode não ser legítima.

De acordo com o actual critério do TwitterX, se eu criar um perfil no TwitterX com o nome António Cagalhão, e pagar ao Twitter um determinado valor através do qual me é concedido um atestado de autenticidade através do “checkmark” (o sinal de visto), então segue-se que os outros utilizadores do TwitterX poderão acreditar que o perfil do António Cagalhão corresponde a um personagem real.
Conclusão: o critério da multa da União Europeia é compreensível e legítimo, embora eu pense que o valor da multa é exagerado.
Nota
1. Pragmatismo : doutrina de finais do século XIX, o Pragmatismo desenvolveu-se sobretudo nos Estados Unidos, e depois em Inglaterra e em França.
O termo “Pragmatismo” foi usado pela primeira vez pelo americano Peirce para o qual a “validade” dos nossos juízos é resultado da diferença prática que se verifica entre a sua afirmação ou a sua negação.
Esta doutrina é consequência do avanço da biologia darwinista, por um lado, e por outro lado das teorias físicas da época onde as hipóteses eram apreciadas em função da sua comodidade.
Não é estranha a esta doutrina a mentalidade protestante, na medida em que alguns pragmatistas acabaram por afirmar a crença num Deus pessoal subsumido do panteísmo dos hegelianos.
O pragmatismo sobrepõe uma moral prática a uma teoria da Verdade, ou seja, a Verdade, segundo os pragmatistas, existe em função do nosso desejo de acção. O conhecimento deve ser uma espécie de “prospecção do futuro”, e considera a verdade como um programa de acção revolucionária, como se fosse possível moldar o futuro.
A criação da Verdade pelo homem, a partir de uma razão que “cola” à experiência e que toma como critério o seu valor – ou seja, a sua eficácia: dizia o pragmatista Leuba: “Deus não é acreditado: em vez disso, é utilizado”. William James fala mesmo no valor monetário (cash-value) das nossas ideias enquanto ideias, e não apenas como sinais de troca.
O Pragmatismo é auto-contraditório; e sendo tomado à letra levar-nos-ia à apraxia – porque, para julgar as consequências ou a eficiência de um acto, é necessário conhecer essas consequências e essa eficiência antes de cometer o acto. Se apenas tivermos em consideração a miríade de possibilidades dos eventos futuros decorrentes dos nossos actos, então não é possível atacar — como os pragmatistas fazem! — a teoria clássica da Verdade.
Desde que Paulo Portas se apoderou do CDS (1997), eu sempre disse que “o CDS fecha a Esquerda à direita” — ou seja, a Esquerda tinha e tem um espectro político que vai da extrema-esquerda (Bloco de Esquerda) até ao chamado “centro político” (CDS).
O CDS só foi de Direita com Adriano Moreira e Manuel Monteiro, e talvez com Lucas Pires. A partir da tomada de poder, no partido, de Paulo Portas, o CDS tem vindo “a fechar a Esquerda à direita”.
Hoje, o PSD absorve o CDS de Nuno Melo, e ambos os partidos “fecham a Esquerda à direita”.
A lei dos Okupas, ou seja, a Lei 67/2025 de 24 de Novembro, é um exemplo de uma lei de uma pseudo-direita maçónica:
Ou seja: eu ocupo uma casa, o juiz pode ou não (discricionariamente) obrigar a desocupação imediata; mas se eu sair da casa voluntariamente, segue-se que então não há crime e nada me acontece.
Esta lei é de Esquerda.


É isto que me obriga a ser racista. Eu não queria, mas sou obrigado, pela lógica imposta pela realidade política.
A política correcta impele-nos ao racismo — porque a “discriminação” dita “positiva” é uma forma prática de racismo. Somos racistas porque não temos alternativa: somos impelidos para o racismo pela lógica do sistema.
Se as pessoas no cartaz fossem brancas, a DGS não “apagaria” o cartaz porque — alegadamente — não seria discriminatório. O cartaz só é discriminatório quando as pessoas são negras.
Viva o racismo!
A coberto da guerra ao narcotráfico, Donald Trump prepara-se para deitar as manápulas ao petróleo da Venezuela. A promessa eleitoral de Trump segundo a qual ele não iniciaria qualquer nova guerra vai já por água abaixo.
Depois de invadir e ocupar a Venezuela, Donald Trump irá invadir e ocupar a Gronelândia.
Os Estados Unidos são hoje um espelho invertido da antiga URSS que desrespeita sistematicamente o Direito Internacional, e Donald Trump é hoje tão perigoso para a ordem internacional quanto o é Putin.
A diferença entre Donald Trump e Putin é praticamente nula.
Segundo depreendi das palavras de André Ventura de ontem, Portugal deverá permanecer na O.T.A.N., mas se um país da organização for atacado pela Rússia, Portugal não terá nada a ver com isso.
Ou seja, segundo Ventura, Portugal está na O.T.A.N.; mas não está na O.T.A.N..
A posição de André Ventura em relação à Ucrânia não é muito diferente da posição de Marine Le Pen, da AfD (Alternative für Deutschland) e de Viktor Órban; e é muito diferente da posição de Giorgia Meloni, por exemplo.
A pequena diferença entre André Ventura, por um lado, e Viktor Órban ou Marine Le Pen por outro lado, é que o primeiro diz que está solidário com a Ucrânia, embora conclua que não está solidário com a Ucrânia — ao passo que os dois últimos dizem que são claramente a favor da Rússia e contra a Ucrânia. A diferença é uma questão de retórica.
A posição do André Ventura em relação à possibilidade de haver tropas europeias da O.T.A.N. na Ucrânia é um NIN: é como o Melhoral, não faz bem nem faz mal.
Nota: O Portugal de Salazar foi neutral na II Guerra Mundial, mas foi antes de entrar na O.T.A.N..
Não é por acaso que o radical trotskista Daniel Oliveira se sente bem no semanário Expesso: aquilo é um fojo, um covil, guarida de malfeitores.

Não tarda nada e veremos os me®dia a defender publicamente a legitimidade do regime de Putin. Já faltou mais.
“Demagogia” e “populismo” são os vocábulos que os ditos “democratas” de pacotilha empregam quando a democracia os assusta. A corrupção ideológica do sistema vigente atingiu um nível tal que se legitima agora o fim do debate político.
Na escola de Platão, a democracia repugnava porque (naquele tempo) esta negava a autonomia dos Valores — e não (como diz o idiota) por uma putativa ameaça à verdade.
Pelo menos desde Platão que os “intelectuais” defendem a ideia de que o povo deve ser governado discricionariamente por uma elite, e independentemente da vontade popular — não obstante Karl Popper ter bastamente demonstrado que, ao longo da História, os povos têm errado menos do que as elites governantes.
Defender a legitimidade racional da República de Platão só pode vir de um deficiente cognitivo do quilate do Henrique Raposo.
A retórica cultural substitui hoje a retórica patriótica, nas efusivas expectorações dos tontos como o Henrique Raposo. E partem sempre do princípio de que o povo é tonto.
Temos hoje uma classe social elitista (ruling class) que governa despoticamente de uma forma insidiosamente dissimulada, ao mesmo tempo que defende sub-repticiamente a construção política e social da ausência de classes sociais. Gente como o Henrique Raposo são os lacaios dessa ruling class.
A Cristina Miranda faz aqui uma crítica à União Europeia. Embora eu esteja genericamente de acordo com a crítica, gostaria de colocar aqui uma frase de Nicolás Gómez Dávila:
“O pensamento que quer ser sempre justo, paralisa-se. O pensamento progride quando caminha entre injustiças simétricas, como entre duas filas de enforcados”.
1/ A União Europeia caminha hoje (metaforicamente, “entre duas filas de enforcados”) entre injustiças simétricas, a ver: por um lado, Donald Trump e o seu ódio visceral à União Europeia, a quem acusa de querer destruir os Estados Unidos; e por outro lado, a Rússia, que pretende destruir a União Europeia para reconstruir o velho império russo.
Portanto, a União Europeia está a ser objectivamente acossada por duas potências militares de nomeada.
Perante este acosso, a União Europeia tem duas soluções: ou se desintegra — que é o que deseja ardentemente uma certa elite trumpista aliada a Putin —, ou se defende através de mecanismos políticos que, por vezes, não são consensuais e até podem ser controversos (como podemos ver através da opinião da Cristina Miranda).
Quando a Cristina Miranda critica a União Europeia pelo “caso recente da Roménia, com eleições anuladas e candidatos detidos”, ela não mencionou a claríssima interferência da Rússia nas ditas eleições — porque “o pensamento que quer ser sempre justo, paralisa-se”. O pensamento da Cristina Miranda paralisa-se porque não “caminha entre injustiças simétricas, como entre duas filas de enforcados”.
A alternativa preconizada pela Cristina Miranda (face à Rússia) seria a dissolução progressiva da União Europeia, cumprindo assim os critérios de “justiça” do liberalismo que ela preconiza. É uma solução negativa (a dela). Aplica-se aqui a célebre frase de Edgar Morin:
« (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (Alemanha, 1933) »
→ Edgar Morin (“Pour sortir du XX siècle”, 1981)
Ou o liberalismo europeu se nega, aqui e ali e pontualmente, ou a União Europeia é destruída. Pelo que se vê, a Cristina Miranda defende a sua destruição.
2/ A Cristina Miranda tem razão em três pontos: a) a protecção da União Europeia em relação ao lóbi radical climático (os melancias), b) o fomento por parte da União Europeia da Ideologia de Género na cultura, nas escolas e nos me®dia, e c) a imigração em massa patrocinada pela União Europeia.
Contudo, não nos esqueçamos que estes três aspectos nefastos foram importados dos Estados Unidos.

A vida é o lugar das hierarquias; só a morte é democrata.
A única forma de combater estes três vectores negativos da política da União Europeia é através do voto na Direita que exclua partidos patrocinados pela Rússia de Putin e Dugin — como é o caso da AfD (Alternative für Deutschland) na Alemanha, ou o partido francês da Marine Le Pen, ou ainda o partido de Viktor Órban na Hungria.
Continuamos, aqui, a caminhar entre duas filas de enforcados: num dos lados, a Esquerda utopista e pós-estruturalista que comanda actualmente os destinos dos países da União Europeia; e, por outro lado, a Direita russófila (de Dugin e Putin, aliados a Trump) que pretende claramente a destruição da União Europeia.