Os marxistas do Black Lives Matter e os estereótipos de raça

A actual obsessão política pela “igualdade” entre cidadãos, impede que determinados grupos sociais se possam desenvolver / modificar do ponto de vista da sua cultura comunitária. E da obsessão pela “igualdade” faz parte a “guerra” contra os “estereótipos” rácicos, étnicos e culturais — a demonização dos estereótipos é uma forma de negação da realidade, por um lado; e por outro lado é uma forma de negação (por parte da Esquerda) do método científico.

Um dos métodos utilizados pela Esquerda no sentido de obnubilar a realidade e os factos, é a utilização sistémica da falácia “Tu Quoque“, em que os estereótipos de uma determinada comunidade são negados porque (alegadamente) a sociedade em geral também adopta esses estereótipos.

Ou seja: segundo a Esquerda, os estereótipos são estendidos a toda a sociedade, e por isso (alegadamente) deixam de fazer qualquer sentido quando aplicados a uma comunidade cultural e rácica especifica.

Por exemplo, o grupo marxista “Black Lives Matter” publicou um gráfico em que pretende demonstrar que os estereótipos da comunidade negra dos Estados Unidos são falsos (ver a parte superior do gráfico em baixo).

Porém, se fizermos umas contas e estabelecermos a proporcionalidade dos estereótipos comportamentais / criminais, verificamos (ver a parte inferior da imagem) que se os negros praticassem crimes na mesma proporção que os brancos, então os números da comunidade negra deveria ser a referida na imagem em cor verde (e não a vermelho). O único dado estatístico a favor dos negros é o da condução sob efeito de álcool ou estupefacientes — de resto, os estereótipos de raça e de cultura negra impõem-se como válidos. blm-pretalhada-web

“Racismo” não é sinónimo de “existência de raças”

Ele há um tipo de politicamente correcto que, não sendo monopólio da Esquerda, tem um medo da Esquerda que se péla. É o caso do politicamente correcto vindo do António Balbino Caldeira.

racismo-pc-web

Uma das características do politicamente correcto é a negação da realidade; é olhar para a realidade e negá-la: por exemplo, quando se nega a existência de “etnias antropo-biológicas” (vulgo “raças”). É o caso do António Balbino Caldeira : nega a existência de raças. É uma expressão do politicamente correcto.


Antes de mais, vamos definir “racismo” (quando definimos uma coisa, o politicamente correcto foge a sete pés!):

“Racismo” é a doutrina  ou teoria  segundo a qual existe uma hierarquia entre raças, e vontade de preservar a “raça superior” de qualquer cruzamento.


orgulho-racista-webA afirmação da superioridade de uma raça ou de um povo é justificação, a partir deste axioma na definição supracitada, para o pretenso direito à dominação de outros grupos ou raças considerados como inferiores.

Para o politicamente correcto em geral, a diferença é sinónimo de hierarquia; e numa sociedade igualitarista extremada, até a Não-esquerda pretende negar a objectividade de qualquer diferença que não pertença à subjectividade da pessoa — ou seja: “as diferenças subjectivas existem; as objectivas não existem”; o império (politicamente correcto) da subjectividade erradica o mundo objectivo.

O problema do politicamente correcto da Não-esquerda é que confunde (ou mistura) a diferença (ou seja, a existência objectiva de raças diferentes), por um lado, com o racismo e/ou a xenofobia, por outro lado.

Ou seja, reconhecer a evidência da existência objectiva de raças, não é sinónimo racismo — ao contrário do que o ABC parece pensar.

Por exemplo, olhar para um chinês da Manchúria e para um dinamarquês descendente dos Vikings, e afirmar que “não existem raças” é puro delírio interpretativo. É claro que existem raças. Mas o ABC parece dizer que não: “não existe qualquer diferença entre um chinês e um dinamarquês” (parece dizer ele): “a aparente diferença é pura ilusão de óptica!”

O ABC faz lembrar o Groucho Marx : “¿Acreditas no que os teus olhos mentirosos vêem, ou naquilo que eu te digo?!”.

Ora a diferença entre raças (na espécie humana) não significa necessariamente que uma determinada raça (em termos gerais) seja superior a outra raça qualquer (a definição de racismo). Esta confusão entre “diferença”, por um lado, e “hierarquia”, por outro lado, é uma característica da influência do marxismo na cultura da Não-esquerda a que pertence o ABC.