Se os americanos não quiseram investir em Portugal, não podem agora reivindicar direitos de preferência

Quando o governo de Passos Coelho (2010 / 2011) quis privatizar a REN (Rede Eléctrica Nacional) e a EDP, nenhuma oferta credível foi feita a partir dos Estados Unidos (com excepção de uma oferta manhosa de uma EDGE FUND suspeita baseada em um OFF SHORE). Da União Europeia veio uma mão cheia de nada: ninguém credível se chegou à frente para comprar as referidas duas empresas portuguesas valiosas.

As únicas ofertas credíveis vieram da China: duas empresas que pertenciam ao Estado português passaram a pertencer ao Estado chinês.

marcelo-eua-webUma das razões por que Donald Trump foi eleito: Obama destruiu o capitalismo nos Estados Unidos — sendo que “capitalismo” não é a concentração da riqueza (de um país) em meia dúzia de plutocratas; isso é fascismo; ou, como escreveu G. K. Chesterton : “demasiado capitalismo não significa a existência de demasiados capitalistas, mas antes significa a existência de muito poucos capitalistas”.

Na Europa, o capitalismo (propriamente dito) foi destruído pela União Europeia, por duas vias: a primeira, o aumento desmedido das dívidas soberanas nacionais; a segunda, a espoliação dos capitais nacionais, ou seja, o favorecimento da fuga do capital nacional privado, dos diferentes países da União Europeia, para paraísos fiscais, devido ao aumento brutal de impostos.

O investimento (empresarial) dos Estados Unidos em Portugal é muito baixo; talvez o único país da União Europeia que tem recebido investimento americano considerável, é a Irlanda.

E as empresas americanas (em geral) não investem nos países da União Europeia porque, ou estão descapitalizadas (a descapitalização operada pela governança de Obama), ou as grandes empresas que não estão descapitalizadas estão nas mãos de uma dúzia de plutocratas “anti-Trump” que mantêm relações privilegiadas com o Estado chinês (Google, Microsoft, Amazon, Apple, etc.).

É neste contexto de “descapitalização do capitalismo” norte-americano que surge a eleição do “reaccionário” Donald Trump.

O problema é o de que duas das maiores empresas públicas portuguesas já foram vendidas à China. Ou seja, quem não “se chegou à frente” em 2011, não pode agora reivindicar direitos. Se os americanos não quiseram investir em Portugal em tempo de crise, não podem agora reivindicar direitos de preferência.

A nacionalidade portuguesa está em saldo

O Bloco de Esquerda — o campeão do fomento do aborto em Portugal — pretende que a nacionalidade portuguesa seja atribuída às crianças que nasçam em Portugal, ainda que os respectivos pais sejam estrangeiros e não residam no país.

Por um lado, o Bloco de Esquerda promove activamente o aborto de crianças portuguesas autóctones, e uma cultura abortifaciente; mas, por outro lado, o Bloco de Esquerda pretende dar a nacionalidade portuguesa a crianças estrangeiras cujos pais nem sequer vivem em Portugal.

E depois, os iluminados do esquerdalho — de tipo “José Pacheco Pereira” — dizem-nos que a substituição da população portuguesa (autóctone), por estirpes estrangeiras, é uma “Teoria da Conspiração da extrema-direita”.

Esta proposta do Bloco de Esquerda não foi (ainda!) aceite pelo resto da Esquerda que adoptou (por enquanto) uma outra: os filhos dos imigrantes legais (com autorização de residência) ou que fixaram residência há pelo menos um ano, e que nasceram em território nacional, passam automaticamente a ter a nacionalidade portuguesa.

¿Quem votou contra este atentado ao valor da nacionalidade portuguesa? PSD, CDS, IL (Iniciativa Liberal) e CHEGA.

Porque é que, noutros países da Europa, os descobrimentos portugueses não são tidos como importantes?

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Um indivíduo, de seu nome António Pedro Moniz, deu a seguinte resposta:

«Conto aqui três pequenas histórias.

Uma história é na Expo Sevilha 1992, a feira antes da Expo 98. Sempre que se falava em descobertas Portuguesas falava-se em “povos Ibéricos”, quando se falava em descobertas espanholas lá se falava dos espanhóis.

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Quem diz que o povo português não é disciplinado, está errado

Concordo menos com o João Távora do que com Fernando Pessoa:

“Julgo que [a rampa ascendente de internados e de óbitos] contribuem para isso principalmente dois factores específicos da realidade cultural portuguesa, que sendo eles intrinsecamente “defeitos”, por uma vez jogam a nosso favor: o nosso perfil económico e geográfico periférico e a unidade política e administrativa de Portugal, o chamado “centralismo”, que favorece a passagem fácil duma mensagem de alarme para a mobilização de uma comunidade nacional identitariamente muito sólida.”

João Távora


“Das feições de alma que caracterizam o povo português, a mais irritante é, sem dúvida, o seu excesso de disciplina. Somos um povo disciplinado por excelência. Levamos a disciplina social àquele ponto de excesso em que coisa nenhuma, por boa que seja — e eu não creio que a disciplina seja boa —, por força que há-de ser prejudicial.

(…)

Parecemo-nos muito com os alemães. Como eles, agimos sempre em grupo, e cada um do grupo porque os outros agem.”

→ Fernando Pessoa, “Ideias Políticas”


Portugal tem uma economia muitíssimo aberta ao exterior; portanto, a situação geográfica de Portugal não influi grande coisa na mitigação do fenómeno de propagação do covid19.

Também não é o “centralismo” lisboeiro: antes é o “carneirismo” do Tuga, que o Fernando Pessoa já denunciava no seu tempo. Neste caso, o carneirismo português funcionou positivamente.

12 de Outubro, dia mundial dos cuidados paliativos

No que diz respeito aos cuidados paliativos, Portugal (e o seu Serviço Nacional de Saúde) está ao nível da Albânia, Bielorrússia, Bósnia, Costa do Marfim, Nepal, Suazilândia, Turquia, entre outros (grupo 3b).

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Por isso é que a Esquerda utilitarista (Bloco de Esquerda, Partido Socialista, e o PSD de Rui Rio) pretende legalizar a eutanásia: não é uma questão de “direitos do condenado-à-morte” (isso é “cumbersa” fiada de demagogos profissionais), mas antes é uma questão de poupança de dinheiro do Estado.

No grupo 4a (imediatamente acima de Portugal) estão, por exemplo, a Espanha, a Costa Rica, o Quénia, a Malásia, a Mongólia, a África do Sul, o Chile, Israel, Hungria, a Dinamarca, a Finlândia, Holanda, etc.

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No grupo 4a (mais acima ainda) está a maioria dos países da União Europeia, os Estados Unidos, Austrália e o Canadá.

Abaixo de Portugal estão países (por exemplo) Angola, Brasil, Moçambique (no grupo 3a), para além dos países do grupo 1 e 2.

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Em Portugal não existe democracia, e não se pode considerar um Estado de Direito

 

Quem acreditar no Ludwig Krippahl, acreditará também que quem coordenou os descobrimentos portugueses não foi a Coroa portuguesa, mas antes uma cambada de judeus que controlava o Infante D. Henrique; e que a ocupação militar do território brasileiro, por exemplo, foi realizada por um exército privado controlado pelos semitas que mandavam em Portugal no século XV.

Este é o estado natural das interacções humanas, e de muitos outros animais. Quem tem poder, aproveita. O leão maior, o grande chefe, o rei, o ditador ou a corporação. É para isto que as sociedades humanas convergem naturalmente”.

O Ludwig Krippahl comete os mesmos erros da Raquel Varela, no que diz respeito à análise histórica (Les bons esprits se rencontrent… ).


A História é objectiva enquanto se limita a reconstruir a consciência que um determinado passado (uma determinada época) teve de si mesmo. O historiador, em contraponto, que investiga “causas”, “estruturas”, “leis”, encerra-se na sua subjectividade (como faz amiúde a Raquel Varela).

A ambição de transcender as apresentações empíricas da consciência alheia, transforma a História em uma mera projecção do historiador. Pretendendo ir mais além do que a consciência dos sujeitos históricos, o historiador não descobre senão a sua própria consciência. O historiador pretende fazer crer que os critérios de verosimilhança do seu tempo são critérios universais de todos os tempos (falácia de Parménides) — o que é um erro de palmatória.

Quando o Ludwig Krippahl compara uma pretensa lógica da História a um mero comportamento animal, trivializa a História através de um imoralismo. Ou então pretende dar um sentido qualquer à História, o que revela estupidez. A verdade é que a História não tem sentido. O que dá sentido à aventura humana transcende a História. O Ludwig Krippahl (entre os revolucionários) crê no “sentido da História” quando o futuro próximo previsível parece favorecer as suas (dele) paixões e/ou anseios.


 

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