O conceito de “equidade”, segundo a Esquerda

Para a Esquerda, equidade é uma corruptela do conceito de “equidade” segundo Aristóteles.


Uma vez que o princípio de justiça não pode ser uma igualdade aritmética — não se pode pretender o nivelamento de todas as condições — o problema que se põe é o da distribuição social equitativa dos constrangimentos, dos fardos, dos privilégios e das honrarias.

A equidade não é igualdade: antes, é o equilíbrio, conformidade e justa medida da Justiça.

A aplicação do conceito aristotélico de “Equidade”, distingue-se do “direito” comum porque consiste na correcção da lei positiva mediante a consideração da lei natural, nos casos em que a sua aplicação pudesse contribuir para uma maior e melhor justiça.

Segundo Aristóteles, a equidade é a Justiça que diz mais respeito ao espírito, do que à lei, e que pode mesmo moderar ou rever esta última, na medida em que se mostre insuficiente devido ao seu carácter geral.


Para a Esquerda, “equidade” é o resultado de uma relação de soma-zero entre pessoas (ou entre determinados grupos de pessoas) — em que o ganho de uma pessoa (ou grupo de pessoas) representa, necessariamente e sempre, uma perda para outra pessoa ou grupo de pessoas.

Para a Esquerda, para que o negro ganhe seja o que for, o branco tem necessariamente que ser prejudicado.
Meus amigos: isto vai ter que acabar — a bem ou a mal!

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Em 2020, o branco Kyle Rittenhouse baleou três criminosos (negros) em legitima defesa; teve que pagar 2 milhões de US Dollars de fiança depois de vários meses na pildra, e nenhum advogado quis representá-lo.

Há poucos dias, o negro Timothy Simpkins levou uma arma de fogo para a escola, baleou 4 pessoas brancas incluindo um professor, foi libertado com uma fiança de 25 mil US Dollars em menos de 24 horas depois do crime.

Isabel Moreira, uma comissária política do Totalitarismo de Veludo

A Isabel Moreira faz parte do comissariado político do Totalitarismo de Veludo — a par de gente como José Pacheco Pereira, Daniel Oliveira, Fernanda Câncio, entre outra.

A missão dos comissários políticos do Totalitarismo de Veludo é o de formatar (perante a opinião pública) a imagem inócua da camada exterior da “cebola totalitária”, segundo o conceito elaborado por Hannah Arendt:

«Em oposição quer aos regimes tirânicos quer autoritários, a imagem mais adequada do governo e organização totalitários parece-me ser a estrutura de uma cebola, em cujo centro, numa espécie de espaço vazio, está situado o líder; o que quer que este faça — quer integre o corpo político como numa hierarquia autoritária, quer oprima os seus súbditos à maneira de um tirano — fá-lo a partir de dentro, e não de cima ou de fora.

Toda a extraordinária diversidade de partes deste movimento — as organizações e as várias agremiações profissionais, os membros do partido e a burocracia do mesmo, as formações de elite e os grupos de polícia — estão relacionadas de tal como que cada uma forma uma fachada numa direcção e o centro noutra, ou seja, desempenha o papel de um mundo normal exterior numa das faces, e o de um radicalismo extremo noutra. A grande vantagem deste sistema é que, mesmo numa situação de governo totalitário, o movimento fornece a cada uma das suas camadas a ficção de um mundo normal e, ao mesmo tempo, consciência de ser diferente dele e mais radical.»

→ (Hannah Arendt, “Entre o Passado e O Futuro”, 2006, página 113)

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A Isabel Moreira escreveu um texto em que glorifica o Estado de Direito, em detrimento do activismo esquerdista de gente do tipo da Maria João Marques: aparentemente (e só aparentemente), a ideia da Isabel Moreira é a de separar o movimento #MeeToo, por um lado, do radicalismo político maniqueísta marxista cultural, por outro lado — em suma: a Isabel Moreira pretende separar o que é inseparável, o que revela a tentativa da Isabel Moreira de “palatalizar” o radicalismo político do movimento #MeToo através da possibilidade da “ficção de um mundo normal” em que reinaria (putativamente) o Estado de Direito.

Defender o movimento #MeToo (enquanto maniqueísmo e segundo o conceito de “tolerância repressiva”) e, simultaneamente, defender o Estado de Direito (como faz a Isabel Moreira), é uma contradição em termos.

Essa contradição (inconfessa e inconfessável) tem como objectivo tornar o movimento #MeToo aceitável na opinião pública (crítica- e logicamente), através de um processo político em que se “desempenha o papel de um mundo normal exterior numa das faces” (da cebola totalitária), “e o de um radicalismo extremo noutra”.

Não se deixem “comer de cebolada” pela bruxa.

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O Totalitarismo de Veludo aperta o cerco político

«A civilização pode, de facto, avançar e declinar em simultaneidade ― mas não para sempre. Existe um limite em relação ao qual se dirige este ambíguo processo; o limite é alcançado quando uma seita activista que representa a verdade gnóstica, organiza a civilização em forma de um império sob seu controlo. O totalitarismo, definido como o governo existencial dos activistas gnósticos, é a forma final da civilização progressista.»

Eric Voegelin, “Nova Ciência da Política” (página 133)


No início da década de 1970, quando eu era estudante (no Liceu Salazar, em Lourenço Marques), fui “incomodado” pela PIDE — porque eu ansiava por mais liberdade de expressão; hoje, sou implicitamente considerado “fassista” pela NOVA-PIDE da opinião pública e publicada do actual regime político — nomeadamente porque eu apoio o partido CHEGA que é agora alvo de tentativa de ilegalização pelos novos aprendizes de ditadores ditos “democratas”.

Atenção: apoiar um partido não é a mesma coisa que militar nele. Nunca militei em um qualquer partido político.

Muita gente como eu, que foi a favor da liberdade de expressão no tempo de Marcello Caetano, é hoje alvo de discriminação (e, em alguns casos, mesmo de perseguição) política por parte dos protagonistas ( da “vanguarda”, como se diz aqui) do regime actual.

No Portugal me®diático de hoje, quem defende claramente a liberdade de expressão, é “fassista”.

Quando nós verificamos, por exemplo, que gente como o José Pacheco Pereira diz que o conceito de “marxismo cultural” é teoria da conspiração, ou o Francisco Louçã que diz que “o Holodomor não existiu” — entre muitos outros exemplos, como é o caso do “senhor intelectual” Guilherme Valente que tece loas ao totalitarismo chinês —, percebemos como o ar político se torna paulatinamente irrespirável, à medida que os gnósticos actuais vão reforçando o seu Poder.

Temos aqui um texto que identifica claramente o politicamente correcto (ou marxismo cultural, vai dar no mesmo) com os “gnósticos modernos”.

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Ter pensamento crítico é sinónimo de ser de “extrema-direita” — diz a sra. Helena Fazenda

Quem pensa, analisa, critica, e possivelmente coloque em causa a legitimidade do estatuto das elites políticas, é seguramente de “extrema-direita”é esta a conclusão a que chegou a Secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, a socialista Helena Fazenda.

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Ademais, a sra. Helena defende a ideia segundo a qual, aquilo a que ela chama de “extrema-direita” — que é toda a gente que não vota nos partidos políticos do regime — deve ser objecto de censura política, em contraponto com os “adversários políticos” da “extrema-direita” (possivelmente o Bloco de Esquerda, ou o MRPP), que não devem ser censurados porque são “democráticos”.

Dou um exemplo que ilustra o pensamento da sra. Helena:

  • alguém que afirme que “a gripe comum acabou”, e que “foi substituída pelo COVID-19” e pelos seus confinamentos totalitários sucessivos do monhé — é uma pessoa perigosa de “extrema-direita” e “negacionista”.

Outro exemplo:

  • alguém que afirme publicamente (por exemplo, o juiz Fonseca e Castro) que uma máscara de papel não impede a propagação de um vírus — é segura- e obviamente de “extrema-direita” e “negacionista”.

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Diz a sra. Helena que quando um cigano mata um preto, não é racismo; e/ou quando um preto mata um branco, também não é racismo; mas quando um branco mata um preto, já é racismo.

E quando alguém denuncia este enviesamento ideológico marxista cultural (segundo a sra. Helena, “ninguém é racista, excepto os brancos”) proveniente deste regime político corrupto, trata-se (segundo a sra. Helena) de uma “narrativa-chave do Estado Novo”. (ver Ficheiro PDF).

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A diferença entre racismo e racialismo

A actual situação humilhante da minoria branca na África do Sul permitiu que a comunidade negra, entendida aqui a nível internacional, alimente a ideia segundo a qual é possível humilhar (em geral) o homem branco — em uma espécie de “redenção histórica” de soma zero, de uma vingança contra o homem branco.

Por exemplo, na África do Sul actual, é praticamente impossível a um homem branco arranjar um posto de trabalho qualificado que possa ser ocupado por um negro: em primeiro lugar estão os negros; e só depois, os brancos. O governo negro da África do Sul já nem disfarça o seu racialismo ideológico.

hitler-mamadou-webÉ neste contexto de corporização do ideal da supremacia da negritude sobre o homem branco — o racialismo, que é uma das características da África do Sul do apartheid suave contra os brancos — que surge também a diabolização da maioria branca nos Estados Unidos.

O racialismo (sustentado ideologicamente pela evolução do marxismo cultural e do pós-modernismo, até aos nossos dias, e que se materializa na Teoria Crítica de Raças) distingue-se do mero racismo por aquele ser racionalizado — ao passo que o racismo é, em larga medida, irracional; é uma espécie de fobia. Em contraponto, o racialismo é um racismo “racionalmente” fundamentado, expresso em uma qualquer teoria crítica da raça.

Em geral, os seres humanos são (instintivamente) racistas. Trata-se de uma característica natural inerente à própria condição humana.

Por exemplo, durante séculos existiu em Portugal um determinado racismo em relação aos espanhóis (“De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”, diz o povo português); e ainda hoje esse racismo anti-espanhol permanece adormecido no subconsciente dos portugueses (em geral).

Na década de 1980, eu fui objecto de discriminação em um restaurante de uma aldeia recôndita da França provençal, porque me tomaram por alemão: os proprietários do restaurante recusaram-se terminantemente a servir-me uma refeição; e quando eu lhes disse que era português, pediram-me desculpa pelo equívoco e serviram-me a comida.

Por toda a Europa, existe racismo entre os próprios brancos.

O racismo é um fenómeno social natural. Mas o racialismo já não é natural: é fabricado pelos ideólogos marxistas e pós-modernistas (o marxismo cultural, próprio da actual Esquerda), tirando partido da fragilidade natural da condição humana.

Em Portugal, temos também ideólogos do racialismo; por exemplo, o Bloco de Esquerda, ou o Mamadou Ba. É gente que fundamenta “racionalmente” a necessidade de discriminação em relação à cultura europeia (contra a “cultura dos brancos”, um certo racismo anti-branco “racionalizado”), na esteira do ideário político do comunista Gramsci.

O racismo é um fenómeno social e individual natural, porque é instintivo (faz parte do instinto humano).

O racialismo é uma postura de acção política “racionalmente” fundamentada que vê em um determinado tipo de discriminação rácica as virtudes de um futuro utópico e redentor. O racialismo é próprio da mente revolucionária.

O ataque ad Hominem do Adolfo Mesquita Nunes a André Ventura

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Uma das características do Adolfo Mesquita Nunes — que é comum aos gueis, em geral — é a ambiguidade (deliberada, insidiosa e tortuosa) no discurso: trata-se de gente habituada (e experimentada) a distorcer os factos, de modo a adequá-los à sua forma (identitária e exclusivista) de conceber o mundo.

Ser de direita, por exemplo (e digo eu), é ser contra o lóbi político gayzista — de que faz parte o Adolfo Mesquita Nunes — que pretende transformar a identidade “invertida”, em um privilégio cultural e social; ser de direita, por exemplo, é ser contra a ideia propalada subliminarmente (pelo lóbi político gayzista) na nossa cultura, segundo a qual “tomar no cu é factor decisivo para aumentar o QI do indivíduo”.

Portanto, “ser de direita” é ser contra indivíduos — ou contra comunidades étnicas e/ou culturais que actuam uniforme- e identitariamente — que assumem posições ou posturas anti-sociais claras e evidentes.

O facto de “cada um de nós é uma pessoa” (sic) não significa que recusemos a categorização de indivíduos e/ou de comunidades (étnicas ou culturais) em função de critérios objectivos — e essa recusa de categorização, em nome de uma alegada “recusa de estigmatização”, é característica da Esquerda … e do Adolfo Mesquita Nunes.

A principal razão por que o CDS “caiu no poço” é a de gentinha como Adolfo Mesquita Nunes e Assunção Cristas.

Vou deixar a Igreja Católica

Aquilo que o Henrique Raposo escreve, ou/e as opiniões dele, valem zero absoluto. O que me surpreende é que o sítio da Rádio Renascença, dita “católica”, dê eco a opiniões de autênticos mentecaptos.

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Ontem o cardeal Müller afirmou (mutatis mutandis) o seguinte:

“Quando um papa tem uma opinião, e um cardeal (ou mais gente) tem opinião diferente, então aplica-se o princípio “in dubio pro Deo”: devemos então seguir as escrituras”.

E as escrituras contradizem a opinião da pessoa que ocupa o trono pontifício. Só nos resta agora deixar a Igreja Católica e abraçar a Igreja Ortodoxa.