O José Pacheco Pereira é uma criatura intrinsecamente desonesta

Antes de mais: eu não sou uma figura pública, e portanto, não tenho as obrigações que o José Pacheco Pereira tem — mas que ele não cumpre.

jpp-vesgo-web1/ Durante (pelo menos) duas décadas, a Esquerda (por exemplo, o Bloco de Esquerda) têm destruído feroz- e sistematicamente a linguagem (cultural, social, civilizacional), e o José Pacheco Pereira nunca (jamais!) se insurgiu contra essa destruição da linguagem — porque esta vinha da Esquerda.

Agora, com o aparecimento do partido CHEGA, o José Pacheco Pereira já se insurge contra uma alegada destruição da linguagem e “empobrecimento da comunicação”.

Segundo o José Pacheco Pereira, durante mais de 20 anos de Bloco de Esquerda, nunca houve “empobrecimento da comunicação”: este “empobrecimento” só surgiu com o CHEGA!.

Este tipo de argumentação é uma filha-da-putice, sem outra classificação possível.

2/ Não nos podemos esquecer que o José Pacheco Pereira (sendo militante do PSD) se aliou publicamente ao Bloco de Esquerda contra o PSD de Passos Coelho. É preciso que as pessoas não tenham memória curta.

3/ Estamos em presença (por parte do José Pacheco Pereira) de miopia política, da negação da realidade, por um lado; e, por outro lado, o José Pacheco Pereira invoca a necessidade da “moderação do centro” político sem definir “centro político”: para o José Pacheco Pereira, o “centro político” é aquilo que ele próprio quiser que seja; o “centro político” pertence à subjectividade do José Pacheco Pereira.

Com jeitinho, para o José Pacheco Pereira, o “centro político” pertence ao Bloco de Esquerda — como, aliás, defende outro comissário político, o Daniel Oliveira, que escreveu no Twitter que o Bloco de Esquerda é um partido social-democrata. Não tardará muito, e o CDS passará a ser um partido “radical da extrema-direita”.

Esta gente é doente.

¿O que existe em comum entre o Pacheco e o PAN? São perigosos!

O absurdo tomou conta da nossa realidade política, social e cultural — e a tal ponto que se torna penoso, até, escrever sobre ela, na medida em que devemos ter a preocupação de sintetizar a mensagem escrita, não a tornando complexa em um mundo controlado pelo minimalismo do Twitter e/ou do FaceBook. Ora, não há nada mais absurdo do que sintetizar o absurdo.


O Miguel Sousa Tavares escreve acerca do PAN – Pessoas-Animais-Natureza (ler em PDF); raramente estou de acordo com ele mas, desta vez, assino por baixo.

“Um partido, dito animalista, cujo fanatismo e ignorância podem conduzir à extinção de espécies animais e ao empobrecimento do mundo rural, podem afastar as pessoas da natureza como ela é, tornar as suas vidas mais pobres e mais tristes, é um partido perigoso.”


Ora, é disto que o José Pacheco Pereira não fala; mas desata aos berros por causa de um cartaz de campanha eleitoral da social-democrata Susana Dias (ler em PDF). E a razão é simples: o José Pacheco Pereira tem um arquétipo mental totalitário — o puritanismo pós-modernista, o gnosticismo actualizado.

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Para o Pacheco, não é incomum ou anormal que a Esquerda pretenda proibir tudo e mais alguma coisa; pelo contrário, o espírito puritano do Pacheco acha até normal que se proíba tudo com o que ele não concorde (sem qualquer consulta popular directa; o Pacheco é contra os referendos; o Pacheco é o “Rei-filósofo”, segundo Platão.

O Pacheco, para além de ser um dos mais activos comissários políticos do Totalitarismo de Veludo, assume o papel de “consciência ideológica” do Partido Social-democrata.

“… quando alguém de uma candidatura autárquica da Amadora coloca noutro município um grande cartaz a dizer “No dia 26 de Setembro o sistema vai tremer“, este cartaz cujo conteúdo é tipicamente do Chega, mas não é do Chega, faz parte da natural liberdade de expressão que a democracia assegura. O problema é onde ele está: em frente da Assembleia da República. O “sistema” é aquilo que a Assembleia da República personifica, a democracia.”

Para o Pacheco, Democracia = Esquerda. São sinónimos.

jpp-marxTudo o que não seja da Esquerda é anti-democrático. Trata-se do maniqueísmo característico dos puritanos e gnósticos de todos os tempos — o maniqueísmo de que ele acusa a toda a gente que não é de Esquerda.

É surpreendente como aquela besta enganou tanta gente, durante tanto tempo. E não nos esqueçamos que foi o Cavaco Silva (acolitado pelo Pedro Santana Lopes) que o guindou na política.

Para o Pacheco, o “sistema” (que a Susana Dias critica) é a “democracia” que, por sua vez, é a “Esquerda”.

“Sistema” = Democracia = Esquerda.

Por isso, na visão míope do Pacheco, quem se atreve a criticar a Esquerda, está “tomaticamente” a condenar a própria “democracia”.

Há muito tempo que o Pacheco deveria ter sido sumariamente expulso do PPD/PSD — mas a cobardia política dos sucessivos dirigentes deste partido tem tido custos avultados, como podemos ver hoje com os números das intenções de voto.

O Pacheco, enquanto comissário ideológico do Politburo do P.S.D., pretende transformar este partido em uma espécie de “partido suplente do Partido Socialista” — e está a conseguir isso, através de uma estratégia de “agit-prop” repugnante.

Para o Pacheco, a democracia só existe se as diferenças ideológicas entre os vários partidos se resumem às diferenças de prioridades na acção política. Ou seja: “estamos todos de acordo, uns com os outros e em praticamente tudo — excepto no que diz respeito às prioridades na execução das várias políticas (com que todos concordamos)”. Para o Pacheco, é nisto que consiste a “democracia”.

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O cientismo estúpido do José Pacheco Pereira

O cientismo é a atitude intelectual que se desenvolveu a partir da segunda metade do século XIX e que concede um valor absoluto ao progresso científico 1 .

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O cientismo concede à ciência o monopólio do conhecimento verdadeiro e atribui-lhe a capacidade de resolver progressivamente o conjunto de todos os problemas que se apresentam à Humanidade. A noção de cientismo foi fundada por Augusto Comte, com o Positivismo.

Como extremo oposto do irracionalismo, o cientismo é o racionalismo positivista levado ao seu máximo possível — não no sentido de positivismo absoluto que corrige a noção exclusiva de “sensível”, e que é característica do Positivismo de Augusto Comte; mas antes no sentido do exacerbar da influência do “sensível” no racionalismo.

O José Pacheco Pereira é um demagogo — a julgar por este artigo que publicou num pasquim qualquer (ler em PDF). É um demagogo, porque assume uma posição cientificista (cientismo) perante a ciência — exactamente porque (tal como os positivistas têm feito) ele politiza a ciência, ou seja, ele incorre no erro de que ele próprio acusa os ditos “negacionistas” de cometerem.

O Pacheco escreve:

“Mas o negacionismo é igualmente uma atitude política que deve ser tratada politicamente. Ele é um dos traços do actual populismo, que vive da desconfiança com os “poderosos”, incluindo os cientistas e o saber, do mesmo modo que implica a não aceitação da autoridade democrática. Quando a mecânica do populismo do “nós” e “eles” se desloca dos alvos mais estritamente políticos, para a educação, a ciência, a segurança, a justiça, o grau de disfunção é consideravelmente maior. E mais, este populismo comunica entre si, o negacionismo tem fortes relações com o Chega, uma parte mais activa dos manifestantes contra as vacinas está nas manifestações do Chega, e partilha a mesma zanga e ressabiamento contra o mundo.”

Só uma mente distorcida e cristalizada (em um sistema ortorrômbico, ou triclínico), como é a do Pacheco, pode colocar em causa a necessidade da afirmação política do sentido crítico do cidadão.

O conceito de “negacionismo”, segundo o José Pacheco Pereira (e dos outros Comissários Políticos do Totalitarismo de Veludo), é ideológico no sentido da necessidade política de catalogação (ou de categorização) dos recalcitrantes, em relação ao carneirismo político próprio das atitudes colectivas e colectivistas. Só uma mente distorcida e cristalizada (em um sistema ortorrômbico, ou triclínico), como é a do Pacheco, pode colocar em causa a necessidade da afirmação política do sentido crítico do cidadão.

Finalmente: o Pacheco é “mais papista que o papa”; ou melhor, é mais defensor das “vacinas”de tipo mRNA do que a própria comunidade científica. Acima de tudo, o Pacheco revela um profundo desconhecimento da problemática das “vacinas”de tipo mRNA, que não são propriamente vacinas normais como as que nós todos já tomamos.

Quando o Pacheco mistura as vacinas normais (por exemplo, varíola, BCG, tétano, etc.), por um lado, com as “vacinas”de tipo mRNA, por outro lado, demonstra a sua ignorância (e estupidez) em todo o seu esplendor. E, ainda por cima, chama os outros de “negacionistas”.

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Nota

1. Segundo Karl Popper, o cientismo é a crença dogmática  na autoridade do método científico e nos seus resultados, que é totalmente errada porque é dirigida contra o método crítico da Ciência da Natureza ou contra os grandes cientistas.

Um comissário político do Totalitarismo de Veludo, José Pacheco Pereira

Um dos comissários políticos do Totalitarismo de Veludo, José Pacheco Pereira, apoia indirecta- e tacitamente a censura da opinião e a restrição política da liberdade de expressão (por parte dos me®dia) em relação àqueles a quem ele chama de “negacionistas” — como aconteceu com a censura do jornal Púbico em relação à opinião do médico Pedro Girão.

“Não tenho reservas nenhumas quanto às qualidades que fazem com que um homem não se fique e vá defrontar as feras. Como Soares fazia. Aqui foi o nosso almirante dos submarinos que usou um torpedo bem dirigido para atingir os negacionistas, a sua coragem.”

O José Pacheco Pereira é inqualificável. Não tem nome possível. Porém, é sem dúvida, um personagem rasteiro; um molusco, um animal sem coluna vertebral.

Podemos dizer que o Pacheco encarna, no artigo que escreveu acerca dos “negacionistas”, não só um maniqueísmo estúpido — mas também personifica, em todo o seu esplendor, a falácia ad Verecundiam.

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A opinião de José Pacheco Pereira acerca de Hitler

“O espectáculo com a invocação da morte de Hitler é um bom exemplo de como isto está. Tudo o que escrevi antes aconteceu e acontece, para nossa vergonha colectiva. Ou se é a favor, branco, ou contra, preto. E se é branco em 1924, preto em 1933, mais preto ainda aquando de 1939, não se pode ser branco em 2021. Se mantivéssemos as cores todas, não havia necessidade deste `monoclorismo` e talvez compreendêssemos melhor o homem.”

A máquina da cor-de-burro-a-fugir de Pacheco Pereira

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Não vale a pena gastar cera com tão ruim (e maoísta) defunto

Ler um texto do Pacheco é um exercício penoso; por exemplo, quando ele coloca o Pinochet, o Bolsonaro e o Trump no mesmo saco político.

Esta forma simplista de catalogar a realidade política —Trump é fassista, tal como o Pinochet era fassista — é digna de um ideólogo de muito baixa qualidade; de um demagogo em acção política.

jpp-marxÉ evidente que — em Portugal, assim como no núcleo duro da União Europeia — existe um Totalitarismo de Veludo em construção. Qualquer pessoa com dois dedos de testa se apercebe deste novo fenómeno político a nível europeu. O Pacheco, como bom comissário político do Totalitarismo de Veludo, nega que exista; “no pasa nada”. Mas não só a nível europeu: a actual fumaça política americana (do comprovadamente corrupto João Bidé) não augura grande coisa…

O Pacheco segue o princípio marcuseano de “tolerância repressiva”: a corrupção, à Esquerda (por exemplo, com o João Bidé), deve ser desvalorizada e mesmo escondida dos povos; só a corrupção à Direita deve ser denunciada.

Eu não sei se o Pacheco é burro, ou se assume a sua (dele) ignorância para assim poder tornear a sua dissonância cognitiva. Parece que ele está de tal modo enfarinhado na ideologia que defende, que a realidade remanescente é (por ele) ignorada.

Os argumentos utilizados por ele (no referido texto) são de uma pobreza intelectual extrema — como diria Olavo de Carvalho: “a mente humana é constituída de tal forma, que o erro e a mentira podem sempre ser expressos de maneira mais sucinta do que a sua refutação. Uma única palavra falsa requer muitas outras para ser desmentida.”

Ou seja, para refutar as asneiras enunciadas pelo Pacheco, seria necessário escrever um ensaio com muitas páginas. A criatura não merece tanto; como diz o povo: “não vale a pena gastar cera com tão ruim defunto”.

Concordo com Che Guevara: ¡ Esta és una lucha a muerte ! ”. Não é possível qualquer tipo de diálogo com os mentores da ideologia defendida pelo José Pacheco Pereira.