O Anselmo Borges, o Queiruga, e a galinha que nasceu primeiro que o ovo

1/ A propósito deste texto (ler em PDF) do “padre” Anselmo Borges: discordo totalmente do seu ponto 2., por exemplo.

“Assim, como escreve A. Torres Queiruga, na estrutura íntima do processo religioso não se interpreta o mundo de uma determinada maneira porque se é crente ou ateu, mas é-se crente ou ateu porque a fé ou a não crença aparecem ao crente e ao ateu, respectivamente, como a melhor maneira de interpretar o mundo comum””

Ou seja, o Anselmo (e o Queiruga) têm a certeza de que “quem nasceu primeiro foi a galinha, e não o ovo”.


Depois, o Anselmo implica (ou defende) a absolutização da subjectividade no processo de interpretação do mundo: se vês o mundo de uma forma ou de outra, deve-se exclusivamente à interpretação que fazes dele, e que pode ser diferente da interpretação do teu vizinho.

(pergunto-me muitas vezes como é que este indivíduo é professor universitário de filosofia)

Há limites para o Construtivismo (a construção do mundo por nós, enquanto indivíduos); e o principais limites são o da intersubjectividade, por um lado, e o pensamento lógico, por outro lado.

Ou seja, a “realidade para nós” (a realidade construída por nós, indivíduos) tem os limites impostos pela intersubjectividade (ou, mutatis mutandis, “objectividade”) e pelos axiomas da lógica (que não são físicos). A “realidade para nós” (a subjectividade) não é (metaforicamente) uma auto-estrada sem limite de velocidade — a não ser no mundo louco dos esquerdistas (e gnósticos) como o do Anselmo Borges.

Cada indivíduo vive a sua vida a partir de uma determinada cosmovisão que nunca é resultado de uma reflexão racional.

Através da citação supra, o Anselmo Borges (e o Queiruga) eliminam o conceito de “interpretação pré-racional” — que é aquela que existe antes de o indivíduo pensar/reflectir que “a interpretação racional que tem do mundo, é a melhor”.

A “interpretação pré-racional” é uma hipótese de fundo não-reflectida (não racionalizada) sobre o sentido da vida e sobre o valor das coisas: cada indivíduo vive a partir de uma determinada cosmovisão que nunca é resultado de uma reflexão racional.

Se alguém vive a sua vida segundo a ideia de que a vida não obedece a nenhum valor superior, ou quando alguém goza a vida sem quaisquer limitações físicas e/ou éticas, ou assume que a vida não tem qualquer sentido, ou de que tudo depende do ponto de vista que se assume — então esse alguém também já fez uma interpretação pré-racional da existência.

Neste sentido, é mais verdadeiro que se diga que “interpretamos o mundo de uma determinada maneira porque se é crente ou ateu”, do que dizer que “é-se crente ou ateu porque a fé ou a não crença aparecem ao crente e ao ateu, respectivamente, como a melhor maneira de interpretar o mundo”.

Ou seja, é mais verdadeiro (baseados na experiência) defender o oposto do que é defendido pelo Anselmo Borges.


2/ Estou parcialmente de acordo com o ponto 1. do texto do dito “padre”: a Igreja Católica deveria abster-se, dentro do possível, de citar as cartas deuteropaulinas — como é o caso da Carta de S. Paulo aos Efésios.

As chamadas epístolas “deuteropaulinasnão foram escritas por S. Paulo, a ver:

Efésios, Colossenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito.

As que não fazem parte desta lista foram mesmo escritas por S. Paulo. Porém, mesmo nas que se demonstrou terem sido escritas por S. Paulo, existem as chamadas “interpolações”, como por exemplo em 1 COR 14, 34-35 — ou seja, esta passagem de Coríntios 1 não é de S. Paulo.

As “interpolações” têm origem em notas marginais que os monges escribas, mais tarde e já na Alta Idade Média, incorporaram no próprio texto, inserindo-as em alguns casos em um determinado lugar, e noutros casos, noutro lugar.

A linguagem globalista (do Fórum Económico de Davos) do papa fantoche

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O termo “build back better” foi referido, pela primeira vez, pelo globalista e trans-humanista Klaus Schwab no seu livro ‘Shaping the Future of The Fourth Industrial Revolution’.

Recentemente, o João Bidé adoptou o slogan “build back better” para a sua campanha eleitoral. E, depois, o papa usurpador adoptou o slogan no intuito de destruir o que resta da Igreja Católica.

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Manuel Linda: este homem é muito perigoso

Chama-se a isto “inversão da culpa” ou “inversão do sujeito-objecto”. Olavo de Carvalho falou nisto: segundo a mente revolucionária, a culpa não é do carrasco sanguinário: em vez disso, a culpa é das vítimas dos actos sanguinários.

manuel linda islao webMesmo quando o islamita entra numa igreja católica, mata três fiéis e fere muitos outros, a besta diz que essa violência não é do Islão contra o Cristianismo.

A mentalidade do Manuel Linda não difere muito da do assassino islâmico: as vítimas da violência islâmica não foram assassinadas: em vez disso, suicidaram-se, porque pertencem a um estrato da população com determinadas características.

Ou seja, a acção violenta do Islamismo é impessoal, isenta de culpa ou de quaisquer responsabilidades morais ou legais nos actos criminosos que comete.

Este homem é perigoso por causa da posição social que ocupa (Bispo do Porto). É tempo de o povo católico começar a expulsar estes vendilhões do templo. É preciso refazer a Igreja Católica.

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Uma figueira que não dá frutos tem que ser cortada

No Evangelho de hoje, a Parábola da Figueira (Lucas 13, 6 – 9) aplica-se à actual Igreja Católica do papa Chico. É uma igreja que não dá frutos, mesmo que lhe deitemos adubo.

À semelhança da figueira que não dá frutos, a igreja privada do Chico terá que ser cortada.

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Vou deixar a Igreja Católica

Aquilo que o Henrique Raposo escreve, ou/e as opiniões dele, valem zero absoluto. O que me surpreende é que o sítio da Rádio Renascença, dita “católica”, dê eco a opiniões de autênticos mentecaptos.

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Ontem o cardeal Müller afirmou (mutatis mutandis) o seguinte:

“Quando um papa tem uma opinião, e um cardeal (ou mais gente) tem opinião diferente, então aplica-se o princípio “in dubio pro Deo”: devemos então seguir as escrituras”.

E as escrituras contradizem a opinião da pessoa que ocupa o trono pontifício. Só nos resta agora deixar a Igreja Católica e abraçar a Igreja Ortodoxa.