Bárbara Reis, uma criatura burrinha todos os dias (Graças a Deus!)

Uma criatura que dá pelo nome de Bárbara Reis escreveu o seguinte no jornal Púbico (a propósito da oposição à obrigatoriedade das aulas de “Cidadania e Desenvolvimento”):

“A objecção de consciência refere-se a acções, não a ideias. Implica agir, fazer uma coisa”.


Antes de mais, vamos saber o que significa “ideias” (quando começamos a definir, o esquerdalho começa a fugir).

A ideia é aquilo através do qual o pensamento se relaciona com o real (Espinoza).


Embora eu não goste de Espinoza, é impossível recusar esta definição (dele) sob pena de sermos ainda mais burrinhos do que a Bárbara Reis.

Para a Bárbara Reis (como para todos os marxistas!), o ser humano é livre porque age; a Bárbara Reis aproxima-se ontologicamente da realidade dos animais irracionais, categoria a que ela pertence por mérito próprio.

Para nós, outros que discordamos dela, o ser humano age porque é livre: a liberdade é anterior à acção, por um lado, e por outro lado a acção livre depende das ideias que temos.

Ora, para sermos livres temos que nos distinguir dos animais irracionais (de tipo “Bárbara Reis”) e temos que ter ideias.
As ideias são a condição da acção livre (utilizando uma linguagem kantiana).

Sendo que a ideia é “aquilo através do qual o pensamento se relaciona com o real”, não é possível qualquer tipo de acção livre — repito! Livre! — sem as ideias que a condicione.

Por isso é que é perfeitamente legítimo — por exemplo e imaginando aqui o absurdo — a objecção de consciência em relação a aulas que ensinem às crianças as putativas “virtudes do holocausto nazi”.

A objecção de consciência em relação às ideias dos nazis é a condição da prevenção da repetição histórica da acção hedionda que matou milhões de pessoas inocentes.


E por isto tudo é que a Bárbara Reis é uma criatura burrinha todos os dias (Graças a Deus!).

É preciso isolar este estupor magistral do sistema judiciário

Sempre me causou um certo incómodo moral que Salazar tivesse negado a Aristides Sousa Mendes a possibilidade de subsistência material — independentemente das eventuais razões que Salazar tivesse contra o referido diplomata. Em um país normal e civilizado, o referido diplomata seria demitido por crime de desobediência, mas a sua devida reforma de aposentadoria não lhe seria negada pelo Estado.

Ou seja, a forma como Salazar lidou com o problema “Aristides Sousa Mendes” retirou-lhe a razão que aquele poderia (eventualmente) ter tido. Por vezes, temos a razão na nossa mão; mas devido a um acto irracional, perdemo-la.

dulce-rocha-fascismo-web

dulce-rocha-webDe modo semelhante, quando um estupor dignitário do sistema judicial, que dá pelo nome de Dulce Rocha (ver a imagem lateral), defende a ideia da institucionalização da limitação de possibilidade de subsistência material por razões ideológicas — o que aquele estupor está a sugerir é a normalização salazarenta do crime de “desobediência ideológica”.

No tempo do Salazar e do Marcelo (década de 1960 até 1974), as aulas de Religião e Moral nos liceus não eram consideradas de primordial importância: naquela época, ninguém “chumbava” porque se tinha desleixado na disciplina de Religião e Moral (que era obrigatória, mas não muito), ou na disciplina de Ginástica (também obrigatória, mas nem tanto), ou na disciplina de Educação Musical (que era obrigatória mas tolerava os desafinados e os abstencionistas), por exemplo.

No que diz respeito à catequese politicamente correcta das crianças, nem o Salazarismo foi tão radical quanto o é o actual regime político controlado pelo marxismo cultural.

A lógica política da puta chamada Isabel Moreira

A grandessíssima puta que é a Isabel Moreira escreveu que “os tarados do CDS”  “vergaram” a Assunção Cristas, no que diz respeito à adopção da Ideologia de Género nas escolas primárias portuguesas.

isabel-moreira-jc-web

Veja bem, caro leitor: para o supracitado coirão do Tinder, criticar a Ideologia de Género e não concordar com a agenda política dessa ideologia, é (alegadamente) uma característica de “tarados”.

Há — da parte daquela grandessíssima puta — uma inversão de valores: os verdadeiros “tarados” (isto é, os da laia daquela mulher de meia-porta) que pretendem impôr (na cultura antropológica portuguesa) a sexualização de crianças da escola primária, são (alegadamente) “as pessoas sãs”; e as pessoas que criticam a sexualização das crianças passam a ser (segundo aquela monumental puta) “os tarados”.

Trata-se de um caso de projecção psicológica, que se manifesta através da inversão da culpa.

Ou seja, quem não concorda com a sexualização das crianças de tenra idade passa a ser “tarado” (segundo aquela magnificente espécime de gado vacum).


Ademais, aquela referida vacaaquela pechenga, grande reputenga, assinalável piriguete, notável vadia barregã, notória galdéria e pomposa rameira, vacão de primeira apanha, cuarra e putéfia de terceira classe, aquela quenga descomunal — demonstrou [por intermédio do seu (dela) textículo] que, a Esquerda em geral e o Partido Socialista em particular, pretendem controlar o discurso político dos partidos da chamada “Não-esquerda” (ou seja, o PSD de Rui Rio e o CDS de Assunção Cristas).

Para aquele vacarrão  juridicamente estruturado, a Assunção Cristas terá “mijado fora do penico” quando criticou a aplicação da Ideologia de Género a crianças da escola primária.

Quando eu me referi (neste verbete) aos “comissários políticos” do (novo) “Totalitarismo de Veludo”, referia-me a gentalha da espécie daquela supracitada grandessíssima alternadíssima.

Porém, a prostiputa enganou-se: a Assunção Cristas não se “vergou”, coisa nenhuma; a Assunção Cristas é mãe, salvo erro, de quatro filhos — coisa que a quenga pechenga Isabel Moreira não é, nem será: aquela cavalgadurabicha de Angola” nunca pariu nada relevante na sua (dela) miserável vida, e, por isso, não possui o instinto maternal de quem sabe (por experiência própria) que uma criança pré-pubescente não deve ser sujeita à sexualização por parte dos adultos.


Adenda: ficheiro PDF do texto referido.

A Esquerda opera pela calada da noite, como os ladrões

São ladrões de almas. Entram de mansinho, para roubar a alma do povo.


« Uma das medidas mais polémicas deste despacho é que as escolas são obrigadas a deixarem a criança, de qualquer idade, escolher a casa de banho e o balneário de acordo com o seu “género”.

A principal questão, entre tantas, é a seguinte… Qual mesmo o objectivo da aprovação e consequente entrada em vigor, em pleno Agosto, quando tantos pais e crianças estão de férias, de um despacho desta natureza fracturante??»

petição pela suspensão do Despacho n.º 7247/2019

Perante os factos e perante a ciência, a Esquerda recorre ao ataque pessoal

O secretário de Estado da Inducação, um tal João Costa (ver foto), depois de ler um artigo do Padre Portocarrero de Almada acerca da Ideologia de Género, optou por insultar o Padre em vez de rebater as suas (do Padre) ideias.

a merda que alimenta o ps web

O recurso sistemático ao ataque ad Hominem é uma característica da Merda que compõe os quadros do Partido Socialista.

A ler: → O secretário de Estado da (má) Educação

O STF brasileiro e a criminalização da homofobia

Vivemos num tempo em que a intolerância das elites em relação ao povo (a nova versão da “República de Platão”) é disfarçada pela ostentação pública de assumidas virtudes.

Senão vejamos esta notícia no Observador (partamos do princípio de que os factos relatados pela referida notícia correspondem à verdade):

« O Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) permitiu na quinta-feira a criminalização da homofobia e transfobia como forma de racismo, com pena de prisão que pode ir de um a cinco anos de prisão, além de multa.

O STF determinou, por oito votos a favor e três contra, que casos de agressões e actos preconceituosos contra cidadãos LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis) sejam enquadrados como crime de racismo, até que o Congresso crie leis específicas para o tema. »

Reparem bem, caros leitores, como se mistura ali “agressões” (atentados objectivos à integridade física de pessoas ou bens), por um lado, e “actos preconceituosos” que não se enquadrem na categoria de “agressão física” , por outro lado. Esta mistura é venenosa e pretende causar confusão jurídica.

A punição dos atentados contra a integridade física de pessoas (sejam as pessoas homossexuais, ou não) já está tipificada na lei penal brasileira — não seria necessário que o STF brasileiro viesse legislar sobre esta matéria, uma vez que a lei penal brasileira abrange já este tipo de crimes. O que, de facto, o STF vem transformar em crime é o chamado “preconceito em relação aos homossexuais ou à homossexualidade”.

Encontrei aqui uma definição (uma noção) de “homofobia” :

« Repulsa ou preconceito contra a homossexualidade ou os homossexuais ».

Se esta definição nominal está correcta (ou seja, se corresponde à definição real), então segue-se que a repressão legal da repulsa em relação à homossexualidade (ou seja, a repressão legal da homofobia) traduz-se na promoção cultural da homofilia por via legislativa — isto porque é logicamente impossível existir uma posição neutral entre a Neutralidade (que é o que a proposta do STF do Brasil reclama), por um lado, e a Não-neutralidade, por outro lado.


RhuanHá dias ouvi o esquerdista José Pacheco Pereira na televisão (TVI24) afirmar (grosso modo) que “os velhos são naturalmente discriminados / prejudicados em relação aos jovens”. É pura verdade; mas não passaria pela cabeça de um careca misantropo que um qualquer tribunal superior viesse legislar sobre a criminalização desta discriminação gerontológica.

Há determinados factos da vida humana em sociedade que não é possível criminalizar sem cairmos em uma espécie qualquer de totalitarismo — que é o que acontece com a ingerência legislativa do STF do Brasil quando criminaliza a repulsa natural de um qualquer cidadão em relação à homossexualidade. O STF brasileiro fundamenta assim o acto legislativo que assumiu:

« Todo o preconceito é violência. Toda a discriminação é causa de sofrimento, mas aprendi que alguns preconceitos causam mais sofrimentos do que outros, porque alguns são feridas curtidas já em casa, na qual a discriminação castiga a pessoa desde o seu lar, afasta pai de filho, irmãos, amigos, pela só circunstância de tentar viver o que se tem como sua essência e que não cumpre o figurino sócio-político determinante e determinado”, declarou a magistrada Carmen Lúcia, citada pela imprensa local, ao declarar-se favorável à criminalização da homofobia. »

Existem dois tipos de “preconceitos”: o preconceito positivo, que é aquele que está aberto à discussão, e o preconceito negativo, que é aquele que se fecha em tabu ou em dogma , recusando assim a discussão dos seus preceitos.

Neste sentido, todas as opiniões de todas as pessoas são, a priori, preconceituosas; a diferença é que algumas pessoas estão abertas à discussão, e outras fecham-se nos seus dogmas.

Portanto, a ideia segundo a qual “Todo o preconceito é violência” é absurda, e revela a indigência intelectual da magistrada do STF brasileiro (ela necessita urgentemente de frequentar o curso de filosofia de Olavo de Carvalho).



Curiosamente, o STF brasileiro não legislou sobre a Ideologia de Género  que matou o menino Rhuan Maycon; nem vimos os me®dia, em geral, e o Observador em particular, a perder muito tempo a falar do crime hediondo e diabólico que duas lésbicas perpetraram em nome da Ideologia de Género — exactamente porque falar muito do assassinato do menino Rhuan poderia ser considerado “crime de homofobia”.

A Razão por que o deputado Bruno Vitorino tem razão

 

Hoje é preciso afirmar pública- e peremptoriamente não só o que é óbvio, mas também o que é auto-evidente.

Há quem diga que a culpa da loucura modernista é de Kant; Kant tem as costas largas. Kant pode ser culpado de muitas coisas, mas não de negar o óbvio e o evidente. Kant foi o último iluminista: o problema da modernidade veio depois dele, já no século XIX, por exemplo, com a influência da Cabala Zoah na filosofia alemã e desde o idealismo monista de Hegel, na esteira de Friedrich Schleiermacher e de Jakob Böhme — já não falando nos monistas Schopenhauer, Lessing, Schelling, todos eles adeptos de uma qualquer forma de monismo.

… a irracionalidade voltou a estar na moda…

O problema da modernidade não tem a sua causa directa no Iluminismo (ao contrário do que se diz por aí), mas antes escora-se no Idealismo do século XIX e nas suas sequelas e antíteses (incluindo Karl Marx, que foi buscar a Hegel não só a visão monista do mundo, mas também a dialéctica 1). Como escreveu Nicolás Gómez Dávila : “os monismos transformam-se em panteísmos quando estão em mãos limpas; e em materialismos quando em mãos sujas”.

O pior que nos poderia ter acontecido não foi Kant: foi Hegel ! O espírito crítico sempre foi uma tradição cristã — por exemplo, com S. Tomás de Aquino, ou com Santo Agostinho. No entanto, são os hegelianos actuais (mais ou menos encobertos e disfarçados) que criticam Kant.

Hoje é preciso afirmar pública- e peremptoriamente não só o que é óbvio, mas também o que é auto-evidente.

Por exemplo, é preciso afirmar peremptoriamente que existe uma diferença biológica (cientificamente comprovada) entre a categoria dos homens, por um lado, e a categoria das mulheres, por outro lado. Mas quem afirma essa diferença, que é evidente, corre actualmente o risco de ser sacrificado no altar da desumanidade. Isto nada tem a ver com o legado de Kant que foi um acérrimo crítico do dogmatismo ideológico e da “bovinidade” humana; e tem tudo a ver com o século XIX e do que se desenvolveu a partir dos jacobinos e quejandos, que adoptaram Rousseau.


A ideologia é inimiga do espírito crítico. Esta ideia traduz perfeitamente este trecho de uma tal Sónia Sapage que escreve no jornal Púbico:

« Há uma diferença “colossal” entre educar contra o preconceito e influenciar a orientação sexual de uma criança. Tal como há uma grande diferença entre ter o direito de optar entre fazer ou não fazer um aborto e obrigar alguém a fazê-lo, coisa que a lei nunca permitiu nem permitirá. E o mesmo acontece com a eutanásia. Será sempre uma opção sentida e consentida, nunca uma imposição. A liberdade também é isso: respeitar todas as opções.»

Vemos como ela mistura ali as coisas de adultos (aborto, eutanásia), por um lado, com as das crianças ( “educação” como sendo “sensibilizar crianças de 10 e 11 anos sobre diferentes orientações sexuais”), por outro lado.

A actual ausência de espírito crítico das elites permite que a diferença entre uma criança e um adulto se esbata: para as actuais elites, as crianças são uma espécie de “adultos em miniatura”. Ora, esta ausência de espírito crítico não tem nada a ver com Kant, e tudo a ver com o Romantismo que se seguiu ao Iluminismo.

O que se está a passar na nossa sociedade é tenebroso!; e muito complicado, porque a irracionalidade está na moda.

Hoje, quanto mais irracional se é, melhor apreço se tem da parte das elites! E isto tem a ver com o legado ideológico do Romantismo (Rousseau, Hegel, etc.) que descambou no niilismo de Nietzsche (outro romântico) e de Schopenhauer (outro), e depois, já no século XX, no niilismo existencialista de Heidegger e/ou Jean-Paul Sartre.


Gente que outrora pertenceu à Esquerda moderada, como por exemplo Hannah Arendt, é hoje completamente ignorada pelas elites. Hoje vive-se em um eterno presente (presentismo); eliminou-se o passado. Hoje, as elites não querem que se saiba de onde vieram as suas ideias que pretendem utilizar para controlar o mundo.

A partir de Rousseau, “a educação transformou-se num instrumento da política, e a própria actividade política foi concebida como uma forma de educação” (Hannah Arendt, “Entre o Passado e o Futuro”, 2006, pág. 186).

O papel desempenhado pela educação em todas as utopias políticas, desde a antiguidade até aos nossos dias, mostra bem como pode parecer natural querer começar um mundo novo com aqueles que são novos por nascimento e por natureza. No que diz respeito à política há aqui, obviamente, uma grave incompreensão: em vez de um indivíduo se juntar aos seus semelhantes, assumindo o esforço de os persuadir e correndo o risco de falhar, opta por uma intervenção ditatorial, baseada na superioridade do adulto, procurando produzir o novo como um “fait accompli” [um dado adquirido], quer dizer, como se o novo já existisse.

É por esta razão que, na Europa, a crença de que é necessário começar pelas crianças se se pretendem produzir novas condições, tem sido monopólio principalmente dos movimentos revolucionários com tendências tirânicas, movimentos esses que, quando chegam ao Poder, retiram os filhos aos pais e, muito simplesmente, tratam de os doutrinar.

A educação não pode desempenhar nenhum papel na política, porque na política se lida sempre com pessoas já educadas.

Ora, a educação não pode desempenhar nenhum papel na política, porque na política se lida sempre com pessoas já educadas [adultos]. Aqueles que se propõem educar adultos, o que realmente pretendem é agir como seus guardiões e afastá-los da actividade política. Como não é possível educar adultos [não é possível educar a Sónia Sapage!], a palavra “educação” tem uma ressonância perversa em política — há uma pretensão de educação quando, afinal, o propósito real é a coerção sem o uso da força. Quem quiser seriamente criar uma nova ordem política através da educação, quer dizer, sem usar nem a força ou o constrangimento nem a persuasão, tem de aderir à terrível conclusão platónica: banir todos os velhos do novo Estado a fundar.

Mesmo no caso em que se pretendam educar as crianças para virem a ser cidadãos de um amanhã utópico, o que efectivamente se passa é que se lhes está a negar o seu papel futuro no corpo político, pois que, do ponto de vista dos novos, por mais novidades que o mundo adulto lhes possa propôr, elas serão sempre mais velhas que eles próprios.

Faz parte da natureza da condição humana que cada nova geração cresça no interior de um mundo velho, de tal forma que, preparar uma nova geração para um mundo novo só pode significar que se deseja recusar àqueles que chegam de novo a sua própria possibilidade de inovar. [Hannah Arendt, idem].

Por isto tudo é que o deputado Bruno Vitorino tem razão.


Nota
1.A negação dialéctica não existe entre realidades, mas apenas entre definições. A síntese em que a relação se resolve não é um estado real, mas apenas verbal. O propósito do discurso move o processo dialéctico, e a sua arbitrariedade assegura o seu êxito.

Sendo possível, com efeito, definir qualquer coisa como contrária a outra coisa qualquer; sendo também possível abstrair um atributo qualquer de uma coisa para a opôr a outros atributos seus, ou a atributos igualmente abstractos de outra coisa; sendo possível, enfim, contrapôr, no tempo, toda a coisa a si mesma — a dialéctica é o mais engenhoso instrumento para extrair da realidade o esquema que tínhamos previamente escondido nela.” (Nicolás Gómez Dávila)

Puta-que-pariu a “igualdade” !

 

Há alguns anos tem estado em vigor o Princípio de Peter; hoje vigora o Princípio da Maria.

patriarcado-criminal-web

Em nome de uma estratégia supostamente infalível para promover a “justiça” e a “igualdade”, morreram dezenas de milhões de pessoas em dezenas de revoluções socialistas sempre fracassadas.

O democrata socialista corta as cabeças dos indivíduos, em nome da “igualdade” — porque é a cabeça que faz a desigualdade. O bom socialista que se preze faz da decapitação pública o ritual da missa democrática.

ser-livre-ser-puta-web

Os filhos-de-puta dos políticos esquerdistas que temos confundem (propositadamente) “igualdade” e “identidade” — desde logo recusando a categorização dos seres humanos: reproduzem fielmente as ideias jacobinas de Rousseau, que foi o primeiro a isolar totalmente o indivíduo face a um Estado plenipotenciário.

A “igualdade”, propriamente dita, parte do princípio de que os indivíduos têm uma dignidade ontológica comum; mas em tudo o resto os indivíduos são desiguais — a não ser que os socialistas decapitem a população inteira em nome da “igualdade”.

Igualdade ontológica, por um lado, e justiça, por outro lado, são coisas diferentes. A desigualdade social não é injusta em si mesma: a desigualdade é compatível com a justiça.

Com o Bloco de Esquerda no Poder, vamos entrar na “etapa fraternal” do processo democrático

“A compreensão dos papéis feminino e masculino como uma construção social que interage com os outros sistemas de poder, de dominação social e de exploração, seja o capitalismo, o colonialismo ou o racismo, foi essencial para desnaturalizar a desigualdade de género.”

        → Copiado daqui (texto de um estafermo do Bloco de Esquerda).


1/

“Aquele que reclama a igualdade de oportunidades acaba exigindo que os melhores dotados sejam penalizados”
→ Nicolás Gómez Dávila.

É inevitável; e é um dos problemas do liberalismo (por exemplo, o dos Insurgentes): na defesa da igualdade de oportunidades, mais cedo ou tarde, o liberal acaba sempre por sacrificar o mérito e a justiça no altar da igualdade.

Os seres humanos, à medida em que se sentem mais iguais, mais facilmente aceitam e toleram que os tratem como peças intercambiáveis, substituíveis e supérfluas.

A igualdade é a condição psicológica prévia das grandes matanças científicas e friamente justificadas que ocorreram na modernidade — incluindo a matança mais ignóbil que podemos conceber, que é a matança de pessoas que não se podem defender, como é o assassínio de crianças não-nascidas e a eutanásia de idosos.

Assim se justifica o artigo rebuscado do Insurgente em causa.

2/

Reparem no termo: desnaturalizar a desigualdade de género”. O termo está no negativo: desnaturalizar a desigualdade”; e poderíamos dizer o mesmo no positivo: “naturalizar a igualdade”.

O estafermo do Bloco de Esquerda poderia ter escrito:

“A compreensão dos papéis feminino e masculino como uma construção social que interage com os outros sistemas de poder, de dominação social e de exploração, seja o capitalismo, o colonialismo ou o racismo, foi essencial para naturalizar a igualdade de género.”

Ora, “naturalizar a igualdade” é sinónimo de “impôr a igualdade à Natureza” — o que não é apenas utopia: é estupidez; ou então é psicose (interpretação delirante). É a negação da experiência humana. É como se olhássemos paras coisas e negássemos a sua existência.

A postura do estafermo do Bloco de Esquerda é anti-científica, no sentido de ser anti-empirista. A experiência mostra-nos que o conceito de “naturalização da igualdade” é absurdo.

3/

Estou hoje convencido de que o conceito de “igualdade de oportunidades” acaba por conduzir (através do processo democrático) ao conceito de “igualdade social” (ou igualdade de rendimentos).

O processo democrático cumpre-se em três etapas:

  • a etapa liberal, que esteve na origem dos marxistas;
  • a etapa igualitarista, que funda a URSS e que esteve na origem da nova Esquerda caviar e identitária (de tipo Bloco de Esquerda);
  • e a etapa fraternal, a dos drogados e/ou alienados sociais (que votam no Bloco de Esquerda) que copulam em amontoados colectivos citadinos insalubres (tipo bairro da Jamaica).