A "Direitinha" insurgente estupidificada

Donald Trump promulgou uma lei que proíbe o animal crushing (ver significado); mas essa lei não proíbe nem a caça, nem as garraiadas texanas com touros, nem outras actividades desportivas que impliquem a utilização de animais (por exemplo, não proíbe o tiro aos pombos, nem proíbe as touradas no Estado do Novo México).

E, nisto, vem um estúpido da “Direitinha” educadinha e politicamente correcta dizer que “chamar marxista cultural a tudo o que não encaixa numa certa cartilha e fazer um policiamento constante é basicamente uma nova versão de politicamente correcto (só que um politicamente correcto da direita)”.

Ademais, o burro em causa confunde o sufrágio das mulheres defendido pelas sufragistas do princípio do século XX, por um lado, com o feminismo de tipo “Betty Friedan” (que é o que impera ainda hoje no Ocidente), por outro lado — o que revela uma enorme ignorância; ou então revela-se, no burro, a Lei de O’Sullivan em todo o seu esplendor.1

Nota

1. De acordo com o jornalista britânico John O’Sullivan, há uma lei segundo a qual uma qualquer organização ou instituição, que não se defina claramente como sendo de Direita nos seus princípios éticos, com a passagem do tempo acaba sempre e invariavelmente por cair na Esquerda.

Da “ditadura da maioria” à ditaduras das minorias

Depois que o cabrão Rui Tavares passou, há pouco tempo, uma longa temporada “estagiando” nos Estados Unidos, retornou a Portugal com a lição bem estudada. G. K. Chesterton tinha razão quando escreveu:

« The madness of tomorrow is not in Moscow, but much more in Manhattan.»

→ ‘The Next Heresy,’ — ensaio publicado em 19 de Junho de 1926.

O problema político e ideológico do nosso tempo já não reside em Moscovo, mas é hoje ditado pelas elites (a ruling class plutocrata e liberal) dos Estados Unidos. Esta imagem abaixo, respigada de um artigo da Cristina Miranda, vale mais do mil palavras.

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Hoje, são os plutocratas liberais americanos que coordenam e controlam a agenda ideológica marxista cultural de construção de um fascismo globalizado (sinificação); cabrões, como o Rui Tavares, são apenas exemplos de aspirantes a caciques locais.

Um dos principais argumentos marxistas culturais (e da “Direitinha”, ou dos liberais avalizados pela Esquerda) para justificar a guerra à maioria, é o do “direito à diferença”.

A reivindicação do “direito à diferença”  é contraditória e perigosa.

É contraditória porque a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem como fundamento o princípio da igualdade natural dos seres humanos — sublinho: natural. Igualdade natural não significa que todos os seres humanos sejam iguais.

E é perigosa porque reivindica direitos especiais (isto é, reivindica privilégios) — por exemplo, para as mulheres (feminismo), para as minorias étnicas, para os invertidos (homofobismo), etc. —, o que conduz a um retrocesso do princípio de igualdade natural, não só entre os seres humanos em geral mas também entre os dois sexos.

A Maria João Marques é um dos píncaros da intelectualidade portuguesa de “direita”

Publico aqui em baixo um tuite do humorista Rui Cruz, em que podemos ver uma imagem da interacção da Maria João Marquês — uma escriturária do blogue da “direita liberal” Insurgente e do jornal de “direitinha” O Observador — com um indivíduo do sexo masculino, acerca do feminismo:

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Note-se que a Maria João Marques bloqueou-me no Twitter — não porque eu tivesse comentado qualquer coisa acerca dela no Twitter, mas sim pelo que eu escrevi neste blogue acerca das ideias dela (ver a categoria “Maria João Marques”).

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Contudo, é deste tipo de gente que se alimenta a “Direitinha” portuguesa — a “Direitinha” do PSD do Rui Rio e da “Aliança” do Pedro Santana Lopes; a “Direitinha” do Bilderberger Pinto Balsemão que tem sustentado o José Pacheco Pereira que afirma que “o PSD é de esquerda”; a “Direitinha” do CDS da Assunção Cristas, do gayzista Adolfo Mesquita Nunes e do espertalhão Michael Seufert que são a “quinta coluna” da Esquerda no CDS e que fecham a Esquerda à direita; ou a “Direitinha” do “Telmo Três Nomes” do Blasfémias, que se distingue de um qualquer militante do Bloco de Esquerda apenas porque aquele defende a propriedade privada dos meios de produção.

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É desta merda que é feita a Direita em Portugal.

A "Direitinha" não gosta do Trump; prefere o mangalho da Esquerda

Ilhan Omar Desta vez estou parcialmente de acordo com a “Direitinha” : Donald Trump atacou particularmente uma deputada radical islâmica, de seu nome Ilhan Omar — uma anti-semita primária, anti-israelita, uma radical islâmica defensora da implementação da Lei Islâmica (Sharia) nos Estados Unidos, uma criatura que desculpou os atacantes radicais islâmicos das torres gémeas de 11 de Setembro de 2001, uma vaca que casou com o seu próprio irmão para que este pudesse emigrar para os Estados Unidos, etc..

Naturalmente que a “Direitinha” do Observador tinha que defender a vaca islâmica e atacar o Donald Trump.

A minha relação com Trump é a seguinte: quando comecei a ver que a Esquerda toda, maila  Direitinha (incluindo o CDS da Assunção Cristas, que fecha a Esquerda à direita), atacavam sistematicamente o homem, percebi que talvez fosse melhor deixar o meu cepticismo de lado e passar a defendê-lo.

A Direitinha não gosta de Trump. Como se diz aqui : “com as sondagens a dar a esquerda perto dos 2/3 do parlamento necessários para uma revisão constitucional”, a “Direitinha” prepara-se para ser enrabada a sangue frio — e ainda por cima gosta, e pede mais mangalho esquerdista.

A Direitinha é paneleira.

Não queremos a Política Identitária esquerdopata em Portugal


Sociologicamente, a estatística é a ferramenta de quem renuncia a compreender para poder manipular.”

Nicolás Gómez Dávila 


Em termos práticos, um tal Alexandre Homem Cristo defende aqui a implementação em Portugal de uma Política Identitária — o Bloco de Esquerda não poderia estar mais de acordo com o tal Homem: está na moda importar as modas políticas mais nefastas oriundas dos Estados Unidos.

fap-webPortugal nunca teve uma tradição segregacionista marcada (nem sequer nas ex-colónias) — como aconteceu nos países de tradição anglo-saxónica; portanto não faz sentido copiar as práticas políticas americanas que conduziram à actual desunião radical da União Americana.

Pela primeira vez estou de acordo com o Carlos Fiolhais.

Quem, como eu, cresceu numa colónia portuguesa, sabe por experiência própria que muitos dos mais valorosos combatentes pelo exército português foram negros.

A negritude e o patriotismo português não têm sido (historicamente) conceitos contraditórios. E é necessário que continuem a não ser contraditórios.

A Política Identitária (que o tal Homem defende de uma forma indirecta, quiçá involuntariamente) iria dividir desnecessariamente a população de Portugal, por um lado; e por outro lado, a estatística não resolve problemas sociais exactamente porque as ciências humanas não são ciências exactas.