Isto já não vai com palavreado

O António Balbino Caldeira aborda aqui a temática da censura de informação, sob o pretexto de “fake news”.


censorship-webTal como no tempo de Salazar havia um alinhamento ideológico “politicamente correcto”, que justificava o “lápis azul” (a censura do Estado Novo), assim os mentores do politicamente correcto actual (o “totalitarismo de veludo”) criaram um sistema de purga da informação incómoda em relação ao sistema político vigente.

Este sistema censório tem origem nos me®dia internacionais, em primeiro lugar, que defendem os interesses da plutocracia globalista que os controla (ideológica- e financeiramente); e são os me®dia — CNN, MSNBC, ABC, NBC, BBC, CBC, etc. — que impõem o filtro censório à ruling class  em geral.

Em Portugal, pessoas da laia da Fernanda Câncio ou do Daniel Oliveira são comissários políticos do Totalitarismo de Veludo, e que fazem parte da classe dos caciques locais esquerdistas que servem a estratégia política da plutocracia globalista (só assim se entende que o Bilderberger globalista Pinto Balsemão, por um lado, e trotskista Daniel Oliveira, por outro lado, andem tacitamente alinhados).

As publicações “online” locais (nacionais) que não pertençam ao clube ideológico sancionado pelo Totalitarismo de Veludo, são sinalizadas pelos comissários políticos que se encarregam de recomendar a sua ostracização dos motores de busca, tornando “invisíveis” essas publicações censuradas.

De nada vale o relambório racional que faça a crítica da censura do Totalitarismo de Veludo: os comissários políticos do sistema politicamente correcto em vigor têm o poder na mão, e não há argumentos racionais que façam qualquer diferença.

Aquilo a que chamamos “democracia” já não faz sentido.

Hoje já não existe diferença assinalável entre aquilo a que se convencionou chamar de “Esquerda moderada”, por um lado, e “Esquerda Radical”, por outro lado.

O conceito de “Esquerda Radical” já não faz sentido, uma vez toda a Esquerda se radicalizou (no sentido de “jacobinização” da política). Basta vermos o que se passa hoje com a Esquerda do partido Democrático nos Estados Unidos, ou com a Esquerda britânica sob os auspícios de Corbyn.

Dizer que existe hoje uma “Esquerda moderada” é equivalente a dizer que existe hoje um “Islamismo moderado”. É um oxímoro.

JPP-ZAROLHOExistem excepções individuais na Esquerda — que são apenas excepções aparentes.

Por exemplo, o José Pacheco Pereira, ou o Daniel Oliveira: são indivíduos de esquerda que fazem (circunstancialmente) a crítica em relação à Esquerda, nos casos em que a acção política do esquerdalho é de tal forma histriónica e absurda que há a necessidade de alguém vir a terreiro tentar “salvar a honra do convento” esquerdista. Estes indivíduos (entre outros) fazem parte da categoria dos “esquerdistas espertalhões”.

Por exemplo: a crítica dos “esquerdistas espertalhões” a Joacine “Vai-te Katar” Moreira e ao partido LIVRE, ou a crítica ao desavergonhado Ferro “Estou-me Cagando” Rodrigues.

Trata-se, da parte dos espertalhões, de uma estratégia política de controle de danos: perante o radicalismo histriónico evidente da actual Esquerda, os ditos espertalhões definem a orientação política da camada exterior da cebola do totalitarismo de veludo vigente (segundo o conceito de Hannah Arendt) .

É neste contexto que o presidente da assembleia da república, o Ferro “Estou-me Cagando” Rodrigues, não só censura o discurso de um deputado legitimamente eleito, como ameaça publicamente tirar-lhe a palavra de forma arbitrária.

Aquilo a que chamamos “democracia” já não faz sentido.

O Daniel Oliveira, a Tânia Laranjo e a Joacine “vai-te katar” Moreira

daniel_oliveira-webjpgO comissário político do totalitarismo de veludo em acção: o Daniel Oliveira diz que não é importante “se a Tânia Laranjo é racista”; o que é importante, diz o Daniel Oliveira, é a necessidade de auto-censura de piadas em nome do politicamente correcto.

Porém, quando a Joacine “vai-te katar” Moreira disse (várias vezes, em comícios públicos) que “Portugal não pertence aos brancos” (sic), não ouvimos o Daniel Oliveira reclamar a necessidade da auto-censura pública do partido de Esquerda a que pertence a Joacine “vai-te katar” Moreira.

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