A filha-da-putice infinita do Anselmo Borges

O Anselmo Borges é patético; por vezes, sinto pena dele.

mozambique-risco-de-fome

fome-mozambique-webPor exemplo, quando ele se refere ao Bispo de Nampula que alegadamente defendeu “a dignidade dos africanos”, mas cuja defesa contribuiu para a maior mortandade em Moçambique de que houve qualquer memória histórica — morreu mais gente (muitas dezenas milhar de crianças morreram de fome em Moçambique) de morte violenta e de fome, nos dez anos que se seguiram à independência de Moçambique, do que em 500 anos de colonização portuguesa.

Morreu mais gente de morte violenta e de fome, nos dez anos que se seguiram à independência de Moçambique, do que em 500 anos de colonização portuguesa.

É este um dos problema da utopia: as acções humanas (e políticas) são passíveis de retroactividade — as acções humanas podem conduzir a situações que resultam em uma retroacção da realidade social e política: muitas vezes pretendemos uma coisa, e sai-nos outra coisa, totalmente diferente, e quiçá até, trágica.

Que o Bispo de Nampula não pudesse adivinhar o futuro, e que fosse bem-intencionado nas alianças políticas que fez naquela época —, é compreensível. Ninguém é perfeito.

Mas que uma besta negra venha agora (hoje, depois de se conhecer muito bem as consequências do desenvolvimento histórico das acções “progressistas” do marxismo em Moçambique) tecer loas às alianças políticas e ideológicas do Bispo de Nampulacomo se aquela tragédia humana gigantesca não tivesse acontecido — , é de uma filha-da-putice infinita.

anselmo-borges-cagando-web

Por fim, alguém com coragem que questiona a pretensa autoridade de direito do Anselmo Borges

“Contra a soberba gnóstica, só imuniza o cepticismo ou a fé. Aquele que não crê em Deus pode ter a decência de não crer em si mesmo”. — Nicolás Gómez Dávila


anselmo-borges-cagando-web

A única forma de lidar com um gnóstico é o de impedir a sua contaminação ideológica, afastando-o das instituições que são visadas pelo parasitismo ideológico que o motiva e alimenta.

Vemos, no semanário Sol, um artigo assinado por Pedro Sinde que se refere à pústula escrita pelo Anselmo Borges a que eu fiz referência em um comentário recente.

Face ao silêncio escandaloso da hierarquia da Igreja Católica portuguesa, é caso para dizer: “Por fim, aparece alguém que desafia a pretensa autoridade de direito do Anselmo Borges em matéria de catolicismo!”

A posição do Anselmo Borges em relação ao Novo Testamento é (nitidamente!) de desconstrução [“desconstrucionismo”, ou “desmontagem ideológica” (ver, por exemplo, Derrida)], que é uma atitude que se identifica claramente, desde a Antiguidade Tardia, com o gnosticismo ideológico parasitário (racionalismo” é o pseudónimo oficial de “gnosticismo ) — por exemplo, quando o Pedro Sinde escreve o seguinte, revelando o gnóstico que existe em Anselmo Borges:

[as afirmações do Anselmo Borges] “decorrem de uma concepção como que desencarnada de catolicismo, isto é, de uma concepção em que a religião aparece como uma ‘espiritualidade’ sem esqueleto, em que o Espírito não penetra irradiantemente a carne, numa glorificação heróica, transfigurante do mundo sensível; em que os Evangelhos ficam sem o sentido literal, para expressarem um sentido vagamente simbólico ou alegórico, como uma alma sem corpo. Retira a literalidade dos Evangelhos, retira a substancialidade da Eucaristia”.

Ao longo dos séculos, e desde a Antiguidade Tardia, os gnósticos sempre foram parasitas (entendido aqui no sentido literal) ideológicos da Igreja Católica 

O dogma da “bondade natural do Homem” (na esteira de Rousseau) formula, em termos éticos, a experiência central do gnóstico: “o Homem é naturalmente bom porque é naturalmente Deus”.


O Anselmo Borges tem todo o direito de desconstruir ideologicamente o Novo Testamento; mas não o pode fazer em nome da Igreja Católica e na sua (aparente) qualidade de sacerdote da Igreja Católica. A hierarquia da Igreja Católica portuguesa não pode continuar (cobardemente) em silêncio.

«O homem chama de “absurdo” a tudo o que escapa às suas clandestinas pretensões à omnipotência. » — Nicolás Gómez Dávila

Em última análise, e depois da desconstrução ideológica do Novo Testamento (por parte do Anselmo Borges), qualquer argumento do Pedro Sinde em sentido contrário (ao do Anselmo Borges) é improfícuo: a própria desconstrução ideológica torna irrelevante qualquer contra-argumento, porque o objecto de análise deixa de existir (de forma objectiva, enquanto tal) através do desmantelamento ideológico por parte do gnóstico.

A única forma de lidar com um gnóstico é a de impedir a sua contaminação ideológica, afastando-o das instituições que são visadas pelo parasitismo ideológico que o motiva e alimenta.

O naturalismo marxista do Anselmo Borges é extremamente nocivo para a Igreja Católica

O Anselmo Borges escreve o seguinte (ler aqui em ficheiro PDF):

«O Evangelho Segundo São João começa assim: «No princípio, era o Logos e o Logos era Deus. E tudo foi criado pelo Logos». Logos significa palavra, razão, inteligência. Deus é, portanto, Amor e Razão e, assim, a existência humana autêntica resultará da convergência e interpenetração da bondade e da razão, da inteligência e do amor.»

Na Bíblia dos Franciscanos capuchinhos está assim escrito (S. João, Prólogo, 1, 1-18):

“No princípio havia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o verbo era Deus. No princípio Ele estava em Deus. Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência. (…) E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco.”

Só falta agora ao Anselmo Borges dizer que “os franciscanos capuchinhos são uns aldrabões”, e que a versão dele do Evangelho de S. João é que está correcta.

anselmo-borges-cagando-web

Para os franciscanos, o mais importante é a  (e o Verbo ou Logos é identificado com o Cristo); para o Anselmo Borges, o mais importante é aquilo a que ele chama de “razão” (e que, em Anselmo Borges, se confunde com “racionalismo” no sentido 3., 4, e 5.).

O Anselmo Borges simboliza o “rei cultural” que vai nu; e pouca gente se apercebeu disso.

Por exemplo, quando ele escreve:

Jesus andou sobre as águas, como está no Evangelho? Não. Na perspectiva bíblica, o mar é símbolo do mal; dizer que Jesus andou sobre as águas é dizer que ele está acima do mal e nos liberta dele, como fez com São Pedro, que já estava a afundar-se.”

Aconselho a que o leitor vá ao YouTube e procure a palavra “levitation” (levitação). Hoje, a levitação já é matéria de investigação cientifica; o Anselmo Borges precisa que o reformem compulsivamente — mas continua por explicar (pela ciência) a relação entre a , por um lado, e o milagre, por outro lado.

A tentativa de Anselmo Borges de racionalizar a religião conduz ao dogma racionalista — como escreveu G. K. Chesterton :

“There are two kinds of people in the world: the conscious dogmatists and unconscious dogmatists. I have always found myself that the unconscious dogmatists were by far the most dogmatic.”

→ G. K. Chesterton, ‘Generally Speaking.’

A ideia (do Anselmo Borges, e do Zeitgeist politicamente correcto) segundo a qual “tudo, no Novo Testamento, é uma metáfora traduz uma determinada forma (disfarçada) de materialismo que nega subliminarmente a , por um lado, e por outro lado pretende pregar o Amor sem qualquer suporte ontológico para o efeito — seria (por analogia) como se nós pregássemos o policiamento das ruas da cidade sem a existência prévia da polícia. O Amor está a jusante da (falo aqui em juízo universal); por outras palavras, a é a condição do Amor [“Amor” aqui entendido como “ágape”] (isto entendido em geral, ou em juízo universal; há sempre excepções à regra).


…o naturalista transforma a lógica em obscurantismo…

Esta forma de “materialismo cristão” (trata-se de um monismo materialista emulado do marxismo) tem uma proveniência e herança gnóstica; ou melhor, tem proveniência em uma certa forma de gnosticismo da Antiguidade Tardia de que o Anselmo Borges é (também) ideologicamente herdeiro — que se traduziu num certo obscurantismo naturalista que ocorreu no Renascimento, que mais tarde foi recuperado pelo ateísmo “Deus sive Natura” de Espinoza, e que atingiu todo o seu esplendor no século XX com a Nova Teologia que depois descambou na Teologia da Libertação.

O que me espanta é que as teses de Anselmo Borges não são contraditadas publicamente por ninguém da estrutura eclesiástica católica portuguesa, o que revela que o próprio clero católico português apoia as teses do Anselmo Borges, que defende a menorização (ou mesmo a extinção) do clero católico. Espantoso!

O Anselmo Borges impõe o conceito marxista de “igualdade” ao próprio Deus!

Ainda em relação ao textículo do Anselmo Borges, convém referir que o Anselmo Borges está, em geral, errado; o Anselmo Borges tem uma visão [espiritual] embotada pelo marxismo (ou pela Nova Teologia, o que vai dar no mesmo) e pelo conceito modernista de “igualdade” (por exemplo, quando o Anselmo Borges diz que “Deus não pode favorecer uns, e não outros”; o Anselmo Borges impõe o conceito marxista de “igualdade” ao próprio Deus!).


“A mente humana é constituída de tal forma que o erro e a mentira podem sempre ser expressos de maneira mais sucinta do que a sua refutação. Uma única palavra falsa requer muitas para ser desmentida.”

→ Olavo de Carvalho

Refutar o Anselmo Borges daria um livro. E eu não tenho o tempo disponível que ele tem.

Porém, é importante que o leitor tenha em conta que o Anselmo Borges é uma personagem construída pelo actual sistema politicamente correcto que, no que diz respeito à actual Igreja Católica (a Igreja do papa Chiquinho), evoluiu ideologicamente a partir da Nova Teologia e da Teologia da Libertação.

O anacronismo actual do cuidado hospitalar, segundo o juramento de Hipócrates

A foto abaixo foi tirada em 1959 em um hospital público inglês; vemos, nela, um grupo de enfermeiras rezando, antes de iniciar o seu turno de trabalho.

enfermeiras-rezando-q1959-web

Esta foto é hoje um anacronismo — em um tempo em que (em alguns países) o Estado já pede ao pessoal hospitalar que mate os doentes.

Aliás, o acto de oração, retratado na foto, é (hoje) ilegal; é uma blasfémia contra o Zeitgeist: uma enfermeira que reze em serviço pode ser sujeita a processo disciplinar, porque, alegadamente, é um exemplo de “ódio” que pode ser participado às autoridades.

Em apenas 60 anos, a realidade reflectida naquela foto parece nunca ter existido; e para a dissipação daquela realidade contribuíram também os mentores católicos do concílio do Vaticano II, e os “teólogos” da estirpe do Anselmo Borges — os mesmos que vêm agora hipocritamente carpir contra a legalização da eutanásia patrocinada pelo Estado.

A contrição do Anselmo Borges “Pachamama”

“O diálogo entre os comunistas e os católicos tornou-se possível desde que os comunistas falsificam Marx e os católicos deturpam Cristo”

→ Nicolás Gómez Dávila


papa-chico-montagem-webO Anselmo Borges “Pachamamalamenta aqui que “o marxismo não seja [hoje] um guia para quase ninguém”; e que, por isso, “há um grande vazio” e que “o que agora existe é uma grande inesperança/desesperança”. E quando o marxismo era um guia para muita gente — diz o Anselmo Borges “Pachamama” — “havia futuro: era uma sociedade que, apesar dos problemas, tinha futuro e tinha projectos de longo alcance”.

Por outro lado, o Anselmo Borges “Pachamama” critica ferozmente o passado histórico [da Europa], e faz o elogio da utopia futurista dos “amanhãs que cantam” — confundindo a utopia da imanência do Escathos  com o próprio Deus :

«Aquele Deus de quem o teólogo Karl Rahner disse que é “o Futuro Absoluto”, Futuro de todos os passados, Futuro de todos os presentes, Futuro de todos os futuros, na consumação e plenitude da existência de todos os homens e mulheres de todos os tempos»

O católico progressista/moderno — da laia do Anselmo Borges “Pachamama” — fala de “dimensão histórica” do cristianismo a fim de perverter a historicidade da sua origem, reduzindo-o à imanência de múltiplas metas históricas. “Reino de Deus”, no léxico progressista do Anselmo Borges “Pachamama”, é o sinónimo eclesiástico de “reino do homem”.

Neste contexto, a diabolização do passado [europeu] significa, para o Anselmo Borges “Pachamama”, a reificação de um futuro perfeito constituído pela construção do paraíso na Terra, e que passa pelo resgate do marxismo.

Enquanto isto não acontece — enquanto o marxismo não for resgatado —, “aquilo a que chamamos o progresso é [este] um vendaval”. Ou seja, — segundo o Anselmo Borges “Pachamama” — o progresso [seja o que isso signifique] só faz sentido [estético e ético] se emoldurado pelo marxismo.


O Anselmo Borges “Pachamama” remata o seu [dele] textículo da seguinte forma:

«A crise do nosso tempo manifesta-se essencialmente no esquecimento e obturação das grandes perguntas, decisivas, perguntas metafísico-religiosas

anselmo-borges-web¿E o que é que o Anselmo Borges “Pachamama” defende para remediar a situação da tal “crise metafísica” (para além de lamentar a decadência do marxismo)?

  • Defende a marxização do Cristianismo, por exemplo através da substituição da doutrina milenar da Igreja Católica pela Nova Teologia (e pela Teologia da Libertação);
  • defende a imanentização do Cristianismo, retirando-lhe a transcendência (ou atribuindo à transcendência uma função meramente secundária);
  • defende a redução da religião à matéria (seja o que for o que “matéria” signifique) e a politização da religião, ao mesmo tempo que critica aquilo a chama “política reduzida aos negócios” (como se a política pudesse ser, em qualquer tempo, coisa diferente);
  • defende a redução dos mistérios da doutrina da Igreja Católica — de Niceia e/ou de Calcedónia — a simples teorias metafísicas.

“Os tontos que antes criticavam a Igreja Católica, agora dedicam-se à sua reforma.”

— Nicolás Gómez Dávila

O gnosticismo abjecto do Anselmo Borges

O Anselmo Borges não se dá conta das suas contradições — acho extraordinário que um indivíduo destes seja professor universitário de filosofia e “teólogo”.

1. A concepção de “cristianismo”, segundo o Anselmo Borges e comandita, é (escandalosamente) gnóstica: baseia-se no conhecimento, por um lado, e coloca em segundo plano ou elimina a graça, por outro lado. E sendo gnóstica, não pode ser cristã. Um “gnóstico cristão” é uma contradição com pernas.

“o cristão do futuro será místico, isto é, alguém que “experienciou” algo, ou não será cristão, porque a espiritualidade do futuro já não se apoiará num ambiente religioso generalizado, anterior à experiência e à decisão da pessoa.”

Segundo este conceito de “Cristianismo”, o “cristão do futuro” não será cristão (porque o Cristianismo será extinto), desde logo porque a “experiência” religiosa (do indivíduo) é subjectiva — não pode ser medida, de forma objectiva —, e por isso ela não pode ser um critério de aferição da religiosidade da pessoa; o conceito de “Cristianismo”, segundo o Anselmo Borges e sequazes, conduz inexoravelmente à abolição objectiva do Cristianismo enquanto tal — porque, do ponto de vista social, a religião deixará de existir.

Celso e Porfírio inventaram o Jesus revolucionário. 

O dogma da bondade natural do Homem formula, em termos éticos, a experiência central do gnóstico: o Homem é naturalmente bom porque é naturalmente deus (Spinoza).

O Anselmo Borges é objectivamente um inimigo da Igreja Católica. Ou então, é burrinho e não se dá conta das suas (dele) contradições.


Vamos definir “religião”.

A religião é um conjunto de crenças e de ritos que compreendem um aspecto subjectivo (o sentimento religioso ou a fé) e um aspecto objectivo (as cerimónias, as instituições, os ritos, e um templo).


O conceito de “Cristianismo do futuro” — segundo o Anselmo Borges, os seus sequazes da Nova Teologia e da Teologia da Libertação, e também segundo o Frei Bento Domingues (é tudo a mesma tropa fandanga!) — diz que a parte subjectiva da religião (ou seja, o sentimento religioso ou a fé) constitui a experiência individual, por um lado, e por outro lado pretende abolir o aspecto objectivo da religião (ou seja, as cerimónias, as instituições, os ritos, e um templo).

Ora, a abolição do aspecto objectivo do Cristianismo implica o fim deste enquanto religião. É isto que o Anselmo Borges objectivamente defende.

2. Na Idade Média, a noção de “religião” não existia (do ponto de vista da cultura antropológica). Para o homem medieval, falar de “religião” seria como falar do ar que ele respirava: não lhe lembraria isso, e nem ao careca!

¿Conseguem imaginar um homem medieval (clérigo, paisano ou fidalgo) a conjecturar sobre o ar circundante?
Pois, de modo semelhante, não lhe passaria pela cabeça falar de “religião” — porque a religião (cristã) fazia parte da sua própria realidade em termos idênticos ao do ar que ele respirava.

Foi com a “reforma” protestante que o Cristianismo (a religião) passou a estar separado do indivíduo e da sociedade; e foi graças à “reforma” protestante que surgiu a Nova Teologia e a Teologia da Libertação .

A missão (satânica) do papa Chico e dos seus sequazes (entre os quais o Anselmo Borges) é o de protestantizar a Igreja Católica.

Acho extraordinário que alguém (como é o caso do Anselmo Borges e do Frei Bento Domingues) que faz a apologia da Nova Teologia se possa afirmar como “católico”. Extraordinário! A que ponto chegamos !

gnosticismo-web3. Se retirarmos à religião o seu aspecto objectivo — as cerimónias, as instituições, e os ritos a que o burrinho Anselmo Borges chama de “ritualismos secos” —, deixa de ser religião (ver definição de “religião”).

Estamos em presença (no conceito de “religião” do Borges) da versão actual de gnosticismo e de puritanismo: a recusa de contemplar Deus, e/ou o Bem, senão através do intelecto e da “experiência” alegadamente “privilegiada” e elitista.

O Racionalismo é o pseudónimo oficial de Gnosticismo.

O puritano (religioso, neste caso, porque há hoje puritanos ateus) é um homem cuja mente não tem férias; e não deixa que nada se interponha entre ele e o seu deus (e vem daqui o conceito de “experiência” individual, de Anselmo Borges e dos protestantes católicos): uma atitude que implica um desprezo elitista em relação aos modernos Hílicos (que são aqueles católicos “chãos e básicos”, os tais que se envolvem em “ritualismos secos”).

Para os actuais gnósticos e puritanos (da laia do Anselmo Borges e do papa Chicozinho ), é muito melhor rezar num palheiro do que numa catedral gótica, pela simples razão de que a catedral é bela e de construção dispendiosa: para os novos gnósticos e puritanos, a beleza física é um símbolo falso e sensual que se interpõe entre o intelecto e o objecto de adoração (o deus deles).

Ademais, para os novos gnósticos e puritanos (como é o caso do Anselmo Borges), Deus só pode ser adorado através de uma directa contemplação (sem qualquer tipo de intermediação, e vem daí a iconoclastia do puritano Anselmo Borges): para eles, é perversa a adoração de Deus por intermediação dos santos católicos ou da Mãe de Jesus Cristo, e/ou mediante o hábito dos ritos, e/ou através do instinto humano em relação à Beleza.

As incongruências do padreco Anselmo Borges

O padreco Anselmo Borges faz aqui uma crítica à cultura do descartável, da fuga ao sacrifício e à renúncia, e do culto da superficialidade, o que fica é também a incapacidade do compromisso definitivo” (SIC); mas o padreco pensa que nós nos esquecemos (o povo tem a memória curta) da sua (dele) defesa da legalização do aborto.

Ou seja: a crítica à “cultura do descartável” — segundo o padreco sem vergonha — não se aplica ao feto humano.

Puta-que-pariu !

A hipocrisia do estuporado Anselmo Borges

ans

Ao lermos este texto do Anselmo Borges, constatamos um exemplo de como se pode perverter a mensagem do fundamento do Cristianismo (e da Igreja Católica), utilizando meias-verdades. E o problema é que ninguém, na ribalta da cultura nacional (incluindo o ilustríssimo clero católico português) se atreve a contrariar o apóstata travestido de Padre. O Anselmo Borges age sem qualquer oposição.

Escreve o padreco herege:

“No início do século XX, A. Loisy fez uma afirmação que é decisiva para a compreensão dos problemas dramáticos por que passa a Igreja: “Jesus anunciou a vinda do Reino de Deus, mas o que veio foi a Igreja”. Realmente, não se pode dizer que Jesus fundou a Igreja. Jesus é o fundamento da Igreja, mas não o seu fundador”.

O que o Borges quer dizer com o trecho “não se pode dizer que Jesus fundou a Igreja”, é a negação da veracidade dos Evangelhos — no caso vertente, o Borges pretende afirmar a negação de Mateus 16, 18:

“E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra1 edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Aborrece-me que esse senhor ande por aí, nos me®dia, a nulificar o catolicismo “a bem do Cristianismo”; e mais me aborrece que a hierarquia da Igreja Católica portuguesa se acobarde perante a acção da avantesma, e se cale.

Quem não reconhece a legitimidade dos Evangelhos sinópticos não tem o direito de falar em nome de Jesus Cristo.


Escreve o hipócrita:

“Foi essa fé que moveu Jesus, realizando, por palavras e obras, o Reino de Deus, o Reino da fraternidade, da paz, da solidariedade e da verdadeira liberdade, para todos, a começar pelos mais frágeis, abandonados, pobres, aflitos, marginalizados, desprezados, desvalorizados… Para Deus,
todos valem infinitamente
”.

O hipócrita Borges está preocupado com “os mais frágeis” e, segundo o estupor, “para Deus, todos valem infinitamente”. Mas quando aconteceu o referendo do aborto em 2007, o “sacerdote católico” Anselmo Borges declarou-se a favor da legalização do aborto (ver ficheiro PDF).

A invocação da ciência para legitimar o aborto é um acto falacioso, porque a ciência não tem certezas. Por exemplo, quando estuporado escreveu em 2007:

Antes da décima semana, não havendo ainda actividade neuronal, não é claro que o
processo de constituição de um novo ser humano esteja concluído. De qualquer modo, não
se pode chamar homicídio, sem mais, à interrupção da gravidez levada a cabo nesse
período”.

Hoje, a ciência já diz que a actividade neuronal começa às 5 semanas — e não às 10 semanas, como escreveu o estuporado em 2007.

Por isso, verificamos que não devemos utilizar a ciência com a certeza de uma fé, como parece ser a tese da referida avantesma. E uma vez que a ciência não nos dá certezas, devemo-nos abster de a instrumentalizar em casos de discussão ética em que esteja em causa a vida e/ou a morte.

A noção de “verdade” não pertence à ciência; e a “certeza” proíbe, em princípio, a dúvida — sendo que a dúvida é a condição da ciência.

Em ética, utilizamos “valores”, e não “certezas científicas” que podem ser anuladas a breve trecho.

As “certezas científicas” também foram utilizadas pelos nazis quando classificaram a superioridade da raça alemã: em boa verdade, o estupor Anselmo Borges não anda longe da mentalidade naturalista que presidiu ao III Reich.

A tentativa de legitimação do aborto é eticamente insuportável.

Uma pessoa pode naturalmente errar (e arrepender-se), mas o erro não deixa de ser erro, só porque a ciência actual afirma uma qualquer “verdade” que amanhã pode deixar de ser.

IGREJA-DO-CHICO-WEB

O padreco sem vergonha faz parte da igreja do Bergoglio (vulgo “papa Chico”) que, em vez de absolver os pecadores (como sempre fez a Igreja Católica), passou agora a absolver os pecados — a mesma igreja do Chiquinho que pretende que “perdoar” seja negar que houve delito.

E é de uma hipocrisia infinita que alguém defenda um qualquer grau de legitimidade do aborto ao mesmo tempo que afirma que, “para Deus, todos valem infinitamente”.


Nota
1. “Pedro” é a tradução grega (que surgiu mais tarde) do nome aramaico “Kepha” que significa “pedra”ou “rocha”, sendo que a palavra “Kepha” era utilizada como nome próprio, no tempo de Jesus.

O Anselmo Borges mete nojo aos cães

 

“Para Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia, o grande mérito do encontro entre o Papa e os presidentes das conferências episcopais, desta quinta-feira até domingo, em Roma, será forçar os bispos a tomarem consciência da gravidade dos abusos sexuais de menores”.

Anselmo Borges: “O celibato obrigatório não faz sentido”


a) Quem ouvir o Anselmo Borges, fica com a ideia de que é obrigatório ser Padre; e, sendo obrigatório a qualquer homem seguir o sacerdócio, segue-se que não é justo que se lhe imponha o celibato.

O Anselmo Borges é muito desonesto, do ponto de vista intelectual. O Anselmo Borges é uma fraude académica. É uma vergonha!

Que fique claro:

1/ nenhum homem é obrigado a seguir o sacerdócio; só vai para Padre quem quer.

2/ a Igreja Católica está infestada de homossexuais (a máfia alfazema): se é verdade que nenhum homem é obrigado a seguir o sacerdócio, também é verdade é que a percentagem de homossexuais no clero católico é assustadora (perguntem, por exemplo, ao Bispo Azevedo).

O abuso sexuais de menores é esmagadora- e maioritariamente homossexual (abusos de crianças do mesmo sexo). É isto que o desonesto Anselmo Borges não diz; e por isso é que ele mete nojo aos cães.

O problema não está no celibato (como parece fazer crer o desonesto Anselmo Borges: falácia do espantalho): o problema da Igreja católica está na paneleiragem que controla a actual Igreja do papa Chiquinho.

b) Os católicos ditos “progressistas” andam a falar muito na necessidade do diaconato para as mulheres, mas fazem de conta que não existe o diaconato os homens. As diferenças entre sacerdotes e diáconos são as de que estes últimos “não consagram a hóstia nem ungem enfermos, como também não atendem confissões”.

“Os poderes de um diácono são: ministrar os sacramentos do baptismo e do matrimónio, dar bênçãos diversas, dar a bênção do santíssimo sacramento, fazer a celebração da palavra, distribuir a sagrada comunhão e fazer pregações”.

Os diáconos podem ser casados; mas deste facto na fala o Anselmo Borges, porque falar no “diaconato dos casados” não mina a estrutura da Igreja Católica. O que interessa ao diabólico Anselmo Borges é destruir a Igreja Católica.