A censura sistémica da opinião nos me®dia

A TVI é o canal de televisão menos pluralista e mais próximo do Bloco de Esquerda

Hoje, a TVI anunciou as “catástrofes” do COVID-19 nos Estados Unidos de Donald Trump e no Brasil de Jair Bolsonaro — mas “esqueceu-se” de falar na Bélgica, por exemplo, que atingiu as 800 mortes por milhão de habitantes; ou a Espanha que já ultrapassou as 600 mortes por milhão.

Os editores da TVI não têm vergonha na cara; aliás!: não têm cara.

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Eu não sei se é uma agenda política (dos me®dia), ou pura estupidez natural

“Todos os dias, depois de engolirem impávidos e serenos tudo o que o poder e a DGS lhes digam ou o contrário, os pobres diabos dos telejornais têm dois pequenos momentos obtusos sobre o Brasil e os EUA. O conteúdo é planeado e escrito por uma combinação de imbecis e chicos-espertos.”

A horinha dos imbecis


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Os me®dia e o covid19 no Brasil (1)

As mortes (por milhão) subiram ligeiramente no Brasil (3,43), mas continuam abaixo da Suécia (4,46), da Espanha (4,86), dos Estados Unidos (4,88), do Reino Unido (5,10), e da Bélgica (5,18); mas só vejo os me®dia a preocuparem-se com o Trump e com o Bolsonaro.

O gráfico representa a evolução desde 30 de Abril a 10 de Maio 2020.

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O jornaleco “Observador” e o Argumentum ad Trumpum

Como toda a gente sabe — excepto o jornaleco Observador  (o artigo do pasquim não está assinado) —, as ondas ultravioletas são (há bastante tempo) utilizadas para descontaminar biologicamente superfícies fechadas (por exemplo, o interior de aviões, ou de espaços restritos em hospitais).
Mas quando o Donald Trump se referiu aos raios ultra-violetas para desinfectar os vírus, caiu o Carmo e a Trindade nos me®dia, e “Aqui d’El Rei que o homem é ignorante!”.

Temos aqui mais um exemplo do Argumentum ad Trumpum.


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Depois, para os jornaleiros dos me®dia cognitivamente deficientes (incluindo os do Observador, em juízo universal), uma pergunta feita por Donald Trump é sempre uma afirmação peremptória.

Se, por hipótese, Donald Trump perguntar: “¿Será que é possível ir ao Sol de noite?” — os jornaleiros dos me®dia que temos irão publicar: “Donald Trump disse que é possível ir ao Sol de noite!”.

Ora, uma pergunta, por mais estúpida que nos possa parecer, não é uma afirmação. Confundir uma afirmação e uma pergunta só pode vir de um liberal retardado (passo a redundância).

Eu tenho mais respeito pelo pasquim Público do que pelo jornaleco Observador — desde logo porque o Público não segue o Acordo Ortográfico, ao passo que o Observador seguiu as ordens dos neoliberais “progressistas” e globalistas, no que diz respeito à cultura e língua portuguesas; e depois porque o pasquim Público não engana ninguém, ao contrário do jornaleco Observador que passa a vida a fingir que é de Direita.

O jornalismo entendido como uma “aristocracia”

O Benfica agradece ao Marega e ao “efeito Joacine”

1/ Na época 2016/17, o Marega foi jogador do Vitória de Guimarães; durante um determinado jogo do Vitória, um grupo de espectadores— vou repetir: um grupo — berrou repetidamente “Marega vai pró caralh*”. Acto contínuo, o Marega intempestivamente saiu do campo de jogo, deixando a sua própria equipa a jogar com menos um jogador. O Marega borrifou-se para a sua equipa: o que interessou ao Marega foi contrariar esse grupo de adeptos, e afirmar publicamente que não estava disponível para ir “pró caralh*”.

O Marega é isto. O Marega tem um ego do tamanho do universo e uma inteligência de galinha.

2/ Eu vi o jogo de ontem (entre o Vitória e o FCP) pela televisão e não me apercebi de quaisquer invectivas racistas, vindas do público, contra Marega.

3/ Os 2 (dois) comentadores da SPORT TV1, que estavam no campo de jogo, também não se aperceberam de quaisquer insultos racistas vindos das bancadas, dirigidos ao Marega.

4/ O treinador do Vitória não se apercebeu de qualquer insulto racista contra Marega. Não tenho razões objectivas para duvidar da palavra dele.

5/ Não quero dizer com isto que não tenham existido insultos racistas contra Marega; o que eu coloco racionalmente em causa é a dimensão do problema criado pela interacção desse pequeno grupo de adeptos, por um lado, e Marega, por outro lado; e esse problema foi alimentado pelos me®dia. O Marega sabia bem o que estava a fazer.

Provavelmente terá sido um grupelho de 30 a 50 adeptos do Vitória a insultar Marega; e este pequeno incidente foi transformado, pelos me®dia, controlados pela extrema-esquerda (por exemplo, pelo radical emasculado Miguel Guedes, na TVI24), em uma espécie de desastre nacional.
De repente, “Portugal é um país profundamente racista” (como afirmou o Pedro Marques Lopes; excepto ele, obviamente: ele parece não ser português).

6/ Graças ao Marega e ao seu incomensurável ego e cérebro de galináceo, os me®dia falaram mais do “racismo de todos os portugueses” do que da vitória do FC Porto. Veio mesmo a calhar aos me®dia lisboeiros. O Benfica agradece ao Marega e à Joacine “Vai-te Katar” Moreira. Talvez tenha chegado o momento de mandar o Marega “pró Benfica”.


Nota: eu sou sócio do FC Porto.


Adenda: a cultura de vitimização, adoptada pelas “elites”

O teórico esloveno Slavoj Žižek contou uma anedota que caracteriza bem a Esquerda actual.

Numa sinagoga, o rabino rasga as vestes, gritando:

“Ó Javé, eu sou um pecador e não mereço a tua misericórdia!”.

E um judeu rico, chamado ao púlpito, secundou o rabino:

“Ó Javé, não tenhas pena de mim e castiga-me, porque sou um pecador!”.

E um judeu pobre, andrajoso, tartamudeou na plateia:

— “Ó Javé, ajudai-nos que somos todos pecadores!”

E diz o judeu rico para o rabino, apontando para o judeu pobre:

— ¿Quem é que essa criatura pensa que é?!!!