A lógica absurda do José Pacheco Pereira

“As matanças democráticas pertencem à lógica do sistema; e as antigas matanças ao ilogismo do Homem”

— Nicolás Gómez Dávila


politicamente-correcto-grafico-300-webO José Pacheco Pereira é de opinião de que, se a eutanásia existe “escondida”, então é hipocrisia não a legalizar. É a lógica da estupidificação do espírito e da terraplanagem do Direito.

«Qualquer pessoa que conheça a realidade dos hospitais e de doentes com médicos que são seus amigos sabe que há muito mais eutanásia escondida do que se imagina».

A “lógica” do Pacheco pode também ser aplicada ao tráfico de drogas pesadas: “se o tráfico existe, então o comércio de heroína deve ser legalizado”. É o Pacheco do PSD a concordar sistemicamente com o Bloco de Esquerda; é a mesma “lógica” que presidiu à legalização do aborto: “se o aborto existe, então tem que ser legalizado”; é a adequação jurídica da norma ao facto isolado; é o fim do Direito abstracto e geral.

E, seguindo a mesma “lógica”, não vejo por que razão o infanticídio não possa ser legalizado, uma vez que, em Portugal, a mulher que mata o filho nascido já não apanha pena de prisão superior a três anos (salvo em caso de reincidência).

Esta gentalha serve-se de tudo para justificar a “lógica” da defesa do absurdo.


«LIBERTÉ, égalité, fraternité.

O programa democrático cumpre-se em três etapas: 1/ etapa liberal, que fundou a sociedade burguesa, sobre cuja índole nos remetemos aos socialistas; 2/ etapa igualitária, que funda a sociedade soviética, sobre cuja índole nos remetemos à nova esquerda; 3/ etapa fraternal, que é o prelúdio dos alienados que copulam em amontoados colectivos.»

→ Nicolás Gómez Dávila

A legalização da eutanásia: a irracionalidade volta a estar na moda

Eu penso que a Manuela Ferreira Leite é socialista; aliás, o PEC (Pagamento Especial por Conta) foi uma das pérolas instituídas pela Manuela Ferreira Leite quando foi Ministra das Finanças do primeiro-ministro Durão Barroso (salvo erro). Ora, o PEC arrebentou sistematicamente com as pequenas empresas ao longo de quase duas décadas.

Porém, em questões de ética, Manuela Ferreira Leite não é de Esquerda; ou melhor dizendo: não é da Esquerda utilitarista — como por exemplo o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista, o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) ou o LIVRE.

Podemos ver aqui uma entrevista da Manuela Ferreira Leite à TVI acerca da legalização da eutanásia.


Em termos gerais, concordo com o que o João Távora escreveu aqui:

“A lógica da eutanásia (…) está directamente ligada à atomização da sociedade e ao desaparecimento progressivo das antigas comunidades de proximidade, nomeadamente a família alargada, coesa e solidária.”

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Porém, a “lógica da eutanásia” (se é que existe uma “lógica” subjacente à eutanásia que não seja a negação da própria Lógica) vai para além da anomia:

1/ em nome da promoção de uma putativa “liberdade individual”, os ditos “libertários” fortalecem o poder de vida e de morte em relação aos cidadãos, por parte do Estado — o que é uma contradição em termos.

Em boa verdade, a promoção da “liberdade individual” não passa certamente pela promoção do aumento do Poder do Estado sobre a vida e morte das pessoas — leia-se, pela promoção de uma cultura da eutanásia em hospitais do Estado.

2/ o marxismo cultural (ou o politicamente correcto actual) — ou seja, Bloco de Esquerda, LIVRE, PAN (Pessoas-Animais-Natureza), e parte do Partido Socialista e do PSD — é uma utopia negativa, porque se concentra na crítica dissolvente da nossa sociedade real.

A crítica feroz em relação à nossa sociedade, por parte do actual politicamente correcto — Bloco de Esquerda, PAN (Pessoas-Animais-Natureza), LIVRE, Partido Socialista e parte do PSD — , é negativa porque não possui conceitos capazes de superar a distância entre o presente e o futuro: quaisquer que sejam as possibilidades reais que a nossa sociedade actual apresente em relação ao futuro, o marxismo cultural (principalmente o Bloco de Esquerda) não nos revela quais são essas possibilidades, limitando-se a negar o sistema em que se baseia a nossa sociedade actual, e na sua totalidade. É uma agenda política totalitária.

Ou seja, a legalização da eutanásia faz parte de uma agenda política de acção destrutiva (aparentemente, sem pensar nas consequências) em relação ao sistema em que se baseia a nossa sociedade actual. É uma “política de picareta”. O que interessa (ao politicamente correcto) é destruir a cultura vigente (Gramsci).

“¿E quais as consequências da destruição da cultura antropológica actual? Bem… logo se verá!”

Para o Bloco de Esquerda, todos os meios (literalmente “todos”) são legítimos para destruir a cultura antropológica actual; trata-se da defesa do desmantelamento da Razão. A irracionalidade volta a estar na moda.

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Ó Diogo Faro: levanta esse focinho!, e fareja!

Um palerma, de seu nome Diogo Faro, escreve o seguinte:

“A Cristina [Miranda] é anti-feminista, logo, essencialmente é contra a igualdade de género.”


pass-auf-ao-burro-webOu seja, o asno parte do princípio de que as feministas [em geral] são “a favor da igualdade de género”.

Desde logo, não sabemos o que ele quer dizer com “igualdade”: ¿será que “igualdade”, na opinião do burro, é o “direito” da mulher a ter um pénis? — porque se a uniformidade sexual dos dois sexos for um critério de igualdade, nem vale a pena continuar a “cumbersa”!

Se as feministas (em geral) fossem a favor da igualdade de direitos naturais dos dois sexos” (é nisto que consiste verdadeiramente a “igualdade de género”), então seriam elas (as feministas) as primeiras a criticar a condição feminina nos países de maioria islâmicao que não acontece!, devido à aliança entre Karl Marx e Maomé.

O chamado “feminismo” é um instrumento ideológico e de acção política do neomarxismo.

Ao lermos o texto todo do burro Diogo, verificamos o enorme problema de indigência cognitiva em Portugal: é gente desse calibre que controla a política e os me®dia!

É caso para dizer: Ó Diogo Faro: abre esses olhos, mula! Levanta esse focinho, e fareja!


Nota: embora o textículo do asno em epígrafe seja de 8 de Fevereiro de 2020, o texto original da Cristina Miranda é de 4 de Março de 2019.

Um exemplo concreto da mentira sistémica dos me®dia: “o aumento da temperatura na Antárctida”

Sai a seguinte “notícia” no jornal Púbico : “Antárctida bate recorde de temperatura e ultrapassa pela primeira vez os 18 graus Celsius”:

«A temperatura registada num dos termómetros da estação de investigação argentina Esperanza bateu o recorde anterior de 17,5 graus Celsius, registado em Março de 2015.»


¿O que é que o jornal Púbico não diz? — porque mente sempre e de forma descarada.

1/ A estação de investigação argentina Esperanza (a que se refere o jornal Púbico) fica localizada no chamado “Glaciar Thwaites”.

2/ O Glaciar Thwaites está localizado sobre um vulcão actualmente activo. Como se sabe, os vulcões activos têm influência no aumento da temperatura do ar local.

3/ O “recorde de temperatura” é também causado pelo efeito Föhn; ou seja, é uma situação conjuntural do tempo, e não uma situação do clima. O jornal Público confunde “tempo”, por um lado, e “clima”, por outro lado; e essa confusão é propositada, para enganar o Zé Povinho.

Não acreditem nos me®dia. Não comprem jornais!: levem-nos à falência!.

António de Oliveira Salazar, “o maior português de todos os tempos”

António de Oliveira Salazar foi eleito pela opinião pública portuguesa o maior português de todos os tempos. Portanto, a julgar pela opinião da Isabel Moreira e de um tal Anselmo Crespo, 41% dos portugueses que votaram em Salazar são fassistas, racistas, xenófobos, homófobos, sexistas, transfóbos, capitalistas, e com “cheiro bafiento a um nacionalismo retrógrado” (sic);

—  que horrível cheiro a povo !!!!


O tal Anselmo Crespo — que eu penso que seja jornalista — não sabe escrever em português: não tem uma noção correcta da sintaxe da língua. Senão, vejamos:

«Há momentos em que temos mesmo de escolher entre o que é certo e o que é errado. Entre a democracia e o retrocesso civilizacional. Portugal vive, por estes dias, um desses momentos decisivos. Onde cada partido, cada responsável político e cada um de nós tem que assumir claramente o que é, o que defende e o que quer para o seu país.»

Correctamente, ele deveria ter escrito:

“Há momentos em que temos mesmo de escolher entre o que é certo e o que é errado; entre a democracia e o retrocesso civilizacional. Portugal vive, por estes dias, um desses momentos decisivos, onde cada partido, cada responsável político e cada um de nós (plural)  têm que assumir claramente o que são, o que defendem e o que querem para o seu país”.

É merda deste calibre que é “jornaleiro” e pretende formatar a opinião pública neste país.


Os ditos “democratas”, quando andam assustados pela dinâmica da democracia, dizem que é “populismo”.

Noto que, para o Anselmo, existe um certo “nacionalismo retrógrado” — o que significa que poderá existir eventualmente um nacionalismo que não seja “retrógrado” (o que já não é mau de todo!); mas ficamos sem saber o que é o tal “nacionalismo retrógrado”, por um lado, e por outro lado não sabemos como estes intelectuais de merda imaginam a democracia sem o EstadoNação!

A contradição entre a defesa da democracia, por um lado, e por outro lado a crítica feroz ao nacionalismo (defendendo, assim, a erradicação do Estado-Nação), tem como consequência um estado de dissonância cognitiva que revela a estupidez dos “intelectuais” portugueses em geral — incluindo a Isabel Moreira.

Os ditos “democratas”, quando andam assustados pela dinâmica da democracia, dizem que é “populismo” — são os donos da democracia a decretar que toda a gente é populista, excepto eles próprios (como seria de esperar!): são eles os únicos santos políticos canonizados nos altares das lojas maçónicas sob os auspícios do conceito de “Vontade Geral” de Rousseau.

Marcelo Rebelo de Sousa, o “Efectivamente” da undécima hora

«Lisboa, 04 fev 2020 (Lusa) – O Presidente da República afirmou hoje que não se pronunciará sobre qualquer iniciativa em debate no parlamento para despenalizar a morte medicamente assistida “até ao último segundo” em que tenha eventualmente de decidir sobre esta matéria.»

Marcelo afirma que não se pronunciará sobre a eutanásia “até ao último segundo”

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A tentativa de normalização da política identitária e multiculturalista no Direito português

Uma professora de Direito, de seu nome Ana Paula Dourado, escreveu o seguinte (ler em ficheiro PDF):

“… o estrangeiro (isto é, o imigrante) pode reagir às adversidades do país de destino (neste caso, Portugal) com perda de auto-estima, isolamento, incapacidade de submissão às regras da cultura dominante, sem ter consciência dos motivos que o levam a cometer crimes.”


Em primeiro lugar, penso que os professores de Direito deveriam dedicar-se ao Direito, e deixar a ética para os filósofos.

Depois, o tipo de raciocínio da dita senhora é típico da extrema-esquerda identitária (marxismo cultural pós-modernista) — e por aqui vemos como as universidades portuguesas estão já ideologicamente “minadas”.


Os crimes praticados pelos imigrantes são vistos (pela dita senhora) como produtos de um determinismo sócio-cultural — como terá sido o caso daquele assassino que “não tinha consciência dos motivos que o levam a cometer o crime”, e que diz ao juiz: “A culpa não é minha, senhor juiz! A culpa é dos meus genes!”.

Uma das características da extrema-esquerda identitária (característica herdada do romantismo do século XVIII, e que se prolongou com as utopias do século XIX e XX), é a de que o erro humano individual não é geralmente considerado como sendo do foro psicológico, mas antes é atribuído a um qualquer padrão de valores (ou seja, a “culpa” é do “meio-ambiente” e/ou da “cultura dominante”).

Esta atribuição da responsabilidade dos actos do indivíduo ao “padrão de valores vigente” torna praticamente o prevaricador moralmente inimputável — embora ele possa ser condenado pela justiça, o criminoso imigrante tem geralmente penas atenuadas, como foram os casos dos dois últimos radicais islâmicos que esfaquearam transeuntes em Londres: eles tinham estado presos, mas foram libertados a meio da pena de prisão. E depois voltaram a matar gente.

Note-se que, na região de Londres onde 12% da população é muçulmana, a população das prisões londrinas é constituída por 30% de muçulmanos. E isto tem a ver com a cultura antropológica de origem dos imigrantes (seja da primeira ou das seguintes gerações de imigração), e não com o “meio-ambiente” ou com o “padrão de valores” da “cultura dominante”.

O que esteve subjacente a essa “cultura de perdão” da justiça britânica em relação aos referidos assassinos imigrantes islamitas foi exactamente o tipo de raciocínio (que esconde um racismo paternalista que é um “anti-racismo progressista”) que caracteriza a senhora referida em epígrafe. Aliás, a tese jurídica dela é decalcada da prática do Direito britânico actual.

Por exemplo, o conceito — radical, romântico e de extrema-esquerda — de “crime-de-ódio”, que ela refere no texto: em Inglaterra, por exemplo, se alguém ameaça (apenas verbalmente) outrem de morte, apanha 5 meses de prisão; mas se o ameaçado de morte for guei, então pode passar a ser um “crime-de-ódio” com pena de prisão até 6 anos. De 5 meses a 6 anos é diferença de ameaçar verbalmente de morte um guei.

Todo o texto da referida senhora professora de Direito é um apelo à aplicação em Portugal das políticas inglesas (e do norte da Europa, falhadas) em relação aos imigrantes. A dita senhora nada mais faz do que defender um decalque da ideologia politicamente correcta e multiculturalista que subjaz à relação da justiça inglesa com os criminosos imigrantes.