A Raquel Varela e o Argumentum ad Salazarum

A Raquel Varela anda aflita, e por isso mente, desaforada; porque a “mama” do Estado pode estar em risco.

Diz ela queo CHEGA pretende proibir o sindicalismo — ai a menina mentirosa! “Atão faxisto?!”

O que o CHEGA defende, a propósito do sindicalismo, é o seguinte:

“Fim de subvenções públicas a fundações, sindicatos, associações patronais e organizações de proselitismo ideológico. Excluem-se os partidos legalmente constituídos”.

Se a Raquel Varela interpreta o trecho supracitado como “proibição do sindicalismo”, então teremos que concluir que as associações patronais, por exemplo, também deverão ser proibidas pelo CHEGA.

Ou seja, segundo o CHEGA, o Estado não tem que dar de “mamar” (com o dinheiro do povo) a matulões ideologicamente sustentados por avantesmas políticas.

Para disfarçar a mentira descarada, a Raquel Varela remata o textículo com o Argumentum ad Salazarum, que é a tentativa de invalidar a posição de alguém tendo como base a ideia segundo a qual “Salazar também tinha uma posição parecida com essa”.

Por exemplo, qualquer católico pode ser alvo do Argumentum ad Salazarum, porque “Salazar também era católico; e por isso, todos os católicos são salazaristas”.

Ou seja, através do Argumentum ad Salazarum, o CHEGA é considerado “culpado por associação”, mesmo tendo em conta o facto de a acusação ser falsavemos aqui o estalinismo latente da Raquel Varela em todo o seu esplendor …!

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A “mama” no Estado tem que ser restringida! Nós, o povo, já pagamos demasiados impostos para sustentar prebendas de sibaritas da laia da Raquel Varela!

O puritanismo do grunho José Pacheco Pereira

O problema não é o de o José Pacheco Pereira emitir opinião; não há idiota que não a tenha. O problema é o de evitar que radicais da laia do Pacheco se aproximem do Poder — como está a acontecer hoje com o monhé das cobras no poleiro. Os culpados são o Santana Lopes que guindou o Pacheco (e o Durão Barroso) no PSD; e o Cavaco Silva que lhe aplainou o caminho.


Parece que o Miguel Sousa Tavares enfrentou (anteontem) o Pacheco numa faena de que faz eco este artigo (ver em PDF).

“…choca-me que um homem manifestamente inteligente e na maioria das vezes educado e polido, se tenha ontem transformado, ainda que por momentos, num verdadeiro grunho.”

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JPP-ZAROLHOUm indivíduo que alinha com as teses ideológicas do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) não pode ser inteligente: pode ter um “alvará de inteligente” — o que é coisa diferente. Vivemos no país dos alvarás e das cunhas.

Os grunhos andam agora convencidos de que “isto agora é tudo auto-estrada”; “Unidas Podemos”; “até Podemos calar a diferença”; “chegou finalmente o progresso que proíbe”. O arquétipo mental totalitário do grunho marxista Pacheco revelou-se em todo o seu esplendor… porém, o animal nunca me enganou.

O grunho Pacheco — que não gosta de futebol, e que defendeu a ideia segundo a qual a televisão não deveria transmitir jogos de futebol — é o tal que pretende proibir as touradas: estamos em presença de um puritano pós-moderno (neo-gnóstico).

Não há, na tese do grunho, um apelo à lei do mercado: “é o Estado proibir mesmo! Ponto!”.

“A dada altura Sousa Tavares disse e bem que se o toiro de lide não fosse toureado, simplesmente deixava de existir. Ora o Pacheco Pereira, pateticamente, transmitiu que pouco lhe importava o destino dos toiros se a sua existência assentasse no fim tourada.

Portanto o caro amigo está tão, mas tão preocupado com um animal, que prefere que ele não exista, a existir para um fim com o qual não concorde.”

Aplica-se ao grunho Pacheco a seguinte frase de Thomas B. Macaulay:

“Os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores”.

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A Esquerda radical, a dos grunhos marxistas da espécie do Pacheco, são os novos puritanos “protestantes” — os gnósticos actuais e actualizados.

O grande problema do grunho Pacheco é o prazer que a tourada oferece a quem gosta dela.

Da “ditadura da maioria” à ditaduras das minorias

Depois que o cabrão Rui Tavares passou, há pouco tempo, uma longa temporada “estagiando” nos Estados Unidos, retornou a Portugal com a lição bem estudada. G. K. Chesterton tinha razão quando escreveu:

« The madness of tomorrow is not in Moscow, but much more in Manhattan.»

→ ‘The Next Heresy,’ — ensaio publicado em 19 de Junho de 1926.

O problema político e ideológico do nosso tempo já não reside em Moscovo, mas é hoje ditado pelas elites (a ruling class plutocrata e liberal) dos Estados Unidos. Esta imagem abaixo, respigada de um artigo da Cristina Miranda, vale mais do mil palavras.

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Hoje, são os plutocratas liberais americanos que coordenam e controlam a agenda ideológica marxista cultural de construção de um fascismo globalizado (sinificação); cabrões, como o Rui Tavares, são apenas exemplos de aspirantes a caciques locais.

Um dos principais argumentos marxistas culturais (e da “Direitinha”, ou dos liberais avalizados pela Esquerda) para justificar a guerra à maioria, é o do “direito à diferença”.

A reivindicação do “direito à diferença”  é contraditória e perigosa.

É contraditória porque a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem como fundamento o princípio da igualdade natural dos seres humanos — sublinho: natural. Igualdade natural não significa que todos os seres humanos sejam iguais.

E é perigosa porque reivindica direitos especiais (isto é, reivindica privilégios) — por exemplo, para as mulheres (feminismo), para as minorias étnicas, para os invertidos (homofobismo), etc. —, o que conduz a um retrocesso do princípio de igualdade natural, não só entre os seres humanos em geral mas também entre os dois sexos.

A lógica política do Bloco de Esquerda (e dos “liberais”) apela à legalização do infanticídio

adelaide-matou-filho-webO principal argumento do Bloco de Esquerda (e também dos “liberais”) para justificar a legalização do aborto foi o de que “há mulheres que abortam em vãos de escada”; e, portanto, na medida em que “há mulheres que abortam ilegalmente”“há que legalizar o aborto” — diziam eles.

A lógica política e jurídica dos “liberais” e da Esquerda é a de que “os factos ditam a feitura do Direito” — ou seja, as elites actuais reduzem a norma ao facto, e por uma razão simples: com a imposição do secularismo radical e extremista na cultura política, já não existe um fundamento metajurídico para o Direito (já não se sabe o que funda o Direito).

Seguindo a mesma lógica (e sendo coerentes), os “liberais” e a Esquerda terão que defender a legalização do infanticídio — porque “há mulheres que matam os seus bebés”.

Desde logo (e segundo a lógica dos “liberais” e da Esquerda), as mulheres que matam os seus filhos não devem ser presas pela polícia — a descriminalização do infanticídio é o primeiro passo para a sua legalização.

A seguir, o corolário lógico da actual postura política utilitarista é a de legalizar o infanticídio, porque “há mulheres que matam os seus bebés”: os factos ditam as normas.

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O nacionalismo é a defesa da nação

einstein-estupidez-webEnquanto agenda política monárquica for influenciada por gente como o João Távora — pobre causa!; não vai longe…!

Escreve o João Távora :

« O socialismo é a aposta no conflito entre classes sociais (e seus derivados). O nacionalismo é a aposta no conflito entre uma nação e os forasteiros. Tem de haver qualquer coisa no meio para as pessoas razoáveis».

Já me aconteceu perguntar-me se o João Távora tem os neurónios todos interligados… por exemplo, quando ele compara o “socialismo”, por um lado, com o “nacionalismo”, por outro lado — como se fossem coisas comparáveis.

Vivemos num tempo muito triste e sombrio, em que quem gosta da sua nação é diabolizado por gente com QI infra-humano. Gente como o João Távora deve ser afastada da Causa Monárquica.


A nação  é uma comunidade natural em que cada indivíduo se inscreve em função do seu nascimento, da existência de uma História, de uma língua e de uma cultura antropológica comuns.

A nação  não é a mesma coisa que Estado .


Afirmar que a “defesa da nossa comunidade” (a defesa da nação) significa necessariamente “conflito com forasteiros”, não é só estúpido em si mesmo: é também fazer de todos nós, estúpidos.