Eu lembro-me da Siderurgia Nacional.

Em Portugal havia uma empresa chamada Siderurgia Nacional (SN) que foi estatizada depois do 28 de Abril de Mil Novecentos e Troca o Passo; aquilo era um antro de comunistas. Embalados pelo nacional-porreirismo, os sucessivos governos socialistas “porreiros-pá” foram deixando os comunas tomar conta da empresa, e a tal ponto que os prejuízos acumulavam-se.

SN-webPara se libertar dos comunas e da dívida, houve um governo que vendeu a empresa portuguesa a uma outra empresa concorrente espanhola; e, depois, Portugal passou a importar de Espanha o aço de que necessita para poder viver.

Além disso, a SN tinha três fábricas de produção em Portugal (uma na zona de Lisboa, outra na zona do Porto, e outra na área de Aveiro), que geravam milhares postos de trabalho. Hoje, só resta a pequena unidade espanhola no Seixal e com uma produção muito restrita.

Uma das primeiras coisas que a empresa espanhola fez foi fechar as unidades de produção no Porto e em Aveiro. E Portugal passou a importar aço de Espanha. E um tal Alexandre Mota ficou muito feliz.

Eu não gosto de comunas, mas não fiquei feliz pela alienação da SN. “País sem siderurgia não é um país, é uma horta”, disse o ministro da Economia de Salazar, Ferreira Dias. E eu concordo com ele.

Em contraponto, o Alexandre Mota prefere alienar empresas, para ver se consegue livrar-se dos comunas; mas, afinal, as empresas vão-se embora e os comunas ficam teimosamente por cá.

A T.A.P. (assim como era a Siderurgia Nacional) era uma empresa privada, antes do 28 de Abril de Mil Novecentos e Troca o Passo; mas o capital da empresa (antes de os comunas nacionalizarem a empresa) pertencia a empresários portugueses.

Porém, para o Alexandre Mota, o facto de o capital da T.A.P. ser de portugueses, ou não, não tem qualquer importância; o que interessa é vermo-nos livres dos comunas, e vender a T.A.P. ao desbarato a um qualquer Edge Fund americano que pretenda fazer uns patacos de circunstância. Que se foda a pátria.

A chamada “crise do capitalismo” é evidente, e é encarnada por gente da laia do Alexandre Mota. Esta gentinha está a dar cabo do capitalismo; até parecem aliados do Bloco de Esquerda!

Assim como a democracia representativa só funciona em função do Estado-Nação, assim o capitalismo necessita de um Estado de Direito e do Estado-Nação para poder ser plenamente produtivo. E quem disser o contrário disto é burro.

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