As contradições dos soberanistas e dos europeístas

Portugal-no-Euro-webO Jaime Nogueira Pinto não pode ser soberanista, e simultaneamente ser contra atitudes soberanistas de alguns Estados da Europa. Ou melhor: poder, ele pode; mas não deve.

Eu não vejo por que razão os países que poupam e são comedidos nas suas contas orçamentais, devam ser responsabilizados pelos desmandos (pelos défices dos Orçamentos de Estado) dos gastos estatais de outros países.

Neste aspecto estou do acordo com o Telmo Três Nomes; mas o principal problema dos países do sul da Europa não é propriamente a dívida: em vez disso, o maior problema é o défice do Orçamento de Estado. A dívida pode ser até necessária para investimento, por exemplo. Mas se um país não tiver défice orçamental, pode ir pagando a dívida que tenha contraído.

A hipótese financeira dos “coronabonds” não é aceitável. Há outras formas de ajudar os países da União Europeia com necessidades especiais, sem se recorrer à mutualização da dívida dos Estados.

Porém, o Telmo Três Nomes também entra em contradição: não é possível ser-se europeísta (ser a favor da construção do leviatão da União Europeia, como ele parece ser), por um lado, e por outro lado defender a soberania financeira dos diversos Estados da União Europeia. Neste aspecto, e ao contrário dos liberais, os socialistas são coerentes.

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