A Raquel Varela e a falácia “Tu Quoque” : o branqueamento dos crimes do comunismo

Eu vou tentar moderar a minha linguagem… quando leio este textículo da Raquel Varela. (ver ficheiro PDF).

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Desde que a Raquel Varela escreveu que “as ciências sociais têm as mesmas características das ciências exactas”, já nada me admira vindo daquela cabecinha chocha.

Diz ela que o parlamento europeu declarou que “o nazismo e o comunismo são a mesma coisa — o que é absolutamente falso! A Raquel Varela não tem a noção de equivalência: como boa comunista, na Raquel Varela a diferença é vista como manifestação de indesejável hierarquia.

Duas coisas “equivalentes” não são “iguais”, e muito menos são “idênticas” (não são a “mesma coisa”).
Por exemplo, escrever que “2+2=4” significa que “2+2” e “4” são expressões equivalentes — mas não significa que “2+2” e “4” são a “mesma coisa”.

Dá-me a sensação de que os cursos universitários de História (e os respectivos mestrados) são imunes à Filosofia. E, lendo pessoas como a Raquel Varela, dá-me a sensação de esse tipo de gente é imune à experiência, por um lado; e, por outro lado, vive em função de uma Fé Metastática que faz com que a utopia se sobreponha à realidade. Verdadeiramente assustador!

É claro que o comunismo e o nazismo não são a “mesma coisa”! O comunismo conseguiu a proeza de ser pior — nas suas consequências em perdas de vidas humanas — do que o nazismo!

A ideia (da Raquel Varela) segundo a qual “o comunismo é pré-marxista”, é extraordinariamente idiota — porque teríamos que considerar, por exemplo, que o socialismo francês (do século XIX) era comunista (o que não é verdade), ou que a sociedade de Esparta seria um modelo social recomendável.

A ideia (da Raquel Varela) segundo a qual “foi a Alemanha (nazi) que invadiu a a URSS, mas não foi a URSS que invadiu a Alemanha ”, pretende fazer esquecer a invasão da URSS dos países do leste da Europa, nomeadamente a Checoslováquia e a Hungria.

Através da falácia “Tu Quoque“, a Raquel Varela pretende branquear os crimes do comunismo.

Três décadas depois da queda do muro de Berlim, é espantoso como ainda existe gente da índole da Raquel Varela. Esta gente é imune à experiência; há qualquer coisa de psicopata nessa aversão aos factos e à realidade.

Como escreveu Hannah Arendt, todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas, sejam o nazismo ou o comunismo, por exemplo) contém três elementos de natureza totalitária: 1/ a pretensão de explicar tudo; 2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência; 3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia (delírio interpretativo) a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.

Finalmente, e depois de mais de uma centena de milhões de vítimas mortais do comunismo, vem, de gente como a Raquel Varela, o argumento de que “Aquilo, no passado (da URSS, da China, etc) , não foi o verdadeiro socialismo! Dêem-me o poder absoluto e eu irei construir o verdadeiro socialismo”.

Esta gente é destrambelhada! E muito perigosa!

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