Donald Trump — “entalado” entre o internacionalismo trotskista e o globalismo Neocon

A economia americana (ou seja, a economia dos Estados Unidos da América) cresce a cerca de 3% por ano, sob os auspícios de Donald Trump; e poderia ter um crescimento maior se o Banco central americano (aka “Reserva Federal”) não tivesse adoptado uma política de taxa de juros “anti-Trump”.

Ou seja: a economia dos Estados Unidos cresce “a olhos vistos”, embora “contra ventos e marés” — o que se está a passar nos Estados Unidos de Donald Trump é um verdadeiro milagre económico, na medida em que uma maioria da ruling class [que inclui as elites política (o parlamento), académica (as universidades), e financeira (Wall Street)] se manifesta claramente contra a governação de Donald Trump.

Em contrapartida, a economia chinesa entrou já em pré-recessão, e a ponto tal de a China ter que desvalorizar drasticamente a sua moeda, por um lado, e por outro lado, o governo chinês ameaça retaliar contra os Estados Unidos através da compra de petróleo ao Irão — a retaliação chinesa é política, e não é tarifária ou comercial.


É neste contexto que me refiro a este texto do ABC:

«The Trump administration will blink» face ao governo chinês no caso da Huawey e na guerra comercial, porque precisa do acordo – Mike Baker (ex-CIA) em entrevista a Joe Rogan, em 31-7-2019.


Desde logo, só é entrevistado por Joe Rogan quem pertence à Esquerda americana, ou então quem é crítico de Donald Trump. Não tenho conhecimento de nenhum apoiante de Donald Trump que tenha sido entrevistado no programa de Joe Rogan (e, note bem, eu sigo o fenómeno político americano de muito perto).

Do ponto de vista ideológico, o referido Mike Baker é um Neocon e, por isso, anti-Trump.

Neocon que se preze não gosta de Donald Trump.

Aliás, a chamada “direitinha” europeia — desde Assunção Cristas (ou João César das Neves), a Angela Merkel e a Theresa May — é pautada pelo ideário ideológico e político Neocon.

Quem manda na “direitinha” europeia são os globalistas neocons.

A melhor forma de compreendermos o ideário Neocon será o de analisar a evolução política de James Burnham, que foi inicialmente um internacionalista trotskista e, mais tarde, passou a defender o globalismo Neocon (les bons esprits se rencontrent...).

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