“É inevitável que haja escândalos”

 

Um excelente artigo acerca dos me®dia e a violência doméstica, no Porta-da-Loja.

Em França, 1 mulher é morta pelo seu parceiro a cada 3 dias, o que dá uma média de 120 mulheres mortas por ano. Eu não sou (nem de perto, nem de longe) especialista na matéria, mas seria preciso saber qual é o “salto psicológico” que permite que se passe da mera lambada (da vulgar violência doméstica) para o assassinato do cônjuge; ¿quais são as causas desse “salto psicológico”? — mesmo sabendo que cada ser humano é único e irrepetível, devem existir categorias de nexos causais objectivos que permitam explicar o fenómeno do referido “salto psicológico”.

O que me parece é que a repressão (biológica, psicológica, social, cultural, legal) sobre o homem não ajuda a resolver o problema — como se pôde constatar em Espanha, onde a repressão sobre o homem teve um efeito contrário e fez aumentar os assassinatos de mulheres.

“É inevitável que haja escândalos, mas ai daquele que os causa!” (S. Lucas, 17, 1).

Cipolla, através d’ As Leis Fundamentais da Estupidez Humana, escreveu que “a probabilidade de uma pessoa ser estúpida é independente de qualquer outra característica dessa pessoa” (um estúpido pode ser um eminente professor catedrático, por exemplo); e por outro lado escreveu que os estúpidos ocupam uma percentagem média da população que é aproximadamente constante em todas as sociedades (cerca de 2% do total).

É neste sentido, desta percentagem constante, que Jesus Cristo disse que “é inevitável que haja escândalos”; por entre a liberdade humana que Jesus Cristo defendeu, afirmou Ele também um certo determinismo (isto foi estudado por Durkheim em relação ao fenómeno social do suicídio) que faz com que seja impossível eliminar totalmente o assassinato de mulheres pelos seus companheiros (“é inevitável que haja escândalos”).

O que podemos fazer é estudar as causas (sociais, culturais, biológicas), do fenómeno e atacar o problema sem humilhar o homem em geral. O que a classe política portuguesa está a fazer é seguir o exemplo das políticas de Espanha, que se revelaram improfícuas.

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